segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Dia 04 de Outubro de 2026 - Eleições Majoritarias - Republica Federativa do Brasil


Eleiçoes majoritarias 2026. Os 143 Milhoes de Brasileiros caminharam para as milhares de "Urnas Eletronicas" para consagrar as suas escolhas: Presidente, Governadores Estaduais, Senadores, Deputados Federais e Estaduais. Diferente de outros pleitos de periodos anteriores tinhamos a opção de escolhas em especial para a Presidencia da

Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Republica subtraida por uma polarização tão acentuada onde o volume de votos praticamente dos candidatos apartir do 3o. colocado ao ulltimo foram praticamente pulverizados do pleito. E, consequencia do recorte dos governadores que em uma escalada de votação expressiva colocavam nesta linha robusta de votos; Senadores e Deputados Federais e Estaduais que traduziu para a direita dominar com numeros expressivos as Assembleias legislativas e o Congresso Nacional. 
 Os dados foram sendo atualizados conforme os boletins de Urna (BUs) são recebidos e processados     
pela Justiça Eleitoral. É possivel pesquisar os votos por                                                    
cargo e por candiata ou candidato.                                 Sessão Eleitoral - Norte do Brasil

Ao termino da totalização, também ficaram disponiveis os resultados finais, os porcentuais de votação, os votos por partido e os candidatos  eleitos ou que disputarão o 2o. Turno. no SITE do TSE. Mediante resultados apurados e os  candidatos ao Senado Federal eleitos em cada Estado para o proximo periodo de 8 anos. No quesito referente a Regulamentação profissional PL3515/19 das atividades da  "Gestão Ambiental" sob a Relatoria da Senadora Teresa Leitão (PT). Teremos que percorrer as futuras comissões ponto a ponto até alcançar a aprovação final. A exemplo da aprovação na Camara dos Deputados Federais onde os dialogos foram promissores destacando o trabalho politico da assessoria do Dep. Arnaldo Jardim (PL 2664/11) e da Associação Nacional dos Gestores Ambientais - ANAGEA e o apoio fundamental das Associações Estaduais a exemplo da Associação Paulista dos Gestores Ambientais - APGAM. E apartir de  Janeiro/2027 a missão de produzir dialogos com os novos Senadores em seus Estados de origem. Para que possamos sedimentar um caminho favoravel de aprovação junto as Comissões do Senado Federal em um cenario de crise ou mudanças climaticas; impondo um dialogo politico exato, dentro do contexto exclusivamente da formação em "ciencias naturais" em varios campus universitarios publicos e privados. Onde ja observamos excelentes profissionais com experiencias superiores a 20 anos de qualificações tecnicas e academicas (mestrados, doutorados e pós-doutorados) em atividades comprovadas em recente encontro da "Semana Aberta de Gestão Ambiental" promovida pelo DAGA/EACH-USP. E um fator relevante parcerizando com formações correlatas nas produções: academicas, tecnicas, sociais, educação, cultura e pesquisas. Qualificando diagnosticos, adaptações e soluções preferencialmente baseadas na natureza. Assim vamos iniciar esta navegação junto aos excelentissimos Senadores e segue a lista dos aprovados e seus Estados..






Senadores eleitos por estado

Acre Marcio Bittar (PL) e Mara Rocha (Republicanos)
Alagoas Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB)
Amapá Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD)
Amazonas Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB)
Bahia Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT)
Ceará Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede)
Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL)
Espírito Santo Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos)
Goiás Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União) 
Maranhão André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo)
Mato Grosso Mauro Mendes (União) e Zé Medeiros (PL) 
Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL)
Minas Gerais Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT) 
Pará Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União)
Paraíba João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB)
Paraná Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) 
Pernambuco Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT)  
Piauí Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD)
Rio de Janeiro  Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL)
Rio Grande do Norte Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda de Lula (PT)
Rio Grande do Sul Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo)
Rondônia Fernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL)
Roraima Nicoletti (PL) e Teresa Surita (MDB) 
Santa Catarina Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL)
São Paulo Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL)
Sergipe  Rogério Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (MDB)
Tocantins Eduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB)

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Texto: Apoio - Diretoria de Comunicação - APGAM - Ga. Eduardo Oliveira

          Agradecimentos: Ga. Caroline Kerestes - Presidente

                                       Associação Paulista dos Getores Ambientais -APGAM                                                          

Fotos; Idealizadores/Site - Senado Federal.

sábado, 12 de setembro de 2026

Gestão Ambiental na Prática: A Crise ou Mudanças Climática e a Necessidade de Ações Ambientais Imediatas.


Análise de Evento: 04 de Setembro de 2026 (Janela Crítica: 15h30 às 16h30).                                  Fonte: Estações Metereologicas - CGE - Defesa Civil - Municipio de São Paulo - Foto: 19/09/2024 - 28/08/26 (Carvalho.J,R)   

Na tarde do dia 04 de setembro de 2026, a cidade de São Paulo registrou um cenário emblemático de estresse térmico e ar seco, com temperatura média de 30,5 °C e Umidade Relativa do Ar (URL) média ajustada de 27,4%. Em análise em tempo real das 32 estações meteorológicas do CGE/Defesa Civil expôs não apenas as disparidades regionais da capital, mas também o contraste entre as respostas públicas de emergência e os tempos de adaptação ambiental.

Marsilac: A Prova Concreta do Serviço Ecossistêmico

Enquanto bairros fortemente adensados atingiam patamares críticos de Estado de Alerta — como Vila Mariana (36,7 °C / 19,12% URL), Vila Prudente (36,7 °C / 19,10% URL) e Sé (30,6 °C / 19,40% URL) —, a Estação Meteorológica de Marsilac atestou seu pleno e perfeito funcionamento ao registrar 29,1 °C e 94,9% de umidade Relativa do Ar (URL) no mesmo intervalo horário. (fonte: Estações Metereolicas - CGE - Defesa Civil - Municipio  de São Paulo)

Foto: Instagran (D.P)

O dado de Marsilac valida a função reguladora da cobertura florestal contínua da APA Capivari-Monos na Zona Sul. A evapotranspiração da Mata Atlântica preservada cria um microclima capaz de reter o declinio da umidade  e amortecer picos de calor, funcionando como um verdadeiro escudo ambiental em dias de evento extremo.

  

As Duas Velocidades da Gestão Pública: Saúde x Adaptação Ambiental

A leitura técnica deste evento revela uma assimetria importante na capacidade de resposta do município, destacando o papel dos instrumentos de gerenciamento de disparo pratico de ações eficazes de minimizações:

Foto: Praça da Republica - 26/02/25



Foto: Fonte - Faculdade de Saude Publica /SP - 13/11/24 - (Carvalho.J,R) 

1. A Logística Preditiva da Saúde (Resposta de Curto Prazo)

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) demonstra uma logística ja amadurecida. Amparada pelos dados meteorológicos prévios, a pasta consegue prever o impacto e disparar antecipadamente a estrutura de Operações de Altas/Baixa Temperaturas (OAT) e Baixa Umidade Relativa do AR, instalando tendas de hidratação, distribuição de água e atendimento preventivo nos pontos de maior circulação das áreas críticas.

Projetos de Fontes - Empreendimentos: Saude, Hotelaria, Centros Comerciais

Fotos/ Fontes: Hospital Albert Ainsten (26/02/25)                             Grand Hyatt São Paulo -  20/08/26 - (Carvalho.J,R)            



Fonte: Centro Comercial - Faria Lima - 16/06/25 - (Carvalho.J,R)

2. O Tempo da Natureza e o Desafio Pós-COP30 (Medio e Longo Prazo) 

Na outra ponta, as ações de restauração ecológica previstas possuem um tempo de maturação diferente. As milhares de mudas plantadas exclusivamente no contexto dos compromissos pós-COP30 levarão mais de 5 anos para atingir o porte arbóreo necessário para gerar beneficios, alterar o microclima e replicar em escala urbana o efeito amortecedor observado em Marsilac.

Fontes/Chafarizes - Elementos Sociais/Culturais:

Praça Julio Mesquita -
Localizada - Avenida São João.
Nasceu com o nome - Praça Vitoria - .Seculo XX
Mudança de Nome - Praça Juio Mesquita em homenagem ao Jornalista Julio Mesquita - fundador do Jornal - "O Estado de São Paulo" - Maio/1927 - 2027- 100 anos de fundação.

Espaço Cultural - Fonte das Lagostas
Pionarismo - Projetada - Escultora Campineira - Nicolina Vaz de Assis Pinto - A primeira obra de Arte Publica em São Paulo - Assinada por uma MULHER.
Foto - 19/03/25 - (Carvalho.J,R)

     

Praça Cidade de Milão -
Localizada - Jardim Luzitania - Ibirapuera
Projeto - Comemorar o conceito de Cidades Irmãs - 1962

Espaço Cultural - Replicas de quatro estatuas do genio renascentista Michelangelo 
Obra doada pela PIRELLI
Projeto - Instituto Europeu de Design
Desccrição: Brasões das Cidades de Milão e São Paulo
Quadro Esculturas Michelangelo: Noite, Aurora, Crepusculo e Dia;  Foto: 12/11/24 - (Carvalho.J,R)


               Fonte (s): dos Desejos, Gloria, Ordem e Progresso            Foto - (03/09/25) - (Carvalho.J,R) 


Soluções Imediatas de Transição: Reativação de Chafarizes e Fontes

Para preencher essa lacuna temporal de 5 anos até que as novas mudas, bosques urbanos cresçam, o trato ambiental precisa acionar medidas de adaptação de efeito imediato para amenizar a agressividade da Umidade relativa do Ar (ar seco) no ambiente construído:

  • Infraestrutura Hídrica Urbana: Reativação e manutenção preventiva de fontes, chafarizes e espelhos d'água em praças e parques do miolo central e periferias, funcionando como "micro-óasis" de umidificação.
  • Umidificação de Vias: Disparo coordenado de caminhões de água de reuso para irrigação dos eixos viários com URL abaixo de 20% nos horários de pico.
  • Proteção Preventiva: Rondas da GCM Ambiental e aceiros em parques urbanos das Zonas Norte e Leste nos dias com URL < 25% para evitar focos de incêndio em vegetação.

Conclusão: O Papel da Gestão Ambiental - Diagnosticos

A experiência de 04/09/2026 demonstra que a resposta sanitária da Saúde é vital, mas precisa ser acompanhada por gatilhos ambientais igualmente ágeis. O desafio posto é fazer com que os tratos ambientais ampliem seus elementos práticos a curto prazo. Um exemplo claro é a aceleração da eletrificação do transporte coletivo, que gera uma economia de 57 milhões de litros de diesel e deixa de lançar entre 81 e 109 mil toneladas de CO2. na atmosfera. Paralelamente, a plena eficiência operacional de fontes e chafarizes surge como uma solução imediata de conforto térmico em minimizar os niveis agressivos de Umidade Relativa do Ar além de resgatar a memória histórica e cultural paulistana. Esse conjunto de ações tem um forte potencial para operar com a mesma agilidade e eficiência logística da Saúde, garantindo resiliência climática para a população enquanto as novas linhas de arborização urbana ganham corpo gradativamente."


 Os Chafarizes e os espelhos d`agua da Praça da Sé, localizados logo acima da Estação Sé do Metro fazem parte do projeto paisagístico e arquitetônico da praça inaugurado na década de 1970.
Responsablidade e Manutenção - METRO São Paulo - foto - D.P.

 Diretoria de Comunicação - Ga. Eduardo Oliveira  

 Ga. Jose Ramos de Carvalho - Texto/Fotos 

 Associação Paulista dos Gestores Ambientais - APGAM

 









segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Cintura de Fogo e Super El Niño: Geologia e Clima no Cenário Sul-Americano


Diante dos episódios sísmicos registrados recentemente na faixa oeste da América do Sul — englobando territórios da Venezuela, Colômbia e Peru —, surgem indagações sobre a possível conexão entre a atividade do interior da Terra e os grandes eventos climáticos globais, como o fenômeno Super El Niño. 

Como entidade comprometida com a ciência e a gestão ambiental responsável, a APGAM traz uma reflexão pautada em dados geofísicos e climatológicos para esclarecer como esses fenômenos interagem em nosso planeta.

Dois Gigantes, Escalas Diferentes

Para compreender o cenário, é preciso distinguir os mecanismos que movem o clima daqueles que moldam a estrutura profunda do nosso continente:

  1. A Cintura de Fogo do Pacífico (Pacific Ring of Fire): Os tremores no Peru, Colômbia e áreas de influência da Venezuela decorrem do encontro tectônico e do processo de subdução entre as placas de Nazca, do Caribe e Sul-Americana. Trata-se de uma dinâmica geológica interna, cujas tensões mecânicas se acumulam a dezenas de quilômetros de profundidade na litosfera.

  2. O Super El Niño (ENOS): Trata-se de uma dinâmica atmosférico-oceânica. O aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial altera a circulação dos ventos alísios (Célula de Walker), modificando o regime de chuvas e as temperaturas em escala global.



Existe Conexão entre Terremotos e o El Niño?

Sob o ponto de vista da comunidade científica internacional (como o USGS - United States Geological Survey e institutos de geofísica da América Latina), não há evidência de que o El Niño seja gatilho para terremotos.

Enquanto o clima atua na troposfera e na lâmina d'água oceânica, os terremotos são movidos pelo calor interno da Terra e pelo deslocamento de placas rochosas massivas na litosfera. Embora a ciência investigue como mudanças na distribuição de massa de água à superfície (grandes secas ou inundações) afetam pontualmente a pressão superficial sobre a crosta, essa força é insignificante para desencadear grandes rupturas tectônicas.

A Verdadeira Urgência: A Resiliência Urbana aos Eventos Climáticos

Se os terremotos dependem de dinâmicas incontroláveis da Terra, as consequências do Super El Niño sobre o nosso cotidiano dependem diretamente da nossa capacidade de planejamento e governança ambiental.

O aquecimento das águas do Pacífico sinaliza períodos de fortes estiagens e ondas de calor intercalados por tempestades severas. É na escala local — na microdrenagem das nossas bacias, no combate à impermeabilização do solo, na proteção das áreas de risco e na preservação da vegetação urbana — que precisamos concentrar nossos esforços e políticas públicas.

A APGAM reafirma seu compromisso em promover a cultura de prevenção, o embasamento científico e o fortalecimento da gestão ambiental  para enfrentar os reais desafios da emergência climática.


Referências e Fontes Consultadas

  • USGS – United States Geological Survey (Serviço Geológico dos EUA): Earthquake Hazards Program & Ring of Fire Dynamics. 

  • NOAA – National Oceanic and Atmospheric Administration: El Niño & La Niña (ENSO) Climate Diagnostic Center. 

  • INPE / CPTEC – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais: Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos – Monitoramento do Fenômeno ENOS. 

  • IGP – Instituto Geofísico del Perú: Monitoreo Sísmico y Tectónica de la Franja Andina. 

  • SGC – Servicio Geológico Colombiano: Red Sismológica Nacional de Colombia. 

Crédito Editorial e Nota de Transparência

Nota de Transparência: Este artigo foi idealizado e revisado pela coordenação editorial da APGAM, com pesquisa geofísica, estruturação técnica de dados e apoio à composição textual desenvolvidos em colaboração com a Inteligência Artificial Gemini (Google).

  • Linha Editorial: José Ramos de Carvalho / APGAM

  • Pesquisa e Composição Assistida: IA Gemini (Google).


Diretoria de Comunicação (APGAM) - Ga. Eduardo Oliveira 

sexta-feira, 13 de março de 2026

IA e os Impactos Socioambientais - fenomenos El Nino e La Nina - Capital São Paulo



 
ENOS e a Dinâmica Paulistana

O El Niño e a La Niña são oscilações acopladas oceano-atmosfera no Pacífico Equatorial que alteram o padrão de ventos e a distribuição de calor global. Em São Paulo, a influência desses fenômenos é frequentemente caracterizada como uma zona de transição, o que torna as previsões um desafio adicional para os climatologistas e profissionais da area socioambiental.

1. El Niño na Capital (Fase Quente)

Historicamente, o "El Niño" tende a elevar as temperaturas médias na cidade e alterar o regime de chuvas, embora de forma menos previsível que no Sul ou Nordeste do país.

Impacto Térmico: Bloqueios atmosféricos impedem a chegada de frentes frias, resultando em invernos mais brandos e ondas de calor persistentes.
Impacto Pluviométrico: Embora o El Niño seja famoso pelas secas no Norte, em SP ele pode intensificar chuvas convectivas extremas devido à maior disponibilidade de energia (calor) na atmosfera.
Referência Histórica: O evento de 1997-1998 e o "Super El Niño" de 2015-2016 marcaram recordes de temperatura e alteraram drasticamente o manejo de águas pluviais na metrópole


2. La Niña na Capital (Fase Fria)

Para São Paulo, a La Niña geralmente traz um cenário de maior atenção à segurança hídrica e eventos de geada.

Impacto Térmico: Facilita a entrada de massas de ar polar, levando a quedas bruscas de temperatura e episódios de frio rigoroso.
Impacto Pluviométrico: Frequentemente associada à redução das chuvas no Sudeste, o que impacta diretamente o nível dos reservatórios do sistema Cantareira e Alto Tietê.
Referência Histórica: O biênio 2020-2022 sob influência da La Niña foi crucial para          
 entender a resiliência do sistema de            abastecimento da RMSP após a crise de 2014.    
                                               

O Papel das Mudanças Climáticas: O "Novo Normal"

As mudanças climáticas globais não substituem o El Niño ou a La Niña; elas os potencializam. Para o gestor e profissionais da area ambiental, isso significa que:

  1. Eventos Extremos: O que era um "verão chuvoso" de El Niño torna-se um evento de precipitação crítica, superando a capacidade de drenagem basica urbana (efeito das Ilhas de Calor).
  2. Imprevisibilidade: Aumenta a variabilidade intra-sazonal. O ciclo de atividades de mitigação de riscos da Defesa Civil precisa ser mais dinâmico.                                                                            
  3. Saúde Pública: A intensificação de secas (La Niña) combinada com altas temperaturas globais, baixos indices de umidade relativa do ar piora a qualidade do ar na capital, retendo poluentes por mais tempo

Infográfico Histórico: Eventos ENOS vs. Desastres em SP

      Em São Paulo, a intensidade do desastre depende da interação entre o fenômeno climático e a Ilha de Calor urbana.              

        

Fenômeno

Anos de Destaque

Impacto Característico na Capital

Consequências/Desastres Históricos

El Niño (Forte/Muito Forte)

1997-1998 / 2015-2016

Invernos quentes e chuvas convectivas (temporais) intensas.

Inundações e Alagamentos: Recordes de pontos de alagamento intransitáveis; deslizamentos em áreas de risco (encostas).

La Niña (Forte/Moderada)

2010-2011 / 2021-2022

Secas prolongadas e bloqueios atmosféricos.

Crise Hídrica: Queda drástica no Sistema Cantareira; aumento de queimadas em áreas periurbanas (Serra da Cantareira/Ribeirão Pires).

Neutralidade (Transição)

2013-2014

Instabilidade e anomalias locais extremas.

Crise do Abastecimento (2014): Ausência de chuvas no verão, agravada por falhas na gestão de recursos hídricos.




2. Enfermidades Respiratórias e Clima

A dinâmica atmosférica de São Paulo altera a dispersão de poluentes, o que impacta diretamente a carga hospitalar.

O Mecanismo de Agravamento:

  1. Inversão Térmica (Comum na La Niña): O ar frio e denso fica retido próximo ao solo, "aprisionando" a poluição veicular e industrial.                                                                           
  2. Baixa Umidade: Resseca as mucosas, diminuindo a barreira natural contra vírus e bactérias.
  3. Amplitude Térmica (El Niño/Mudanças Climáticas): Variações de mais de 15°C no mesmo dia causam estresse térmico no sistema respiratório.

Grupos de Vulnerabilidade e Patologias:

  • Crianças (0-5 anos): O grupo mais afetado por Bronquiolite e Pneumonia. A fisiologia respiratória em desenvolvimento e a maior frequência respiratória as tornam mais suscetíveis à poluição retida em dias secos de La Niña.
  • Idosos (60+ anos): Vulnerabilidade extrema a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) e exacerbação de quadros de asma. O frio extremo (frequente em La Niña) aumenta o    esforço cardíaco e respiratório.             
  • População em Situação de Rua: Grupo de maior risco para Hipotermia e doenças oportunistas devido à exposição direta às anomalias térmicas.

Nota Técnica: Estudos recentes da USP indicam que durante os anos de La Niña, a redução da "lavagem da atmosfera" pelas chuvas eleva em até 20% as internações por doenças respiratórias na Região Metropolitana de São Paulo.

"A gestão ambiental urbana no século XXI não pode ser reativa. Em uma metrópole como São Paulo, onde o El Niño e a La Niña encontram um ambiente antropizado e febril, a resiliência é construída na interface entre a meteorologia e a saúde pública."

Texto: Ga. Carvalho.JR - Adequações / Diagnosticos / IA Gemini

Apoio: Ga. Eduardo Oliveira - Diretoria de Comunicação - APGAM.

Ga. Caroline Kerestes - Presidente APGAM.

Fotos autorais:
Catedral de São Paulo - 12/02/26 - Carvalho.JR
Marginal Rodovia Pres. Dutra - Pq. Novo Mundo - 25/01/2025. - Carvalho, JR.
Aeroporto Internacional de Cumbica/Guarulhos - Alexandre Ramos -  Viação Brasil,
Criança - nebulizador - dominio publico - Br - Freeckp

domingo, 8 de março de 2026

DIA 08 MARÇO DE 2026 - DIA INTERNACIONAL DA MULHER

 


Neste 8 de março, nosso apreço e reconhecimento não é apenas pela data, mas pela força silenciosa e pela voz corajosa que vocês exercem todos os dias. Ser mulher é equilibrar universos com uma mão enquanto constrói o futuro com a outra. Inspiração, abrigo e revolução.

A excelência não tem gênero, mas a jornada das mulheres exige uma coragem singular. Hoje celebramos a competência, a visão e a liderança das mulheres que transformam desafios em conquistas e inspiram todos ao seu redor. Que o respeito e a equidade sejam a regra, não a exceção.

Mulher: o substantivo que carrega em si todos os verbos de ação. Criar, resistir, amar e transformar. Que hoje o mundo não te dê apenas flores, mas o reconhecimento e o espaço que você já conquistou por direito.

Mulheres - Profissionais de Meio Ambiente é mais do que uma profissão; é um exercício diário de resiliência e visão estratégica. É a capacidade de traduzir indicadores técnicos em qualidade de vida, de transformar conflitos em soluções sustentáveis e de enxergar o futuro onde muitos veem apenas o presente.

Homenageamos hoje as Gestoras Ambientais que:

  • Atuam na linha de frente da adaptação climática e da mitigação de impactos.

  • Lideram com ética a gestão de recursos naturais e a biodiversidade.

  • Unem a ciência e a empatia para construir cidades e comunidades mais resilientes.

Às mulheres que plantam consciência e colhem sustentabilidade, nosso mais profundo respeito. Que sua voz continue sendo o guia para um desenvolvimento que respeite os limites da Terra e a dignidade humana.

Feliz Dia da Mulher!" 

Gratidão - Ga, Caroline Kerestes - Presidente da Associação Paulista dos Gestores Ambientais - APGAM.

Diretoria de Comunicação - APGAM.