segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum.


Aos 88 anos, depois de quatro filhos e uma carreira longa e respeitada como um dos cientistas mais influentes do século 20, James Lovelock chegou a uma conclusão desconcertante: a raça humana está condenada. "Gostaria de ser mais esperançoso", ele me diz em uma manhã ensolarada enquanto caminhamos em um parque em Oslo (Noruega), onde o estudioso fará uma palestra em uma universidade. Lovelock é baixinho, invariavelmente educado, com cabelo branco e óculos redondos que lhe dão ares de coruja. Seus passos são gingados; sua mente, vívida; seus modos, tudo menos pessimistas. Aliás, a chegada dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse - guerra, fome, pestilência e morte - parece deixá-lo animado. "Será uma época sombria", reconhece. "Mas, para quem sobreviver, desconfio que vá ser bem emocionante."
Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040, o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing (deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas. "Os chineses não terão para onde ir além da Sibéria", sentencia Lovelock. "O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra entre a Rússia e a China seja inevitável." Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa, virão as epidemias. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes - Canadá, Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.
Até o final do século, segundo o cientista, o aquecimento global fará com que zonas de temperatura como a América do Norte e a Europa se aqueçam quase 8 graus Celsius - quase o dobro das previsões mais prováveis do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática, a organização sancionada pela ONU que inclui os principais cientistas do mundo. "Nosso futuro", Lovelock escreveu, "é como o dos passageiros em um barquinho de passeio navegando tranqüilamente sobre as cataratas do Niagara, sem saber que os motores em breve sofrerão pane". E trocar as lâmpadas de casa por aquelas que economizam energia não vai nos salvar. Para Lovelock, diminuir a poluição dos gases responsáveis pelo efeito estufa não vai fazer muita diferença a esta altura, e boa parte do que é considerado desenvolvimento sustentável não passa de um truque para tirar proveito do desastre. "Verde", ele me diz, só meio de piada, "é a cor do mofo e da corrupção."


Se tais previsões saíssem da boca de qualquer outra pessoa, daria para rir delas como se fossem devaneios. Mas não é tão fácil assim descartar as idéias de Lovelock. Na posição de inventor, ele criou um aparelho que ajudou a detectar o buraco crescente na camada de ozônio e que deu início ao movimento ambientalista da década de 1970. E, na posição de cientista, apresentou a teoria revolucionária conhecida como Gaia - a idéia de que nosso planeta é um superorganismo que, de certa maneira, está "vivo". Essa visão hoje serve como base a praticamente toda a ciência climática. Lynn Margulis, bióloga pioneira na Universidade de Massachusetts (Estados Unidos), diz que ele é "uma das mentes científicas mais inovadoras e rebeldes da atualidade". Richard Branson, empresário britânico, afirma que Lovelock o inspirou a gastar bilhões de dólares para lutar contra o aquecimento global. "Jim é um cientista brilhante que já esteve certo a respeito de muitas coisas no passado", diz Branson. E completa: "Se ele se sente pessimista a respeito do futuro, é importante para a humanidade prestar atenção.".......continua..link: Noticias/Opiniões dos Gestores Ambientais...

por Por Jeff Goodell - indicação Ga. Fransueldo Pereira da Silva.

sábado, 17 de janeiro de 2015

# ITU HOJE! NÓS AMANHÃ...uma crise de água sem precedentes...


Na pequena ITU/SP com os seus 164.000 habitantes, e que atende por uma grandeza cultural de que tudo tem uma expressão maior em objetos, serviços, culinária particular, e seus movimentos sociais que deram inicio ao movimento republicano no Brasil. Sua população assumindo o seu lado sério com relação a sua particular crise hídrica iniciada a meses e que atingiu dramas intensos tem modificado a vida de milhares de famílias. A conseqüência da falta de água nas torneiras resultando em tormentos diários para ações básicas de alimentação, higiene pessoal e limpeza. E foi possível observar na mídia os desesperos explícitos em busca do minimo da provisão de água para as pessoas, animais e plantas, especificamente se tratando de pura sobrevivência, a este momento que se prolonga tragicamente em meio aos caminhões pipas com água de origem e qualidade duvidosa, pois no desespero acalmo a minha sede, e depois curo a minha indisposição estomacal. 

A # ITU HOJE! NÓS AMANHÃ... nos coloca a exemplo o que poderá ocorrer com milhões de paulistanos, especialmente os residentes na Zona Norte de São Paulo e municípios deste entorno. Uma crise sem precedente e até o presente momento sem uma estratégia divulgada oficialmente. Quais serão de fato os nossos planos de ações, restringir somente dentro do contexto econômico de auferir multas - SABESP - aos gastões de plantão justifica somente uma parte dos consumidores. Quais serão os novos instrumentos estratégicos de ação quando a palavra final chegar dizendo - "A agua do Cantareira acabou..."

Texto: Ga. Jose Ramos de Carvalho - foto - exame.abril

domingo, 11 de janeiro de 2015

1o. Encontro Nacional de Gestores Ambientais - ENAGEA


No dia 06 de Dezembro de 2014 aconteceu o I Encontro Nacional de Gestores Ambientais, no Anfiteatro do Departamento de Ciências Florestais da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” na cidade de Piracicaba – SP. E contou com a presença de gestores ambientais de alguns Estados: Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. A mesa de abertura contou com a participação do Ga. Henrique Luis Bastos Lemos (SENAC), Ga. Samara Martins Silva (integrante Comissão Organizadora ENAGEA - UnB), Ga. Sophia Pinheiro Silva (Centro Acadêmico ESALQ) e Ga. Lucas Dovigo Biziak (ESALQ). E segundo a organização do evento os convites foram enviados a todas as entidades que representam direta ou indiretamente; acadêmicos, profissionais e associações de classe. E representando a Associação Paulista dos Gestores Ambientais – APGAM, e a sua Presidência – Ga. Fransueldo Pereira da Silva - estiveram presentes o Ga. Rozima Araujo – Dir. Institucional e o Ga. Jose Ramos de Carvalho – Dir. de Comunicação. Entre outros encontros nacionais já realizados inclusive pela própria Associação Paulista dos Gestores Ambientais – APGAM, este em particular ganhou um teor  colaborativo, por que após alguns anos de luta em favor da Regulamentação e Reconhecimento Profissional entre os participantes ativos destes coletivos ou entidades ofereceram à oportunidade de posicionar conceitos, referenciar novos caminhos, em conjunto obter resultados práticos, ações políticas direcionadas para as nossas metas, e objetivos comuns a Gestão Ambiental. E a PL. 2664/11 como berço destas ações, apesar de ressalvas em seu conteúdo, e até por essas diferenças participamos de um Encontro Emergencial realizado na cidade de Belo Horizonte/MG a convite dos colegas:  Ga. Leonardo Madeira – Presidente da Associação dos Gestores Ambientais do Piaui – AGAPI, Bio. Ana Yagelovic – Presidente da Associação Mineira dos Gestores Ambientais – AMGAM, Profa.(s) Dra.(s) Fernanda Wasner e Cecilia Barbosa e Ga. Rafael Castilho (Dir. AMGAM), onde foi proposto uma EMENDA a PL 2664/11 do Dep. Arnaldo Jardim (PPS). O esforço financeiro, ético e de tempo de todos participantes de BH/MG contemplou para aprovação do Relator daquele período, um texto solido e com posicionamentos mais adequados as características técnicas do profissional formado em Gestão Ambiental. Porém, neste I Encontro Nacional dos Gestores Ambientais – ENAGEA, identificou-se que esta EMENDA, ficou a margem das ações, pois dentro do mecanismo político das comissões da Camara Federal houveram outras decisões, mas não poderíamos deixar de colaborar com quaisquer das ferramentas; jurídica, social, política, ou técnica em favor da Gestão Ambiental. Este 1º. Encontro Nacional de Gestão Ambiental - reproduziram diálogos importantes sobre o momento atual dos acadêmicos, profissionais e suas formas de atuação, comportamento das instituições universitárias,  suas estruturas pedagógicas,  mercado de trabalho, questões das participações dos acadêmicos e profissionais em eventos específicos da area, exclusividade da marca “Ambiental”, utilização do conceito exclusivo de “Gestão Ambiental”, este pragmático a formação dos Gestores Ambientais, conselhos de classes e suas estruturas,  posicionamentos futuros, ações e resultados. A organização do evento junto com os participantes decidiu emitir um documento especifico sobre os diálogos realizados, e seus direcionamentos para o ano de 2015, estabelecendo uma agenda proativa pontuando cada meta e objetivos a serem alcançados. Este “Encontro Nacional” entre outros já realizados promoveu bons diálogos, novos colegas, novos horizontes, e que devemos unificar as nossas ações, e a certeza que o 2º. Encontro Nacional de Gestores Ambientais, tenhamos uma “Mesa de Abertura” ainda mais ampliada, e com a participação de todas entidades de classe, Associações, Centros Acadêmicos e profissionais.

NOTA.

A Associação Paulista dos Gestores Ambientais – APGAM, deseja repetir e ampliar a sua participação na essência do “Reconhecimento Técnico” neste ano de 2015, que teve em 2014 avanços significativos junto a sociedade civil, profissionais, acadêmicos e outras formações correlatas a Gestão Ambiental.  Estamos colaborando em projetos fundamentais de proteção ambiental. Ex. projeto Cabuçu – Faculdade de Medicina de São Paulo – FMUSP,  além de participar da fundação da Agenda 21 do Vale do Rio Cabuçu, como área piloto de nossas atividades, inclusive com novas atividades sociais, culturais, ambientais,  e em futuros projetos junto a ODM/PNUD/ONU que a partir de 2016 passa para Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS – Organização das Nações Unidas. E em todas essas ações vamos necessitar de colegas Gestores ambientais – voluntários para assimilar novos conceitos e fomentar projetos específicos para suas regiões dentro do Estado de São Paulo e capital. 

Texto: Ga. Jose Ramos de Carvalho - Foto: Organização do Evento.

Contato via e-mail:

aapgam@gmail.com

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

8 JEITOS DE MUDAR O MUNDO – PNUD – ONU.


Um espaço interessante de atuação para os Gestores Ambientais, os ODM – Objetivo de desenvolvimento do Milênio – Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas – PNUD – Organização das Nações Unidas/ONU. A convite do “NOS PODEMOS – Núcleo São Paulo”,  à Associação Paulista dos Gestores Ambientais – APGAM, assinou seu “Termo de Adesão” como pessoa jurídica, e participaram do Curso de Capacitação os diretores: Ga. Jose Ramos de Carvalho (Dir. de Comunicação), e o Ga. Rozima Araujo (Dir. Institucional) e formalizar o ODM – Capital de São Paulo. Este programa da ONU tem como objetivo: aferir, programar ações, projetos, e parcerias,  entre órgãos públicos, privados e organizações do terceiro setor. E tem como titulo – “8 JEITOS DE MUDAR O MUNDO”: Combate a Fome e a Miséria,Educação Basica para todos,Igualdade entre sexos e valorização da Mulher,Reduzir a Mortalidade Infantil, Melhorar a saúde da Gestante, combater AIDS, a Malaria, Ebola e outras doenças, Qualidade de vida e Respeito ao Meio ambiente, e todo mundo trabalhando pelo Desenvolvimento – Os ODM, como são conhecidos, visam a justiça social e um mundo comprometido em melhorar a condição de vida das pessoas. No Brasil, para que as metas possam ser alcançadas e até superadas, foi estabelecida a Municipalização dos ODM. Você poderá visualizar a situação de sua cidade na plataforma dos indicadores sociais e econômicos apresentados no Portal ODM.
Cada região pode ter acesso as informações, planejar e atuar no cumprimento das metas, com instrumentos e estratégias de desenvolvimento em prol da melhoria continua da sociedade. Em todos os Estados há núcleos organizados para dar suporte aos seus municípios e regiões, colaborando em fortalecer as iniciativas sociais de diferentes setores da sociedade brasileira e contribuir para a melhoria das condições de vida, numa perspectiva de desenvolvimento sustentável e inclusivo, especialmente nos município. Na agenda, o governo municipal tem acessos a informações sobre planos, programas e projetos do governo federal que podem ser implantados nos municípios. A sociedade também tem um papel fundamental em contribuir e acompanhar a execução das políticas publicas municipais, facilitando o planejamento e o monitoramento através dos indicadores.
Informações Gerais:
Face: NÓS PODEMOS SÃO PAULO

Colaboradores: CEAESP, Rede Nossa SP, Banco do Brasil, Caixa Economica Federal, Sindicato dos Comerciários e fundação Alphaville.

Foto; Ramos - Ilustração/texto: Nós podemos/SP.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Organizações sugerem caminhos para a política nacional de pagamento para quem conserva a natureza


Alguns estados e municípios brasileiros já entenderam que remunerar aqueles que ajudam a conservar a água, proteger as florestas e cuidar dos habitats naturais pode dar bons resultados e beneficiar a todos, indistintamente. O Pagamento por Serviços Ambientais, ou PSA, como é conhecida essa estratégia usada em vários países, precisa agora ganhar escala nacional. A ideia é ter no Brasil uma política pública que agregue e amplie esse tipo de experiência em todo o território nacional. Esta é intenção de um grupo de organizações que acaba de fazer uma análise sobre as iniciativas que tratam do tema no Congresso Nacional. O objetivo é recomendar ações para que o País possa enfrentar nacionalmente a acelerada perda de recursos naturais e suas desastrosas consequências –que têm na crise de água de São Paulo apenas a ponta do iceberg.O resultado é a publicação Diretrizes para a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, assinada pelo WWF-Brasil e parceiros. O documento foi apresentado nesta sexta-feira (14), em Brasília, durante o seminário Incentivos Econômicos para implementação do Código Florestal, do Observatório do Código Florestal, e será enviado ao governo federal, parlamento e especialistas.

Acesse
 aqui.

A análise centrou-se no projeto de lei (PL) 792/2007, que tramita lentamente, há sete anos, pelos corredores da Câmara dos Deputados. “O projeto tem muitos aspectos positivos, mas ainda precisa de ajustes para garantir unidade a uma estratégia nacional de PSA que seja capaz de catalisar, ampliar e dar agilidade a esse processo na prática”, considera Jean François Timmers, superintendente de Políticas Públicas do WWF-Brasil.

Segundo ele, diversas experiências brasileiras já apontam um caminho promissor para inspirar uma política nacional que trate do assunto. Entre as iniciativas, ele destaca o Sistema Estadual de Incentivo a Serviços Ambientais (SISA), que inclui o regime de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) do Estado do Acre. Conhecido como Incentivos por Serviços Ambientais Associados com Carbono, ou ISA Carbono, o programa, que tem a parceria do WWF-Brasil, é pioneiro em políticas públicas de REDD e considerado um modelo internacional.

O programa Produtor de Água, da Agência Nacional de Águas (ANA), trabalha com oito projetos em diversos estados brasileiros para proteger e restaurar a vegetação no entorno de nascentes e mananciais e garantir a manutenção da disponibilidade de e da qualidade da água. Há outras iniciativas esparsas pelo Brasil.

Recomendações – Além de contribuir para a discussão dos marcos legais em tramitação no Congresso Nacional, as recomendações propostas na publicação têm como objetivo antecipar os meios necessários para a implantação da Política no País e contribuir para a formulação e execução de iniciativas regionais, sejam elas estaduais, municipais, públicas ou privadas.

Organizadas em quatro temas – Governança, Modalidades, Financiamento e Acesso a Benefícios e Salvaguardas Socioambientais –, as recomendações vieram de diversas instituições, envolvendo a sociedade civil e o setor privado.

Um dos pontos importantes identificados pela iniciativa é a falta de clareza sobre a fonte dos recursos que irão financiar o estabelecimento dos esquemas de PSA. “É preciso evitar sobreposições e complementar ações produtivas e de conservação financiadas por outros instrumentos econômicos ambientais existentes”, afirma Timmers.

  

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Gestão Ambiental - "Vai à sanção reestruturação de carreiras da área ambiental - IBAMA e Inst. CHICO MENDES"


Da Redação | 06/08/2014, 12h45 - ATUALIZADO EM 06/09/2014, 13h46

Vai à sanção o Projeto de Lei da Câmara 90/14 que regulariza carreiras federais da área ambiental, além de dispor sobre o plano especial de cargos do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O texto foi aprovado nesta quarta-feira (6) em caráter de urgência pelo Plenário do Senado.
Aprovado na Câmara no início de junho, o projeto cria a carreira de especialista em meio ambiente, composta pelos cargos de gestor ambiental, gestor administrativo, analista ambiental e analista administrativo, técnico ambiental, técnico administrativo e auxiliar administrativo. Além do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama, o projeto abrange ainda o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
O texto aprovado, uma emenda do deputado Alessandro Molon (PT-RJ), cria um quadro em extinção no Ministério da Saúde para os agentes de combate a endemias atualmente lotados na Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Esses profissionais, no entanto, continuam cedidos a estados e municípios, por meio de convênios no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Com esse novo enquadramento, muda a estrutura da remuneração, que será composta por vencimento básico mais uma gratificação. O salário no início de carreira, em 2015, passará de R$ 3.441,27 para R$ 3.823,15.
A carga horária permanece em 40 horas. A gratificação, no entanto, não será devida ao funcionário que exercer cargo em comissão nem servirá de base de cálculo para outros benefícios.
A gratificação será devida aos que realizarem, em caráter permanente, atividades de combate e controle de endemias em área urbana ou rural, inclusive em terras indígenas ou de quilombolas, áreas extrativistas e ribeirinhas.
O senador Inácio Arruda (PCdoB), escolhido como relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), manifestou apoio ao projeto.
Meio ambiente
De acordo com o Executivo, as medidas em relação às carreiras do Ministério do Meio Ambiente pretendem atrair, valorizar e reter servidores com alto nível de qualificação. O projeto modifica as leis 10.410/02 e 11.357/06.
O governo afirma que o objetivo é alinhar as regras de promoção e progressão ao modelo já aplicado em outras áreas do serviço público. Uma das mudanças determina que, para a progressão na carreira, será exigido um período mínimo de 12 meses de permanência em cada padrão e avaliação de desempenho com média superior a 70% para progressão e a 80% para promoção, acrescentando para este último o critério de capacitação.
Atualmente, a progressão de servidores dessas carreiras se dá por merecimento, quando o servidor for habilitado em avaliação de desempenho funcional; e por antiguidade, sempre que, no decurso de três avaliações de desempenho subsequentes, não forem obtidos os índices exigidos.
Além disso, o texto unifica a avaliação de desempenho e a utilizada para a progressão na carreira, com o objetivo de melhorar as avaliações do órgão e seus institutos.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Autor(a):
EXTERNO - Presidente da República - Dilma Rousseft.
 
Ementa:
Altera as Leis nºs 10.410, de 11 de janeiro de 2002, que cria e disciplina a Carreira de Especialista em Meio Ambiente, e 11.357, de 19 de outubro de 2006, na parte em que dispõe sobre o Plano Especial de Cargos do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente - IBAMA; cria o Quadro em Extinção de Combate às Endemias; e autoriza a transformação dos empregos criados pelo art. 15 da Lei nº 11.350, de 5 de outubro de 2006, no cargo de Agente de Combate às Endemias.
Explicação da ementa:
Assunto:
Administrativo - Servidores públicos
Data de apresentação:
05/08/2014
Situação atual:
Local: 
09/09/2014 - SECRETARIA DE EXPEDIENTE

Situação: 
04/09/2014 - TRANSFORMADA EM NORMA JURÍDICA
Matérias relacionadas:
RQS - REQUERIMENTO 748 de 2014 (Líderes Partidários)
Outros números:
Origem externa:
(PRESIDENCIA DA REPUBLICA) MSG  00360 de 2013

Origem no Legislativo:
CD  PL.  06242 / 2013

Norma jurídica gerada: 
Indexação da matéria:
  
LEI 10410 de 11 de Janeiro de 2002.

"ART 1º Fica criado a carreira de Especialista de Meio Ambiente, composta pelos cargos de Gestor Ambiental, Gestor Administrativo, Analista Ambiental, Analista Administrativo, Tecnico Ambiental, Tecnico Administrativo, abrangendo os cargos de pessoal do Ministério do Meio Ambiente, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Instituto Chico Mendes"

Nota de Esclarecimento: Não se trata de Regulamentação Profissional da Gestão Ambiental, mas da estruturação de Plano de Carreiras dentro de dois orgãos importantes do Ministério do Meio Ambiente: IBAMA  e Instituto Chico Mendes. E segundo o texto alterado, fixa definitivamente, o conceito de "Gestão Ambiental". A particularidade do Art 11 paragrafos 1º e 2º cita - Curso de Formação, diploma de graduação do ensino superior ou habilitação equivalente. O que motiva a continuidade pela luta da "Regulamentação Profissional", é por que o conceito "Gestão Ambiental", com esta proposta de "Plano de Carreira" tem sua origem no Gabinete da Presidência da Republica - Poder Executivo. Assim, essas iniciativas podem criar novas expectativas, e ações em direção a "Regulamentação Profissional".


Agradecimentos: Ga. Anacleto Freitas..
Texto: Agência Senado
Foto: Augusto Areal - 1997.
Postagem/Texto - José Ramos de Carvalho (Dir. de Comunicação)