NOTíCIAS/OPINIÕES DOS GESTORES AMBIENTAIS


Lovelock sabe que prever o fim da civilização não é uma ciência exata. "Posso estar errado a respeito de tudo isso", ele admite. "O problema é que todos os cientistas bem intencionados que argumentam que não estamos sujeitos a nenhum perigo iminente baseiam suas previsões em modelos de computador. Eu me baseio no que realmente está acontecendo." Quando você se aproxima da casa de Lovelock em Devon, uma área rural no sudoeste da Inglaterra, a placa no portão de metal diz, claramente: "Estação Experimental de Coombe Mill. Local de um novo hábitat. Por favor, não entre nem incomode". Depois de percorrer algumas centenas de metros em uma alameda estreita, ao lado de um moinho antigo, fica uma casinha branca com telhado de ardósia onde Lovelock mora com a segunda mulher, Sandy, uma norte-americana, e seu filho mais novo, John, de 51 anos e que tem incapacidade leve. É um cenário digno de conto de fadas, cercado de 14 hectares de bosques, sem hortas nem jardins com planejamento paisagístico. Parcialmente escondida no bosque fica uma estátua em tamanho natural de Gaia, a deusa grega da Terra, em homenagem à qual James Lovelock batizou sua teoria inovadora. A maior parte dos cientistas trabalha às margens do conhecimento humano, adicionando, aos poucos, nova informações para a nossa compreensão do mundo. Lovelock é um dos poucos cujas idéias fomentaram, além da revolução científica, também a espiritual. "Os futuros historiadores da ciência considerarão Lovelock como o homem que inspirou uma mudança digna de Copérnico na maneira como nos enxergamos no mundo", prevê Tim Lenton, pesquisador de clima na Universidade de East Anglia, na Inglaterra. Antes de Lovelock aparecer, a Terra era considerada pouco mais do que um pedaço de pedra aconchegante que dava voltas em torno do Sol. De acordo com a sabedoria em voga, a vida evoluiu aqui porque as condições eram adequadas: não muito quente nem muito frio, muita água. De algum modo, as bactérias se transformaram em organismos multicelulares, os peixes saíram do mar e, pouco tempo depois, surgiu Britney Spears. Na década de 1970, Lovelock virou essa idéia de cabeça para baixo com uma simples pergunta: Por que a Terra é diferente de Marte e de Vênus, onde a atmosfera é tóxica para a vida? Em um arroubo de inspiração, ele compreendeu que nossa atmosfera não foi criada por eventos geológicos aleatórios, mas sim devido à efusão de tudo que já respirou, cresceu e apodreceu. Nosso ar "não é meramente um produto biológico", James Lovelock escreveu. "É mais provável que seja uma construção biológica: uma extensão de um sistema vivo feito para manter um ambiente específico." De acordo com a teoria de Gaia, a vida é participante ativa que ajuda a criar exatamente as condições que a sustentam. É uma bela idéia: a vida que sustenta a vida. Também estava bem em sintonia com o tom pós-hippie dos anos 70. Lovelock foi rapidamente adotado como guru espiritual, o homem que matou Deus e colocou o planeta no centro da experiência religiosa da Nova Era. O maior erro de sua carreira, aliás, não foi afirmar que o céu estava caindo, mas deixar de perceber que estava. Em 1973, depois de ser o primeiro a descobrir que os clorofluocarbonetos (CFCs), um produto químico industrial, tinham poluído a atmosfera, Lovelock declarou que a acumulação de CFCs "não apresentava perigo concebível". De fato, os CFCs não eram tóxicos para a respiração, mas estavam abrindo um buraco na camada de ozônio. Lovelock rapidamente revisou sua opinião, chamando aquilo de "uma das minhas maiores bolas fora", mas o erro pode ter lhe custado um prêmio Nobel. No início, ele também não considerou o aquecimento global como uma ameaça urgente ao planeta. "Gaia é uma vagabunda durona", ele explica com freqüência, tomando emprestada uma frase cunhada por um colega. Mas, há alguns anos, preocupado com o derretimento acelerado do gelo no Ártico e com outras mudanças relacionadas ao clima, ele se convenceu de que o sistema de piloto automático de Gaia está seriamente desregulado, tirado dos trilhos pela poluição e pelo desmatamento. Lovelock acredita que o planeta vai recuperar seu equilíbrio sozinho, mesmo que demore milhões de anos. Mas o que realmente está em risco é a civilização. "É bem possível considerar seriamente as mudanças climáticas como uma resposta do sistema que tem como objetivo se livrar de uma espécie irritante: nós, os seres humanos", Lovelock me diz no pequeno escritório que montou em sua casa. "Ou pelo menos fazer com que diminua de tamanho." Se você digitar "gaia" e "religion" no Google, vai obter 2,36 milhões de páginas - praticantes de wicca, viajantes espirituais, massagistas e curandeiros sexuais, todos inspirados pela visão de Lovelock a respeito do planeta. Mas se você perguntar a ele sobre cultos pagãos, ele responde com uma careta: não tem interesse na espiritualidade desmiolada nem na religião organizada, principalmente quando coloca a existência humana acima de tudo o mais. Em Oxford, certa vez ele se levantou e repreendeu Madre Teresa por pedir à platéia que cuidasse dos pobres e "deixasse que Deus tomasse conta da Terra". 

Como Lovelock explicou a ela, "se nós, as pessoas, não respeitarmos a Terra e não tomarmos conta dela, podemos ter certeza de que ela, no papel de Gaia, vai tomar conta de nós e, se necessário for, vai nos eliminar". Gaia oferece uma visão cheia de esperança a respeito de como o mundo funciona. Afinal de contas, se a Terra é mais do que uma simples pedra que gira ao redor do sol, se é um superorganismo que pode evoluir, isso significa que existe certa quantidade de perdão embutida em nosso mundo - e essa é uma conclusão que vai irritar profundamente estudiosos de biologia e neodarwinistas de absolutamente todas as origens. Para Lovelock, essa é uma idéia reconfortante. Considere a pequena propriedade que ele tem em Devon. Quando ele comprou o terreno, há 30 anos, era rodeada por campos aparados por mil anos de ovelhas pastando. E ele se empenhou em devolver a seus 14 hectares um caráter mais próximo do natural. Depois de consultar um engenheiro florestal, plantou 20 mil árvores - amieiros, carvalhos, pinheiros. Infelizmente, plantou muitas delas próximas demais, e em fileiras. Agora, as árvores estão com cerca de 12 metros de altura, mas em vez de ter ar "natural", partes do terreno dele parecem simplesmente um projeto de reflorestamento mal executado. "Meti os pés pelas mãos", Lovelock diz com um sorriso enquanto caminhamos no bosque. "Mas, com o passar dos anos, Gaia vai dar um jeito." Até pouco tempo atrás, Lovelock achava que o aquecimento global seria como sua floresta meia-boca - algo que o planeta seria capaz de corrigir. Então, em 2004, Richard Betts, amigo de Lovelock e pesquisador no Centro Hadley para as Mudanças Climáticas - o principal instituto climático da Inglaterra -, convidou-o para dar uma passada lá e bater um papo com os cientistas. Lovelock fez reunião atrás de reunião, ouvindo os dados mais recentes a respeito do gelo derretido nos pólos, das florestas tropicais cada vez menores, do ciclo de carbono nos oceanos. "Foi apavorante", conta. "Mostraram para nós cinco cenas separadas de respostas positivas em climas regionais - polar, glacial, floresta boreal, floresta tropical e oceanos -, mas parecia que ninguém estava trabalhando nas conseqüências relativas ao planeta como um todo." Segundo ele, o tom usado pelos cientistas para falar das mudanças que testemunharam foi igualmente de arrepiar: "Parecia que estavam discutindo algum planeta distante ou um universo-modelo, em vez do lugar em que todos nós, a humanidade, vivemos". Quando Lovelock estava voltando para casa em seu carro naquela noite, a compreensão lhe veio. A capacidade de adaptação do sistema se perdera. O perdão fora exaurido. "O sistema todo", concluiu, "está em modo de falha." Algumas semanas depois, ele começou a trabalhar em seu livro mais pessimista, A Vingança de Gaia, publicado no Brasil em 2006. Na sua visão, as falhas nos modelos climáticos computadorizados são dolorosamente aparentes. Tome como exemplo a incerteza relativa à projeção do nível do mar: o IPCC, o painel da ONU sobre mudanças climáticas, estima que o aquecimento global vá fazer com que a temperatura média da Terra aumente até 6,4 graus Celsius até 2100. Isso fará com que geleiras em terra firme derretam e que o mar se expanda, dando lugar à elevação máxima do nível de mar de apenas pouco menos de 60 centímetros. A Groenlândia, de acordo com os modelos do IPCC, demorará mil anos para derreter. Mas evidências do mundo real sugerem que as estimativas do IPCC são conservadoras demais. Para começo de conversa, os cientistas sabem, devido aos registros geológicos, que há 3 milhões de anos, quando as temperaturas subiram cinco graus acima dos níveis atuais, os mares subiram não 60 centímetros, mas 24 metros. Além do mais, medidas feitas por satélite recentemente indicam que o Ártico está derretendo com tanta rapidez que a região pode ficar totalmente sem gelo até 2030. "Quem elabora os modelos não tem a menor noção sobre derretimento de placas de gelo", desdenha o estudioso, sem sorrir. Mas não é apenas o gelo que invalida os modelos climáticos. Sabe-se que é difícil prever corretamente a física das nuvens, e fatores da biosfera, como o desmatamento e o derretimento da Tundra, raramente são levados em conta. "Os modelos de computador não são bolas de cristal", argumenta Ken Caldeira, que elabora modelos climáticos na Universidade de Stanford, cuja carreira foi profundamente influenciada pelas idéias de Lovelock. "Ao observar o passado, fazemos estimativas bem informadas em relação ao futuro. Os modelos de computador são apenas uma maneira de codificar esse conhecimento acumulado em apostas automatizadas e bem informadas." Aqui, em sua essência supersimplificada, está o cenário pessimista de Lovelock: o aumento da temperatura significa que mais gelo derreterá nos pólos, e isso significa mais água e terra. Isso, por sua vez, faz aumentar o calor (o gelo reflete o sol, a terra e a água o absorvem), fazendo com que mais gelo derreta. O nível do mar sobe. Mais calor faz com que a intensidade das chuvas aumente em alguns lugares e com que as secas se intensifiquem em outros. As florestas tropicais amazônicas e as grandes florestas boreais do norte - o cinturão de pinheiros e píceas que cobre o Alasca, o Canadá e a Sibéria - passarão por um estirão de crescimento, depois murcharão até desaparecer. O solo permanentemente congelado das latitudes do norte derrete, liberando metano, um gás que contribui para o efeito estufa e que é 20 vezes mais potente do que o CO2... e assim por diante. Em um mundo de Gaia funcional, essas respostas positivas seriam moduladas por respostas negativas, sendo que a maior de todas é a capacidade da Terra de irradiar calor para o espaço. Mas, a certa altura, o sistema de regulagem pára de funcionar e o clima dá um salto - como já aconteceu muitas vezes no passado - para uma nova situação, mais quente. Não é o fim do mundo, mas certamente é o fim do mundo como o conhecemos. O cenário pessimista de Lovelock é desprezado por pesquisadores de clima de renome, sendo que a maior parte deles rejeita a idéia de que haja um único ponto de desequilíbrio para o planeta inteiro. "Ecossistemas individuais podem falhar ou as placas de gelo podem entrar em colapso", esclarece Caldeira, "mas o sistema mais amplo parece ser surpreendentemente adaptável." No entanto, vamos partir do princípio, por enquanto, de que Lovelock esteja certo e que de fato estejamos navegando por cima das cataratas do Niagara. Simplesmente vamos acenar antes de cair? Na visão de Lovelock, reduções modestas de emissões de gases que contribuem para o efeito estufa não vão nos ajudar - já é tarde demais para deter o aquecimento global trocando jipões a diesel por carrinhos híbridos. E a idéia de capturar a poluição de dióxido de carbono criada pelas usinas a carvão e bombear para o subsolo? "Não há como enterrar quantidade suficiente para fazer diferença." Biocombustíveis? "Uma idéia monumentalmente idiota." Renováveis? "Bacana, mas não vão nem fazer cócegas." Para Lovelock, a idéia toda do desenvolvimento sustentável é equivocada: "Deveríamos estar pensando em retirada sustentável". A retirada, na visão dele, significa que está na hora de começar a discutir a mudança do lugar onde vivemos e de onde tiramos nossos alimentos; a fazer planos para a migração de milhões de pessoas de regiões de baixa altitude, como Bangladesh, para a Europa; a admitir que Nova Orleans já era e mudar as pessoas para cidades mais bem posicionadas para o futuro. E o mais importante de tudo é que absolutamente todo mundo "deve fazer o máximo que pode para sustentar a civilização, de modo que ela não degenere para a Idade das Trevas, com senhores guerreiros mandando em tudo, o que é um perigo real. Assim, podemos vir a perder tudo". Até os amigos de Lovelock se retraem quando ele fala assim. "Acho que ele está deixando nossa cota de desespero no negativo", diz Chris Rapley, chefe do Museu de Ciência de Londres, que se empenhou com afinco para despertar a consciência mundial sobre o aquecimento global. Outros têm a preocupação justificada de que as opiniões de Lovelock sirvam para dispersar o momento de concentração de vontade política para impor restrições pesadas às emissões de gases poluentes que contribuem para o efeito estufa. Broecker, o paleoclimatologista de Columbia, classifica a crença de Lovelock de que reduzir a poluição é inútil como "uma bobagem perigosa". "Eu gostaria de poder dizer que turbinas de vento e painéis solares vão nos salvar", Lovelock responde. "Mas não posso. Não existe nenhum tipo de solução possível. Hoje, há quase 7 bilhões de pessoas no planeta, isso sem falar nos animais. Se pegarmos apenas o CO2 de tudo que respira, já é 25% do total - quatro vezes mais CO2 do que todas as companhias aéreas do mundo. Então, se você quer diminuir suas emissões, é só parar de respirar. É apavorante. Simplesmente ultrapassamos todos os limites razoáveis em números. E, do ponto de vista puramente biológico, qualquer espécie que faz isso tem que entrar em colapso." Mas isso não é sugerir, no entanto, que Lovelock acredita que deveríamos ficar tocando harpa enquanto assistimos o mundo queimar. É bem o contrário. "Precisamos tomar ações ousadas", ele insiste. "Temos uma quantidade enorme de coisas a fazer." De acordo com a visão dele, temos duas escolhas: podemos retornar a um estilo de vida mais primitivo e viver em equilíbrio com o planeta como caçadores-coletores ou podemos nos isolar em uma civilização muito sofisticada, de altíssima tecnologia. "Não há dúvida sobre que caminho eu preferiria", diz certa manhã, em sua casa, com um sorriso aberto no rosto enquanto digita em seu computador. "Realmente, é uma questão de como organizamos a sociedade - onde vamos conseguir nossa comida, nossa água. Como vamos gerar energia." Em relação à água, a resposta é bem direta: usinas de dessalinização, que são capazes de transformar água do mar em água potável. O suprimento de alimentos é mais difícil: o calor e a seca vão acabar com a maior parte das regiões de plantações de alimentos hoje existentes. Também vão empurrar as pessoas para o norte, onde vão se aglomerar em cidades. Nessas áreas, não haverá lugar para quintais ajardinados. Como resultado, Lovelock acredita, precisaremos sintetizar comida - teremos que criar alimentos em barris com culturas de tecidos de carnes e vegetais. Isso parece muito exagerado e profundamente desagradável, mas, do ponto de vista tecnológico, não será difícil de realizar. O fornecimento contínuo de eletricidade também será vital, segundo ele. Cinco dias depois de visitar o centro Hadley, Lovelock escreveu um artigo opinativo polêmico, intitulado: "Energia nuclear é a única solução verde". Lovelock argumentava que "devemos usar o pequeno resultado dos renováveis com sensatez", mas que "não temos tempo para fazer experimentos com essas fontes de energia visionárias; a civilização está em perigo iminente e precisa usar a energia nuclear - a fonte de energia mais segura disponível - agora ou sofrer a dor que em breve será infligida a nosso planeta tão ressentido". Ambientalistas urraram em protesto, mas qualquer pessoa que conhecia o passado de Lovelock não se surpreendeu com sua defesa à energia nuclear. Aos 14 anos, ao ler que a energia do sol vem de uma reação nuclear, ele passou a acreditar que a energia nuclear é uma das forças fundamentais no universo. Por que não aproveitá-la? No que diz respeito aos perigos - lixo radioativo, vulnerabilidade ao terrorismo, desastres como o de Chernobyl - Lovelock diz que este é dos males o menos pior: "Mesmo que eles tenham razão a respeito dos perigos, e não têm, continua não sendo nada na comparação com as mudanças climáticas". Como último recurso, para manter o planeta pelo menos marginalmente habitável, Lovelock acredita que os seres humanos podem ser forçados a manipular o clima terrestre com a construção de protetores solares no espaço ou instalando equipamentos para enviar enormes quantidades de CO2 para fora da atmosfera. Mas ele considera a geoengenharia em larga escala como um ato de arrogância - "Imagino que seria mais fácil um bode se transformar em um bom jardineiro do que os seres humanos passarem a ser guardiões da Terra". Na verdade, foi Lovelock que inspirou seu amigo Richard Branson a oferecer um prêmio de US$ 25 milhões para o "Virgin Earth Challenge" (Desafio Virgin da Terra), que será concedido à primeira pessoa que conseguir criar um método comercialmente viável de remover os gases responsáveis pelo efeito estufa da atmosfera. Lovelock é juiz do concurso, por isso não pode participar dele, mas ficou intrigado com o desafio. Sua mais recente idéia: suspender centenas de milhares de canos verticais de 18 metros de comprimento nos oceanos tropicais, colocar uma válvula na base de cada cano e permitir que a água das profundezas, rica em nutrientes, seja bombeada para a superfície pela ação das ondas. Os nutrientes das águas das profundezas aumentariam a proliferação das algas, que consumiriam o dióxido de carbono e ajudariam a resfriar o planeta. "É uma maneira de contrabalançar o sistema de energia natural da Terra usando ele próprio", Lovelock especula. "Acho que Gaia aprovaria." Oslo é o tipo perfeito de cidade para Lovelock. Fica em latitudes do norte, que ficarão mais temperadas na medida em que o clima for esquentando; tem água aos montes; graças a suas reservas de petróleo e gás, é rica; e lá já há muito pensamento criativo relativo à energia, incluindo, para a satisfação de Lovelock, discussões renovadas a respeito da energia nuclear. "A questão principal a ser discutida aqui é como manejar as hordas de pessoas que chegarão à cidade", Lovelock avisa. "Nas próximas décadas, metade da população do sul da Europa vai tentar se mudar para cá." Nós nos dirigimos para perto da água, passando pelo castelo de Akershus, uma fortaleza imponente do século 13 que funcionou como quartel-general nazista durante a ocupação da cidade na Segunda Guerra Mundial. Para Lovelock, os paralelos entre o que o mundo enfrentou naquela época e o que enfrenta hoje são bem claros. "Em certos aspectos, é como se estivéssemos de novo em 1939", ele afirma. "A ameaça é óbvia, mas não conseguimos nos dar conta do que está em jogo. Ainda estamos falando de conciliação." Naquele tempo, como hoje, o que mais choca Lovelock é a ausência de liderança política. Apesar de respeitar as iniciativas de Al Gore para conscientizar as pessoas, não acredita que nenhum político tenha chegado perto de nos preparar para o que vem por aí. "Em muito pouco tempo, estaremos vivendo em um mundo desesperador, comenta Lovelock. Ele acredita que está mais do que na hora para uma versão "aquecimento global" do famoso discurso que Winston Churchill fez para preparar a Grã-Bretanha para a Segunda Guerra Mundial: "Não tenho nada a oferecer além de sangue, trabalho, lágrimas e suor". "As pessoas estão prontas para isso", Lovelock dispara quando passamos sob a sombra do castelo. "A população entende o que está acontecendo muito melhor do que a maior parte dos políticos." Independentemente do que o futuro trouxer, é provável que Lovelock não esteja por aí para ver. "O meu objetivo é viver uma vida retangular: longa, forte e firme, com uma queda rápida no final", sentencia. Lovelock não apresenta sinais de estar se aproximando de seu ponto de queda. Apesar de já ter passado por 40 operações, incluindo ponte de safena, continua viajando de um lado para o outro no interior inglês em seu Honda branco, como um piloto de Fórmula 1. Ele e Sandy recentemente passaram um mês de férias na Austrália, onde visitaram a Grande Barreira de Corais. O cientista está prestes a começar a escrever mais um livro sobre Gaia. Richard Branson o convidou para o primeiro vôo do ônibus espacial Virgin Galactic, que acontecerá no fim do ano que vem - "Quero oferecer a ele a visão de Gaia do espaço", diz Branson. Lovelock está ansioso para fazer o passeio, e planeja fazer um teste em uma centrífuga até o fim deste ano para ver se seu corpo suporta as forças gravitacionais de um vôo espacial. Ele evita falar de seu legado, mas brinca com os filhos dizendo que quer ver gravado na lápide de seu túmulo: "Ele nunca teve a intenção de ser conciliador". Em relação aos horrores que nos aguardam, Lovelock pode muito bem estar errado. Não por ter interpretado a ciência erroneamente (apesar de isso certamente ser possível), mas por ter interpretado os seres humanos erroneamente. Poucos cientistas sérios duvidam que estejamos prestes a viver uma catástrofe climática. Mas, apesar de toda a sensibilidade de Lovelock para a dinâmica sutil e para os ciclos de resposta no sistema climático, ele se mostra curiosamente alheio à dinâmica sutil e aos ciclos de resposta no sistema humano. Ele acredita que, apesar dos nossos iPhones e dos nossos ônibus espaciais, continuamos sendo animais tribais, amplamente incapazes de agir pelo bem maior ou de tomar decisões de longo prazo que garantam nosso bem-estar. "Nosso progresso moral", diz Lovelock, "não acompanhou nosso progresso tecnológico." Mas talvez seja exatamente esse o motivo do apocalipse que está por vir. Uma das questões que fascina Lovelock é a seguinte: A vida vem evoluindo na Terra há mais de 3 bilhões de anos - e por que motivo? "Gostemos ou não, somos o cérebro e o sistema nervoso de Gaia", ele explica. "Agora, assumimos responsabilidade pelo bem-estar do planeta. Como vamos lidar com isso?" Enquanto abrimos caminho no meio dos turistas que se dirigem para o castelo, é fácil olhar para eles e ficar triste. Mais difícil é olhar para eles e ter esperança. Mas quando digo isso a Lovelock, ele argumenta que a raça humana passou por muitos gargalos antes - e que talvez sejamos melhores por causa disso. Então ele me conta a história de um acidente de avião, anos atrás, no aeroporto de Manchester. "Um tanque de combustível pegou fogo durante a decolagem", recorda. "Havia tempo de sobra para todo mundo sair, mas alguns passageiros simplesmente ficaram paralisados, sentados nas poltronas, como tinham lhes dito para fazer, e as pessoas que escaparam tiveram que passar por cima deles para sair. Era perfeitamente óbvio o que era necessário fazer para sair, mas eles não se mexiam. Morreram carbonizados ou asfixiados pela fumaça. E muita gente, fico triste em dizer, é assim. E é isso que vai acontecer desta vez, só que em escala muito maior." Lovelock olha para mim com olhos azuis muito firmes. "Algumas pessoas vão ficar sentadas na poltrona sem fazer nada, paralisadas de pânico. Outras vão se mexer. Vão ver o que está prestes a acontecer, e vão tomar uma atitude, e vão sobreviver. São elas que vão levar a civilização em frente." http://rollingstone.uol.com.br/edicao/14/aqueciment



Editais e a Gestão Ambiental.

Desde janeiro de 2012 a Associação Paulista de Gestores Ambientais vem observando; por manifestações de colegas gestores ambientais ou por informações que diariamente recebemos via e-mail, que os editais de seleção profissional de algumas empresas de economia mista ou estatais, estão declinando especificamente as atribuições em favor do Curso de Engenharia e suas pós-graduações na área ambiental. Um bom exemplo para analisar este cenário foi a abertura do edital da Petrobrás S/A em varias capitais do país, conforme identificação do edital que segue – “ Petroleo Brasileiro S/A PETROBRÁS, processo seletivo publico para preenchimento de vagas e formações de cadastro de em cargos de nível superior e de nível médio – edital numero 1 petrobrás/PSP-RH – 1/2012, de 21 de Março de 2012”. O que podemos visualizar a principio que existem pontos incoerentes entre a PETROBRÁS seu Ministério de Minas e Energia, e especialmente o Ministério de Educação que baliza e fornece os devidos creditos e graduações acadêmicas. A Associação Paulista dos Gestores Ambientais enviou um oficio a PETROBRÁS, na pessoa de sua Presidência – Engª Maria das Graças Silva Fortes, via Regional São Paulo, argumentando as condições impostas pelo Edital do processo seletivo condicionando a exclusão dos graduados em “Tecnologia” e igualmente a exclusão ou desconhecimento da área de recursos humanos dos bacharelados em Gestão Ambiental. E o entendimento fica mais obscuro quando avaliamos os creditos acadêmicos e suas grades de graduação, o EDITAL aponta para a essência da formação dos Gestores Ambientais, tanto para ações puramente administrativas e operacionais de campo. E absolutamente não observamos no EDITAL e suas graduações, a necessidade exclusiva e imperativa de se utilizar do berço de cálculos matemáticos da formação dos colegas engenheiros, mas da graduação que igualmente faz parte do Curso Superior em Gestão Ambiental. E fato que devemos respeitar o perfil exigido pela PETROBRÁS S/A, mas o berço da graduação exigida tem por natureza, ser aberta a participação de todos os cursos que margeiam a área ambiental para este processo seletivo, afinal desejamos os melhores profissionais, para retirar as nossas riquezas do solo, mas com absoluto credito profissional de respeito a diversidade e aos conceitos básicos de preservação, precaução e conservação. Os creditos acadêmicos e suas qualificações são de avaliações constantes do Ministério da Educação, que inclusive fomenta os cursos tecnológicos, e o bacharelado, e estas graduações são construídas em Instituições de ensino superior em unidades Federais, Estaduais e Privadas que recebem anualmente orçamentos públicos da união para a formação deste profissionais que colaboram na área ambiental: Esalq/USP, UFCAR/SP, EACH/USP, UFPA, Univ. Rio Grande do Norte, e as particulares: SENAC, UNICID, FMU, UMC, ANCHIETA entre outras que formam dezenas de profissionais a cada semestre, e no caso das particulares os custos de formação ficam para os próprios acadêmicos. Este fomento e incentivo do Ministério da Educação estabelece uma via importante para o “Reconhecimento” operacional e pratico para mercado produtivo e de ações ambientais na administração publica na área executiva, e evidentemente consta no Catalogo Nacional dos Cursos Superiores. E fica incompreensível, para os acadêmicos e formados, a exclusão, e atender um único perfil no caso os colegas formados em Engenharia ambiental, talvez para um futuro plano de carreira, somente este aspecto nos impõem tal determinação. A Associação Paulista dos Gestores Ambientais, vem diretamente atuando na direção exclusiva do “Reconhecimento” e precisamos da colaboração do Ministério da Educação que além de fiscalizar a qualificação dos nossos creditos acadêmicos, igualmente divulgar junto aos Ministérios, empresas e autarquias as novas profissões que acompanham e contribuem para o desenvolvimento do nosso país, mas que avaliem os Editais destas mesmas Instituições, que as novas atividades por vezes não tem uma formação histórica de dezenas de anos, e um “Lob” econômico e político para buscar novas reservas de mercado, pois a partir do momento que o Ministério da Educação incentiva a graduação, disponibiliza recursos públicos, viabiliza conhecimento técnico e pesquisa, Universidades Federais, Estaduais e Universidades Particulares em especial, porque os recursos econômicos para a graduação na maioria vem dos familiares e do trabalho de cada acadêmico. A Associação Paulista dos Gestores Ambientais – APGAM é instrumento jurídico dos Gestores Ambientais e a participação, avaliação e comentários sobre este cenário esta aberto aos colegas, inclusive de outras formações dentro do contexto ambiental. 
Texto e foto: Ga. Jose Ramos de Carvalho. Foto das grades das Universidades

Principais itens deste Edital que observamos: (Texto oficial) 

Requisitos Basicos exigidos para Admissão. 

3.8 - Não serão aceitos cursos de Tecnólogo ou Licenciatura, exceto aqueles cursos já explicitados nos requisitos dos cargos de Profissional Júnior - Formação - Analista de Sistemas (Ênfase em Java, CRM E WEB), Profissional Júnior – Formação - Analista de Sistemas (Ênfase em Infraestrutura) e Profissional Júnior - Formação - Analista de Sistemas (Ênfase em Telecomunicações). CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR As denominações dos cursos de graduação tecnológica exigidos nos requisitos dos cargos de Profissional Júnior - ANALISTA DE SISTEMAS ÊNFASE EM JAVA, CRM E WEB, Profissional Júnior - ANALISTA DE SISTEMAS ÊNFASE EM INFRAESTRUTURA e Profissional Júnior - ANALISTA DE SISTEMAS ÊNFASE EM TELECOMUNICAÇÕES, objeto deste Edital, foram estabelecidas com base no Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia, instituído através da Portaria n.º 1.024, de 11 de maio de 2006, do Ministério da Educação. Serão aceitos diplomas e certificados de outros cursos superiores de tecnologia, com denominações distintas, desde que constem na Tabela de Convergência anexa ao Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia e que estejam diretamente relacionadas aos cursos de graduação tecnológica requeridos para o cargo ofertado, conforme a citada Tabela de Convergência, disponível no endereço eletrônico do Ministério da Educação. (http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=5362&Itemid=) 

Engenharia Ambiental 

REQUISITOS: certificado de conclusão ou diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de graduação de nível superior, bacharelado, em Engenharia Ambiental, Engenharia Agrícola e Meio Ambiente, em qualquer formação de Engenharia, Arquitetura, Biologia, Geografia, Geologia, Meteorologia e Química, acrescido de curso de especialização de nível de pós-graduação, mestrado ou doutorado na área ambiental, exceto para os graduados em Engenharia Ambiental e em Engenharia Agrícola e Meio Ambiente, reconhecido pelo Ministério da Educação Secretarias ou Conselhos Estaduais de Educação. Registro no respectivo Conselho de Classe. EXEMPLOS DE ATRIBUIÇÕES: Acompanhar, participar e executar ações de gestão ambiental, garantindo a adequação da Companhia às exigências ambientais e promovendo o tratamento de áreas, se necessário, eventualmente impactadas pelas atividades da Companhia. 

REMUNERAÇÃO: salário básico de R$ 4.117,07 com garantia de remuneração mínima de R$ 6.217,19.  

PROFISSIONAL JÚNIOR - 

FORMAÇÃO - ENGENHARIA AMBIENTAL 1.Ecologia e ecossistemas brasileiros. 2. Ciclos biogeoquímicos. 3. Noções de Meteorologia e Climatologia. 4. Noções de Hidrologia. 5. Noções de Geologia e Solos. 6. Aspectos, Impactos e Riscos Ambientais da Indústria de Petróleo e Energia, em especial do segmento de distribuição. 7. Qualidade do ar, poluição atmosférica, controle de emissões. 8. Aquecimento Global e Mecanismos de desenvolvimento Limpo – MDL. 9. Qualidade da água, poluição hídrica e tecnologias de tratamento de águas e efluentes para descarte e/ou reuso. 10. Qualidade do solo e da água subterrânea. 11. Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos e de água subterrânea. 12. Caracterização e recuperação de áreas degradadas, em especial do solo e da água subterrânea. 13. Legislação ambiental aplicada (Leis, decretos, resoluções CONAMA): Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA. Regulamentação para os Estudos de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). Processo de licenciamento ambiental. Processo de licenciamento de atividades de exploração, perfuração e produção de óleo e gás. Lei federal no 9.605/98 e suas alterações. Lei federal no 9.985/00 e suas alterações. Lei federal no 9.966/00 e suas alterações. Lei federal no 9.433/97 e suas alterações. 14. Noções de economia ambiental: Benefícios da política ambiental. Avaliação do uso de recursos naturais. 15. Política ambiental e desenvolvimento sustentável. 16. Sistemas de gestão ambiental: Requisitos de Sistema de Gestão Ambiental segundo a NBR-ISO 14001:2004. Avaliação de desempenho Ambiental segundo a NBR-ISO 14031:2004. Noções de Gestão integrada de Meio Ambiente, Saúde e Segurança Industrial. Diretrizes para Auditoria de Sistemas de Gestão segundo a NBR-ISO 19011:2002. 17. Planejamento ambiental, planejamento territorial, urbanismo, vocação e uso do solo. 18. Meio ambiente e sociedade: Noções de Sociologia e de Antropologia. 19. Noções de valoração do dano ambiental. 

“O edital especificamente é composto destas exigências para que o candidato possa realizar sua inscrição e participar do processo seletivo. A área de Recursos Humanos da PETROBRÁS caracteriza como crédito profissional a condição exclusiva para participação do processo seletivo que o profissional e suas atribuições constem no Catalogo Nacional dos Cursos superiores em Tecnologia.” 

Catalogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia 

O Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia, lançado em 2006, é um guia de informações sobre o perfil de competências do tecnólogo. Ele apresenta a carga horária mínima e a infraestrutura recomendada para cada curso. Referência para estudantes, educadores, instituições de ensino tecnológico e público em geral, serve de base também para o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e para os processos de regulação e supervisão da educação tecnológica. O catálogo organiza e orienta a oferta de cursos superiores de tecnologia, inspirado nas diretrizes curriculares nacionais e em sintonia com a dinâmica do setor produtivo e as expectativas da sociedade. Em função do catálogo, a partir de 2007 foi possível aplicar o Enade em alunos de cursos superiores de tecnologia. Acesse o Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia Com o propósito de aprimorar e fortalecer os cursos superiores de tecnologia e em cumprimento ao Decreto nº 5.773/06, o Ministério da Educação apresenta este Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia como guia para referenciar estudantes, educadores, instituições ofertantes, sistemas e redes de ensino, entidades representativas de classes, empregadores e o público em geral. Produto de construção coletiva, este documento é resultado da participação de especialistas e pesquisadores, instituições de ensino superior, entidades de representação corporativa, dentre outros, procedimento que confere legitimidade e confiabilidade ao resultado ora disponibilizado à sociedade brasileira. O catálogo organiza e orienta a oferta de cursos superiores de tecnologia, inspirado nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Tecnológico e em sintonia com a dinâmica do setor produtivo e os requerimentos da sociedade atual. Configurado, deste modo, na perspectiva de formar profissionais aptos a desenvolver, de forma plena e inovadora, as atividades em determinado eixo tecnológico e com capacidade para utilizar, desenvolver ou adaptar tecnologias com a compreensão crítica das implicações daí decorrentes e das suas relações com o processo produtivo, o ser humano, o ambiente e a sociedade. A listagem de cursos constante deste catálogo, contudo, não esgota todas as possibilidades de oferta destas graduações tecnológicas no país, admitindo-se, conforme estabelece o Decreto nº 5.773/06, em seu art. 44, cursos experimentais em oferta legal e regular, porém com outras denominações, as quais poderão futuramente – com base em análises contextuais – passar a integrar este instrumento. O catálogo apresenta denominações, sumário de perfil do egresso, carga horária mínima e infraestrutura recomendada de 112 graduações tecnológicas organizadas em 13 eixos tecnológicos. 

Pag. 67 – Catalogo Nacional Gestão Ambiental Ambiental; Ambiental, Ênfase em Controle Ambiental; Ambiental Industrial; Ambiental, Modalidade: Meio Urbano; Conservação e Planejamento Ambiental; Controle Ambiental; Gerenciamento Ambiental; Gestão do Meio Ambiente; Gestão e Monitoramento Ambiental; Gestão e Planejamento Ambiental; Meio Ambiente, Controle Industrial e Urbano; Meio Ambiente; Planejamento Ambiental; Planejamento e Gerenciamento Ambiental; Planejamento e Gestão Ambiental; Sistema de Gestão Ambiental. Obs: As grades curriculares (anexo) – Analises; Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica tecnologias associadas à melhoria da qualidade de vida, à preservação da natureza e à utilização, desenvolvimento e inovação do aparato tecnológico de suporte e atenção à saúde. Abrange ações de proteção e preservação dos seres vivos e dos recursos ambientais, do controle e avaliação de risco, programas de educação ambiental. Tais ações vinculam-se ao suporte de sistemas, processos e métodos utilizados na análise, diagnóstico e gestão, provendo apoio aos profissionais da saúde nas intervenções no processo saúde doença de indivíduos, bem como propondo e gerenciando soluções tecnológicas mitigadoras e de avaliação e controle dos recursos naturais. Pesquisa e inovação tecnológica, constante atualização e capacitação, fundamentadas nas ciências da vida, nas tecnologias físicas e no processos gerenciais são características comuns deste eixo. 

Cursos Gestão Ambiental Gestão Hospitalar Oftálmica Radiologia Saneamento Ambiental Sistemas Biomédicos CURSO SUPERIOR DE TECNOLO GIA EM GESTÃO AMBIENTAL O tecnólogo em Gestão Ambiental planeja, gerencia e executa as atividades de diagnóstico, avaliação de impacto, proposição de medidas mitigadoras – corretivas e preventivas –, recuperação de áreas degradadas, acompanhamento e monitoramento da qualidade ambiental. Regulação do uso, controle, proteção e conservação do meio ambiente, avaliação de conformidade legal, análise de impacto ambiental, elaboração de laudos e pareceres são algumas das atribuições deste profissional, podendo elaborar e implantar ainda políticas e programas de educação ambiental, contribuindo assim para a melhoria da qualidade de vida e a preservação da natureza. Carga horária mínima 1.600 horas Infraestrutura recomendada Biblioteca incluindo acervo específico e atualizado Laboratório de informática com programas específicos 

O que é um Curso Superior de Tecnologia? 

É um curso de graduação, que abrange métodos e teorias orientadas a investigações, avaliações e aperfeiçoamentos tecnológicos com foco nas aplicações dos conhecimentos a processos, produtos e serviços. Desenvolve competências profissionais, fundamentadas na ciência, na tecnologia, na cultura e na ética, tendo em vista ao desempenho profissional responsável, consciente, criativo e crítico. É aberto, como todo curso superior, a candidatos que tenham concluído o ensino médio ou equivalente e tenham sido classificados em processo seletivo. Os graduados nos cursos superiores de tecnologia denominam-se tecnólogos e são profissionais de nível superior com formação para a produção e a inovação científico-tecnológica e para a gestão de processos de produção de bens e serviços e estão aptos à continuidade de estudos em nível de pós-graduação. 

O que é o Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia? 

Trata-se de uma iniciativa inédita no país, que visa a consolidar denominações e instituir referenciais unitários sobre cursos superiores de tecnologia capazes de balizar os processos administrativos de regulação e as políticas e procedimentos de avaliação desses cursos. Desta forma, é instrumento orientador para alunos, instituições de ensino superior, sistemas de ensino e público em geral. Contribui ainda para conferir maior visibilidade e o reconhecimento público e social dessas graduações. Contém, além das denominações consolidadas, descrições sintéticas do perfil do egresso, carga horária mínima da área profissional e infraestrutura recomendada. . 

Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica 
Esplanada dos Ministérios, 
Edifício-Sede, Bloco L, 4º andar 70047-900 – Brasília/DF 
setec@mec.gov.br 
www.mec.gov.br/setec .............................................................................................................................................
Aumenta a temperatura, e não só nos termômetros.

A Associação Paulista dos Gestores Ambientais tem o prazer de registrar a reportagem editada no Jornal “O Estado de São Paulo” sobre as questões relacionadas a temperatura, mas especialmente do fenômeno “Ilha de Calôr”. Um tema extremamente recorrente que envolve diretamente à qualidade de vida ambiental e de saúde da população. Especialmente, a região do Vale do Rio Cabuçu e cidade de Guarulhos, este fenômeno já faz parte do cotidiano da população, foi tema presente das audiências publicas do Rodoanel Trecho Norte e de ações do município de Guarulhos, a exemplo o Programa “Ilhas Verdes”. Atualmente entre as reportagens mais acessadas no blog da APGAM o fenômeno “Ilha de Calôr - Sttugart tem 60% de área verde” escrito pelo repórter - Gustavo Bonfiglioli – “O Estado de São Paulo” obteve 2700 acessos, para pesquisa e outras motivações que acreditamos ser importantes para o futuro das nossas cidades. E não poderíamos deixar de mencionar a importância dos estudos e pesquisas efetuadas pelo Geologo Prof. Dr. Antonio Carlos Manoel (UNG), que vem acompanhando por alguns anos em particular a “Ilha de Calôr” estacionada no Vale do Rio Cabuçu e município de Guarulhos, o qual motivou a instalação do “Programa Ilhas Verde”, que tem a colaboração da Secretaria de Meio Ambiente do município, sob as orientações técnicas do Biólogo. Fabio Vieira. E que já está na pauta de avaliação dos conselhos regionais de meio ambiente do município de São Paulo, a exemplo o CADES Vila Maria/Vila Guilherme, e especialmente o CADES Jaçana-Tremembé, que participou na futura instalação do Parque Linear do Rio Cabuçu, que seu projeto encontra-se na fase final de estruturação, afinal “Plantar Arvores” é o maior objetivo para todo o Vale do Rio Cabuçu, para combater toda a poluição do ar produzida na região. Texto: José Ramos de Carvalho – Gestor Ambiental – Dir. de Comunicação. 

Foto: Satélite Nasa - Ilha de Calôr - Ausência de Clorofila (Arvores)

Reportagem: “Aumenta a temperatura, e não só nos Termômetros.” 

WASHINGTON NOVAES - O Estado de S.Paulo 

Há meia dúzia de anos, quando o autor destas linhas preparava para a TV Cultura documentário sobre a biodiversidade no Município de São Paulo, especialistas em clima na Universidade de São Paulo (USP) e na Secretaria do Verde e do Meio Ambiente chamaram a atenção para a diferença de temperatura observável simultaneamente entre as regiões mais altas (Serra do Mar, Cantareira) e as áreas mais industrializadas e com trânsito mais intenso (Mooca, Brás), que podia chegar a 6 graus Celsius. Isso levava a que se formassem ilhas de calor nas áreas mais quentes e para ali fossem atraídas as chuvas mais fortes (que seriam mais benéficas nas regiões de nascentes); também ocorria uma concentração das chuvas nos dias de mais movimento, durante a semana (quando eram mais problemáticas), e menos intensas nos fins de semana. Passados seis anos, este jornal publicou (26/3) pesquisa da Unesp, do Laboratório Goddard (Nasa) e outras instituições mostrando que hoje essa diferença de temperatura entre áreas como Itaim Paulista e Penha, por exemplo, comparadas com áreas mais arborizadas, já pode chegar a 14 graus Celsius - por causa da escassez de árvores (que influem na temperatura e na umidade) e excesso de área construída (aumentando as ilhas de calor). Não é problema só nosso. Cientistas reunidos em Londres mostraram (Reuters, 28/3) que, em 20 anos, a expansão urbana que vai ocorrer no mundo ocupará uma área equivalente à da França, Alemanha e Espanha juntas. Será 1,5 milhão de quilômetros quadrados (mil municípios como São Paulo). Para essa expansão contribui decisivamente o acelerado processo de expansão urbana no mundo, que a cada semana absorve a maior parte das pessoas que nascem e das que emigram. Por isso a população urbana de hoje (3,5 bilhões) atingirá 6,3 bilhões em 2050. E as cidades emitirão mais do que os atuais 70% do carbono lançado na atmosfera. Não surpreende, assim, que o ex-secretário-geral da Convenção do Clima Yvo de Boer diga que conter o aumento da temperatura em 2 graus Celsius até 2050 já não é possível - ainda mais que os países industrializados postergaram para 2015 um acordo sobre emissões que só entrará em vigor em 2020. Esse panorama leva a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a alertar sobre a possibilidade de um "colapso ambiental", já que em quatro décadas virão de combustíveis fósseis 85% do aumento no consumo de energia (que será de 80%), transformando a poluição do ar no maior problema mundial de saúde pública. E outras instituições a advertir (O Globo, 23/3) que os impactos do clima nos oceanos atingirão US$ 2 trilhões até o fim do século. O consumo de recursos extraídos da superfície terrestre, que já se multiplicou por oito durante o século 20 e chega a 60 bilhões de toneladas anuais (Ricardo Abramovay em Eco 21, fevereiro), é insustentável. Como é insustentável o uso anual de 9 trilhões de metros cúbicos de água, segundo a Universidade de Twente, na Holanda (Estado, 16/3). Os dados sobre a expansão urbana e o aumento da temperatura na capital paulista, mencionados no início deste texto, evidenciam, mais uma vez, a urgência de macropolíticas para as metrópoles brasileiras, que se enganam a si mesmas anunciando ações pontuais que não alteram o cerne dos problema; não enfrentam decididamente a questão apontada pelo professor Vinicius M. Netto, da Universidade Federal Fluminense, em entrevista ao caderno Aliás (5/12/2011) deste jornal, já comentada neste espaço: a exaustão das estruturas e infraestruturas urbanas, com todos os riscos que implica. É penoso insistir e insistir nessa temática ao longo dos 15 anos que este escriba ocupa espaço neste jornal - e já desde o início da década de 1980 em outros espaços. Mas que se vai fazer diante do agravamento do quadro, ao ouvir dos respeitados cientistas ganhadores do Prêmio Nobel Alternativo de Meio Ambiente que "o atual sistema está falido"? Ouvir da OCDE que os atuais formatos são insustentáveis? E, apesar disso, testemunhar as administrações públicas anunciarem, em termos de triunfo, de conquista, que a frota de 37 milhões de veículos que se amontoam nas ruas das nossas cidades chegará a 70 milhões em 2020. Não basta o estudo da Escola Politécnica da USP advertindo que 25% da área construída na cidade de São Paulo já se destina a garagens? É preciso relembrar a análise da Associação Nacional de Transportes Públicos segundo a qual essas garagens, somadas ao espaço de ruas, praças, etc., chegam a mais de 50% do espaço urbano? Para equipamentos que, em média, permanecem ociosos mais de 80% do tempo? Ou recordar outro estudo, mencionado aqui, segundo o qual as duas horas médias perdidas a cada dia nos deslocamentos por 5 milhões de pessoas na cidade de São Paulo, multiplicadas pelo valor médio da hora de trabalho, gerariam - se fosse possível a conversão - uma soma superior a R$ 30 bilhões anuais? Suficiente para, em uma década, dotar toda a cidade de linhas de metrô? Muitas vezes foram mencionadas aqui soluções adotadas em outras partes do mundo, sem necessidade de radicalismos - criação de pedágios urbanos em áreas de maior trânsito e de espaços exclusivos para o transporte coletivo motorizado (dobrando sua velocidade, como em Londres), necessidade de tirar de circulação um veículo antigo para licenciar um novo. Muitos caminhos já presentes em cidades europeias e asiáticas, de dimensões e com problemas menores que os paulistanos. Aproxima-se a hora das eleições municipais. O tema central para elas não pode ser outro senão os megaproblemas municipais e da região metropolitana. Não se pode continua no ramerrão que a nada conduz fora do atendimento da pauta imposta por executores de grandes obras, financiadores de campanhas eleitorais. Não são eles que enfrentarão os diagnósticos assustadores que vêm de toda parte. 

*JORNALISTA. E-MAIL: WLRNOVAES@UOL.COM.BR 

The temperature increases, not only in thermometers. 

The Paulista Association of Environmental Managers is pleased to record the edited report in the newspaper "O Estado de Sao Paulo" on issues related to temperature, but especially the phenomenon "heat island". A recurring theme very directly involving the environmental quality of life and health of the population. Especially, the region of Vale do Rio Cabuçu and city of Guarulhos, this phenomenon is already part of everyday life of the population, was the subject of public hearings this stretch of the Ring Road North and actions of the municipality of Guarulhos, the example program "Green Islands" . Currently among the most accessed articles in the blog APGAM the phenomenon of "heat island - Sttugart have 60% green area" reporter - Gustavo Bonfiglioli - "O Estado de Sao Paulo" got 2700 hits for research and other reasons we believe be important for the future of our cities. And we could not fail to mention the importance of studies and research conducted by Prof. Geologist. Dr. Carlos Manuel Antonio (UNG), which has been following for a few years in particular the "heat island" parked in Cabuçu River Valley and the city of Guarulhos, which led to the installation of the "Green Islands Program", which has collaboration Secretariat of Environment of the city, under the technical guidance of the biologist. Fabio Vieira. And that is already on the agenda for the evaluation of regional environmental councils of São Paulo, like the Vila Maria CADES / Vila Guilherme, and especially the CADES-Tremembé Jacana, who took part in the future installation of Cabuçu River Linear Park, that your project is on the final structure, after all "Planting Trees" is the ultimate goal for the entire River Valley Cabuçu to fight all the air pollution produced in the region. Text: Jose Ramos de Carvalho - Manager Environmental - Communications Dir. 

 Report: "Increase the temperature, not only in thermometers." 

NOVAES WASHINGTON - O Estado de S.Paulo 

There are half a dozen years, when the writer of these lines prepared for TV Cultura documentary about biodiversity in São Paulo, climate experts at the University of São Paulo (USP) and the Department of the Environment and Green drew attention to the temperature difference observed between both the upper regions (Serra do Mar, Cantareira) and the most industrialized areas and more intense traffic (Bristol, Braz), which could reach 6 degrees Celsius. This meant that had formed heat islands in warmer areas and there were attracted to heavier rains (which would be most beneficial in areas of springs), also a concentration of rainfall occurred in the busiest day during the week (when were more problematic), and less intense on weekends. After six years, this newspaper published (26/3) research Unesp, Goddard Laboratory (NASA) and other institutions showing that today the temperature difference between areas such as Itaim Paulista and Penha, for example, compared with more wooded areas, as can reach 14 degrees Celsius - because of the scarcity of trees (which influence the temperature and humidity) and excess building area (increasing the heat islands). It is not only our problem. Scientists meeting in London showed (Reuters, 28/3) that in 20 years, urban sprawl that will occur in the world occupy an area equivalent to France, Germany and Spain combined. Will be 1.5 million square kilometers (thousand cities like Sao Paulo). For this expansion contributes decisively accelerated process of urban expansion in the world, that every week absorbs most of the people born and migrants.So today the urban population (3.5 billion) will reach 6.3 billion by 2050. And the cities that emit more than the current 70% of the carbon released into the atmosphere. Not surprisingly, the former secretary general of the Convention on Climate Change Yvo de Boer said that contain the temperature increase at 2 degrees Celsius by 2050 is no longer possible - even more than the industrialized countries for 2015 postponed an agreement on emissions will only enter into force in 2020. This scenario leads to the Organization for Economic Cooperation and Development (OECD) to warn of the possibility of an "environmental collapse", since in four decades will come from fossil fuels 85% increase in energy consumption (which is 80%) , turning the air pollution in the largest public health problem worldwide. And other institutions to warn (The Globe, 23/3) that the climate impacts in the oceans will reach $ 2 trillion by the end of the century. The consumption of resources extracted from the earth's surface, which has multiplied by eight in the 20th century and reaches 60 billion tons per year (Ricardo Abramovay in Eco 21 February), is untenable. How unsustainable is the annual use of 9 trillion cubic meters of water, according to University of Twente in the Netherlands (State, 16/3). Data on urban sprawl and the increase of temperature in the state capital, earlier in this text, highlight once again the urgency of macro policies for Brazilian cities, which are kidding themselves announcing specific actions that do not alter the core of problems, decidedly not face the issue pointed out by Professor Vinicius M. Netto, Fluminense Federal University, told the fact notebook (05.12.2011) of this newspaper, already mentioned in this space: the exhaustion of urban structures and infrastructures, with all the risks involved. It is painful to insist and insist on this theme over the 15 years that this scribe takes up space in this newspaper - and has since the beginning of the 1980s and beyond. But what will be done before the worsening of the situation, to hear respected scientists of the Alternative Nobel Prize winners for the Environment that "the current system is broken"? Listen to the OECD that the current formats are unsustainable? And yet, witness the government announced, in terms of triumph, of achievement, that the fleet of 37 million vehicles that swarm the streets of our cities will reach 70 million by 2020. Do not just study the Polytechnic School of USP warning that 25% of the area built in the city of São Paulo already being allocated to garages? We must recall the analysis of the National Association of Public Transport under which these garages, added to the area of streets, squares, etc.., Reach more than 50% of urban space? For products that, on average, remain idle for more than 80% of the time? Or recall another study, mentioned here, whereby the two average hours lost every day in shifts by 5 million people in Sao Paulo, multiplied by the average hours of work, would generate - if it were possible to convert - a sum more than $ 30 billion annually? Enough, in a decade, providing the entire city of subway? Often mentioned here were the solutions adopted in other parts of the world, without radicalism - the creation of toll roads in urban areas of higher traffic and exclusive spaces for motorized transportation (doubling their speed, as in London), need to take the an old vehicle movement for a new license. Many paths already present in European and Asian cities, and problems of dimensions smaller than Sao Paulo. Approaching the time of municipal elections. The central theme for them can not be other than the megaproblemas city and the metropolitan area. We can not continue the drumbeat that leads to nothing out of care imposed by the executors of the agenda of major works, donors to election campaigns. Are not they will face the daunting diagnoses that come from everywhere. * JOURNALIST. E-MAIL: WLRNOVAES@UOL.COM.BR ..................................................................................................... Governo estuda privatizar serviços turísticos de parques nacionais
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Os ministérios do Meio Ambiente e do Planejamento, juntamente com o Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio) firmaram acordo no dia 20/10/11 para a criação de um grupo de estudos que analisará a viabilidade de privatizar os serviços turísticos existentes nos parques nacionais do Brasil. O documento de cooperação, assinado por Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, e Miriam Belchior, da pasta de Planejamento, vai avaliar modelos de parcerias público-privadas (PPPs) para melhorar, em um primeiro momento, a gestão de dez parques e expandir a receita destes lugares. Serão analisadas propostas para os parques de Fernando de Noronha (PE), Chapada dos Guimarães (MT), Jericoacoara e Ubajara (CE), Sete Cidades e Serra das Confusões (PI), Lençóis Maranhenses (MA), além da Serra dos Órgãos, e os parques do Itatiaia e da Tijuca (RJ). A previsão é que o estudo seja concluído até o fim do segundo trimestre de 2012. Segundo Rômullo Neto, presidente do Instituto Chico Mendes, o foco será na modernização da forma de conservação ambiental e atendimento ao turista. “Vamos trabalhar em cima das unidades como potencial de negócios. Na avaliação do ministério do Meio Ambiente, os 67 parques nacionais têm potencial de gerar anualmente cerca de R$ 500 milhões, que seriam revertidos em melhorias de infraestrutura e aplicação de medidas de proteção ambiental”, disse.
Melhor administração ambiental – Para ele, privatizar os serviços de gestão turística, como já acontece há dez anos no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, na forma de concessão integral, é uma maneira de aumentar os trabalhos de conservação no país. “Assim, técnicos, biólogos e outros funcionários do ICMBio podem se dedicar às atividades voltadas ao plano de manejo das unidades de conservação ou à legalização fundiária das áreas”, explica Neto. Em maio, estudo divulgado pelo governo federal em parceria com o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), apontava que o Brasil possuía sérias deficiências na gestão de unidades de conservação (UCs). De acordo com o documento, as UCs funcionam atualmente com número reduzido de mão de obra, além de baixo orçamento para investimentos em infraestrutura. O estudo revelava ainda que, apesar de o país agregar a quarta maior área do mundo coberta por unidades de conservação (1.278.190 km²), ficava atrás de nações mais pobres e menores quando quesitos como funcionários e orçamento por hectare eram comparados.

Deficiência – A Costa Rica, país da América Central com 4,5 milhões de habitantes, tem um funcionário para cada 26 km² de área e investe R$ 31,29 em cada hectare (10 mil m²). O Brasil, por sua vez, tinha um funcionário para cada 186 km² de florestas protegidas e aplica R$ 4,43 em cada hectare. O número é muito abaixo dos Estados Unidos, que aplica R$ 156,12 por hectare (35 vezes mais que o Brasil) e tem um funcionário para cada 21 km². Para reverter esta situação, a ministra Izabella Teixeira prometeu durante o encontro desta quinta-feira dobrar o valor de investimentos do governo nas unidades, entretanto não divulgou quando isto deverá ter início. Por ano, as UCs geram até R$ 4,55 bilhões com a exploração legal de recursos naturais (como madeira e borracha) e com a visitação de turistas em parques e florestas. O orçamento anual para este setor é de aproximadamente R$ 300 milhões, mas o próprio MMA reconhece que o ideal é que o valor seja ao menos R$ 600 milhões. (Fonte: Eduardo Carvalho/ Globo Natureza) - Foto: viajeaqui.abril

Government is considering privatizing national parks tourist services
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Ministries of Environment and Planning, along with the Chico Mendes Institute for Biodiversity and Conservation (ICMBio) signed an agreement on 20/10/11 to create a study group to examine the feasibility of privatizing services in existing tourist Brazil's national parks. The cooperation document signed by Izabella Teixeira, Environment, and Miriam Belchior, pulp and Planning, will evaluate models of public-private partnerships (PPPs) to improve, at first, the management of ten parks and expand revenue from these places. Proposals will be analyzed for the parks of Fernando de Noronha (PE), Chapada dos Guimarães (MT), and Ubajara Jericoacoara (CE), and Sierra Seven Cities of Confusion (PI), Maranhenses Sheets (MA), and of the Organ Mountains, Itatiaia and parks and Tijuca (RJ). It is expected that the study is completed by the end of the second quarter of 2012. According Rômullo Neto, President of the Chico Mendes, the focus will be to modernize the way of environmental conservation and tourist service. "Let's work on the units as a potential business. In assessing the Ministry of the Environment, the 67 national parks have the potential to generate annually about $ 500 million, which reverted to infrastructure improvements and implementation of measures for environmental protection, "he said.
Better environmental management - for him, privatize services, tourism management, as is already ten years ago in the Parque Nacional do Iguaçu, Paraná, in the form of granting full, is a way to increase conservation work in the country. "So, technicians, biologists and other staff ICMBio can devote to activities targeting the management plan of protected areas or areas of land legalization," said Neto. In May, a study released by the federal government in partnership with UNEP (United Nations Environment), noted that Brazil had serious deficiencies in the management of conservation units (CUs). According to the document, PAs currently work with a small number of labor, and low budget for infrastructure investments. The study revealed that although the country's fourth largest aggregate area of the world covered by protected areas (1,278,190 km ²), was behind the poorest nations and lower when issues such as staff and budgets per hectare were compared.

Deficiency - Costa Rica, Central America with 4.5 million inhabitants, has one employee for every 26 square kilometers in area and invests R $ 31.29 for each hectare (10,000 m²).Brazil, in turn, had one employee for every 186 km ² of protected forests and R $ 4.43 applies to each hectare. The number is far below the United States, which invests R $ 156.12 per hectare (35 times more than Brazil) and has one employee for every 21 square miles. To reverse this situation, the Minister Izabella Teixeira promised during the meeting this Thursday to double the value of government investment in the units, however did not disclose when it should start. For years, PAs generate up to $ 4.55 billion with the legal exploitation of natural resources (such as wood and rubber) and the visiting tourists in parks and forests. The annual budget for this sector is approximately $ 300 million, but the MMA itself recognizes that the ideal is that the value is at least $ 600 million. (Source: Eduardo Carvalho / Nature Globe)
Photo: viajeaqui.Abril



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Um casal de extrativistas, líderes do Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, foi assassinado nesta manhã na comunidade de Maçaranduba, a 50 quilômetros do município de Nova Ipixuna, no sudeste do Pará. Maria do Espírito Santo da Silva e José Claudio Ribeiro da Silva eram nativos da região e integrantes do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), organização não governamental (ONG) fundada por Chico Mendes. O diretor da Regional Belém do CNS, Atanagildo Matos, afirmou que o casal já havia sido ameaçado diversas vezes. Ambos eram bastante ativos dentro do projeto desde sua criação, em 1997, e já tinham presidido a associação de moradores da comunidade. Segundo Matos, eles fizeram inúmeras denúncias na Polícia Federal, no Ministério Público e em órgãos como o Ibama e o Incra sobre as irregularidades ambientais cometidas na região, como extração ilegal de madeira, e isso motivou diversas inimizade. Matos afirmou que Maria e José Cláudio morreram após cair em uma emboscada pela manhã. O CNS já formalizou um pedido para que a Polícia Federal investigue o assassinato. "É muito dolorido, era um casal muito querido, muito prestativo. A gente está muito desfalcado, a situação está muito complicada", disse o diretor regional, ainda abalado pela notícia. Segundo nota divulgada pelo CNS, as ameaças contra a vida do casal de extrativistas começaram por volta de 2008. De acordo com familiares, desconhecidos rondavam a casa de Maria e José Cláudio, geralmente à noite, disparando tiros para o alto. Algumas vezes, chegaram a alvejar animais da propriedade do casal. O Fórum da Amazônia Oriental (Rede Faor) também divulgou uma nota sobre o assassinato. No texto consta que "José Cláudio há muito estava marcado para morrer, desde que começou a denunciar o desmatamento e a extração ilegal de madeira na região. Mais uma vez tombam aqueles e aquelas que insistem em defender a floresta". O Projeto de Assentamento Agroextrativista (Paex) Praialta-Piranheira situa-se à margem do lago da hidrelétrica de Tucuruí e possui atualmente uma área de 22 mil hectares, onde encontram-se aproximadamente 500 famílias. Além do óleos vegetais, o açaí e o cupuaçu, frutas típicas da região, garantem a renda de muitas famílias. Amigo próximo do casal de extrativistas assassinados no Pará, o diretor do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), Atanagildo Matos, disse ter certeza de que as mortes de Maria do Espírito Santo e João Cláudio Ribeiro da Silva foram encomendadas para tentar prejudicar as comunidades que vêm denunciando o desmatamento ilegal, promovido por madeireiros da região. Ele advertiu que, no entanto, o tiro saiu pela culatra. “Agora estamos mais fortes e unidos para defender a floresta”. “Ainda não sabemos exatamente quem foi o mandante porque as denúncias feitas por José atingiam diversos grupos e interesses. Mas tenho certeza de que essas mortes foram encomendadas”, disse Matos à Agência Brasil. Segundo ele, o assassinato do casal deixou a comunidade muito abatida, porém fortalecida. “A morte deles deixou o movimento mais indignado e vamos buscar forças nessa indignação para pressionar o governo a respeitar nosso pedido e a população das florestas. Perdemos um casal muito atuante e digno. Que trabalhava e era querido pela comunidade. Mas, assim como as árvores que eles defendiam, eles também deixaram sementes. Precisamos continuar nossa luta. Agora vamos nos juntar para avaliar a situação e continuar nossa missão”, acrescentou o diretor do CNS. Junto com o casal, Matos desenvolvia o Plano de Manejo Florestal de Uso Múltiplo, um projeto de sustentabilidade que atinge diversas localidades da Amazônia. “É uma experiência de uso lucrativo da floresta, mas sem derrubar nem queimar árvores”, explicou. A entidade defende políticas dirigidas ao pequeno, médio e grande produtor. “A responsabilidade pelas florestas tem de ser de todos”, afirmou o ativista, que cobrou a prisão de todos que cometerem crimes ambientais. “Não se pode mais continuar essa política destruidora e devastadora”, disse Matos, que está no movimento desde 1978. “Foi uma triste coincidência o assassinato deles ter sido cometido em uma data tão próxima à aprovação do Código Florestal, com essas emendas que anistiam criminosos e que delegam a municípios e estados a definição das áreas de proteção”, desabafou. Na comunidade onde viviam Maria do Espírito Santo e José Cláudio Ribeiro da Silva, há cerca de 250 famílias ocupando uma área de 36 mil hectares. O sepultamento do casal ocorreu no dia 26 de Maio de 2011.
Portal UOL - Foto: divulgação Oficial - Pedro Peduzzi  - Agência Brasil

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II FORUM NACIONAL DE ENSINO EM GESTÃO AMBIENTAL

Dia 11 de maio / Quarta-feira
09:00 Credenciamento e distribuição dos kits
11:00 Abertura Oficial
12:00 Mesa-redonda “Os desafios da formação ambiental no Ensino Superior brasileiro”
13:30 Almoço
14:30 Mesa-redonda “Gestor Ambiental: da formação a atuação profissional”
16:00 Tertúlia
16:30 Apresentação “Mapeamento dos cursos de Gestão Ambiental no Brasil”
17:00 Apresentação “Histórico de organização discente dos cursos de Gestão Ambiental
17:30 Apresentação da metodologia do evento

Dia 12 de maio/ Quinta-feira
09:00 Mesa-redonda “Bacharéis e Tecnólogos: como integrar a discussão”
11:00 Café
11:30 Palestra “O processo de construção de Diretrizes Curriculares Nacionais”
13:30 Almoço
14:30 GT Integração “Apresentação dos PPPs e especificidades dos cursos”
16:00 Tertúlia
16:30 GT Integração “Apresentação dos PPPs e especificidades dos cursos”

Dia 13 de maio / Sexta-feira
09:00 GT 1 “Desafios comuns aos cursos de Gestão Ambiental no Brasil”
11:00 Café
11:30 GT 1 “Desafios comuns aos cursos de Gestão Ambiental no Brasil”
13:30 Almoço
14:30 GT “Construção de metodologias para trabalhos coletivos”
16:00 Tertúlia
16:30 Plenária Final



Credenciamento
Chegada e acomodação dos participantes / Distribuição de kits e crachás
Abertura Oficial
Cerimônia solene
— Prof. Dr. Jorge Boeri Filho (Diretor EACH/USP)
— Prof. Dr. Luiz Carlos Beduschi (Coordenador do Curso GA EACH/USP)
— Marina Yasbek Reia (CONEGeA)
Mesa Redonda “Os desafios da formação ambiental no Ensino Superior brasileiro”
Participação Aberta
A mesa propõe a reflexão das grandes questões e desafios na complexidade de formar atores para atuar na área ambiental. Será tratada a questão da interdisciplinaridade e a própria complexidade intrínseca da área, para o qual estão sendo formados estes profissionais, tendo o contexto da criação dos cursos como pano de fundo da discussão. O tema propiciará ainda importantes reflexões para auxiliar os debates dos GTs
— Prof. Dr. Waldir Mantovani (EACH/USP)
— Prof. Dr. Marcos Sorrentino (ESALQ/USP)
Mesa-redonda “Gestor Ambiental: da formação a atuação profissional”
Participação Aberta
De importância fundamental para subsidiar as discussões dos GTs, a mesa buscará abordaras diferente visões e enfoques de atuação do gestor ambiental.
— Prof. José Silva Quintas (IBAMA)
— Prof. José Carlos Barbieri (FGV)
— Prof. Cladecir Alberto Schenkel (IFTM)
— Renato Morgado (IMAFLORA)
Apresentação “Mapeamento dos cursos de Gestão Ambiental no Brasil”
Participação Aberta
Demonstração da distribuição dos cursos de GA no Brasil, e explicação de metodologia de divulgação do evento. A apresentação visa apresentar o panorama de distribuição atual dos cursos de Gestão Ambiental no território brasileiro de acordo com os dados do E-Mec
— Débora Tomaszewski (CONEGeA) 
Comissão Organizado: 

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JAPÃO: Um povo admiravel

Nesta semana que humanidade contabiliza o 4º maior terremoto da história do planeta. E aqui no Brasil registramos de longe a postura disciplinar e solidária do povo japonês. O exemplo de educação e treinamento obriga-nos certamente a reflexão. Em nossa terra tupiniquim ainda estamos desenhando conceitos, formatando entendimentos e desenvolvendo profundos conhecimentos com relação ao gerenciamento profissional e multidisciplinar das ações praticas da orbita ambiental. È fato que toda a mídia nacional esta direcionada exclusivamente a devastação causada pelo terremoto seguido do tsunami e suas conseqüências, afinal temos a honra de conviver no Brasil com a maior colônia japonesa fora do Japão, e desfrutamos a imensa alegria de conviver com os imigrantes, e posteriormente com as gerações de descendentes já brasileiros e sempre com a melhor admiração, aqui representadas em diversos estados brasileiros, em especial no Estado de São Paulo. Evidenciando-se os melhores exemplos de dedicação, é que devemos considerar com todo o apreço e solidariedade aos diversos profissionais que estão trabalhando nas Usinas Nucleares atingidas chegando a exaustão de suas capacidades físicas e mentais, e colocam ainda suas vidas sobre eminente risco de contaminação radioativa evocando os melhores princípios da defesa em favor da vida de seus conterrâneos, e em longo prazo da vida do planeta. Samurais ou Kamikazes, que honra! Na verdade temos que ficar atentos e ouvir a natureza que insiste em dialogar, porque suas leis em pequeno número são absolutamente exclusivas e simples, mas radicalmente brutal em seus resultados.  Não adia datas, não aceita imposições ou formas de coações políticas ou financeiras. As imagens foram claras, pois o Tsunami forma um “Arrastão Natural” que passa por cima, flagela, mata, destrói, resulta às vezes em poucos sobreviventes, não distinguindo classes: econômica, cor, raça, partido políticos ou credo, misturando-se todos e triturando em um único cenário de horror. Sendo o povo japonês o nosso melhor e um dos maiores exemplos de respeito às causas ambientais do planeta, sua educação, disciplina e atitude reservaram mínimas, mas ainda milhares de mortes, que lamentamos diariamente nos noticiários, e enviamos as nossas melhores orações, mas já esquecemos rapidamente de regiões como Haiti recentemente e Sumatra que atingiram milhares em números expressivos de perda de vidas humanas. Retornando ao nosso cenário brasileiro, não podemos passar pelo mesmo esquecimento que neste Verão que fechou as suas portas neste dia 20/03/2011, tivemos o lamento e dor de centenas de famílias brasileiras que perderam seus familiares carregados por intensas chuvas, deslocamento de solos, descargas elétricas e inundações com volumes de água superando registros históricos. As mudanças climáticas estão acontecendo, e  precisamos exercitar e difundir os conhecimentos múltiplos para  diagnosticar, capacitar, monitorar e dar soluções isentas de qualquer tipo de interesse, ajustando sempre ao “direito natural” e suas essências. A velocidade do consumo e do desenvolvimento no Brasil atinge novos patamares, mas devemos ficar absolutamente atentos, e a exemplo do povo japonês devemos igualmente entender e respeitar os novos parâmetros e limites impostos devido as alterações climáticas, para que não sejamos surpreendidos a cada Verão, e por uma ação mais radical da natureza na busca do equilíbrio natural do meio ambiente das nossas regiões e do Planeta.
Solidariedade e apreço ao “Povo Japonês”, especialmente para os “Guerreiros de Fukushima” e seus familiares.

Texto: José Ramos de Carvalho - foto: essaseoutras - blog.


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Dia Internacional das Mulheres - A MULHER E O MEIO AMBIENTE

Neste dia 08/03/2011 “Dia Internacional da Mulher” devemos enaltecer a presença das mulheres como as principais interlocutoras dos movimentos de ações ambientais tanto no meio empresarial, no setor público e principalmente com trabalhos em ações voluntárias. Por tantos predicados técnicos de sustentabilidade  varias mulheres importantes disponibilizarão oriunda de sua vocação natural de proteção, conhecimentos e muita criatividade para expor caminhos mais saudáveis na busca por ambientes mais equilibrados dentro da equação sustentável. E a Associação Paulista dos Gestores Ambientais – homenageia seu elenco de Diretoras da APGAM, que se dedicam as causas da Gestão Ambiental, e estendendo aos Coordenadores do Curso de Gestão Ambiental na sua maioria mulheres que enfrentam o desafio diário de planejar a educação dos futuros  profissionais da área ambiental E as colegas Gestoras Ambientais: acadêmicas ou graduadas, neste mesmo traçado de dedicação, as causas ambientais e sociais. Um futuro ainda mais presente nas importantes decisões que a população planetária tem pela frente, impondo sempre sua determinação, coragem , desafios, e de forte base ética dentro dos princípios essênciais de sustentabilidade. Neste dia especial atribuímos um texto importante escrito por Thais  Cristina de Oliveira Souza (Cened) onde compõem um cenário da acessão natural das mulheres e suas atribuições sociais e ambientais. Texto – Ga. Ramos

“As mulheres têm assumido o lado mais duro da degradação ambiental. O declínio da fertilidade do solo, estoques de alimentos, água e, em alguns casos, lenha, além da aplicação intensiva de agrotóxicos, faz com que o trabalho diário nas regiões rurais se torne mais e mais pesado. Nos ambientes urbanos e zonas industriais, a poluição e a contaminação por resíduos tóxicos afetam sua própria saúde e a saúde de seus filhos. Em virtude da maior diversidade de suas tarefas, as mulheres desenvolvem um conhecimento sobre o seu meio ambiente freqüentemente mais compreensivo e inclusivo. A responsabilidade principal pela família tem crescido entre mulheres e isto faz com que sua habilidade seja um elemento cada vez mais importante para o manejo e recuperação do meio ambiente. Essas responsabilidades frente a dificuldades que afetam a todos fazem com que as mulheres sejam as primeiras a protestar e a agir contra condições de agravamento da degradação ambiental. Isto porque, a divisão sexual do trabalho implica que mulheres e homens possuam diferentes repertórios de habilidades no uso e manejo dos recursos naturais e tenham interesse e responsabilidades diferentes. A mulher vivencia mais fortemente a necessidade de definir sua cidadania, procurando o cenário propício para expor e impor a sua individualidade. Ao mesmo tempo, porém, luta para proteger da profanação pública aquilo que considera, tanto quanto o parceiro, o núcleo fundamental de sua personalidade, que a faz ser e continuar sendo mulher, com seus valores subjetivos, libidinais e agressivos, imprescindíveis para a plenitude do amor.Entretanto, não importando quanto sejam inventivas e habilidosas, as mulheres são, mais freqüentemente do que os homens, privadas das possibilidades de usar e administrar recursos naturais, frustrando sua capacidade de prover sua sobrevivência diária e neutralizando a contribuição que possam trazer o manejo ambiental sustentável. Por sua inumerável forma de participação e atividade dentro da sociedade, com forte influência nas decisões das políticas de desenvolvimento, quer direta ou indiretamente, a mulher não pode ficar à margem da causa ambiental, ao contrário ela está relacionada a ela e conseqüentemente ao desenvolvimento sustentável. Algumas instituições têm destacado a importância da participação das mulheres em projetos de desenvolvimento sustentável e a educação ambiental tem incorporado as condições reais vividas pelas mulheres, especialmente no ambiente rural.
Texto: Thais Cristina de Oliveira Souza – CENED
Fotos: Bio. Wangari Maathai.  Ela enfatiza a importância de dedicar tempo na educação de comunidades e governos para que esses entendam e protejam suas florestas nativas. Maathaié fundadora do Green Belt Movement (Movimento do Cinturão Verde), que atua ao Leste do Continente Africano, e foi também a primeira mulher do Leste da África a receber um Ph.D da Universidade de Nairóbi.

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O que é sustentabilidade?

Nestas duas ultimas décadas, esta sendo comum perceber que a palavra “Sustentabilidade” vem sendo utilizada como conceito na relação entre desenvolvimento econômico e meio ambiente. Verificamos este conceito sendo utilizado em vários seguimentos e sua relação com as questões ambientais. Mas fica evidente que esta balança entre o desenvolvimento econômico e os impactos ambientais necessita de aferimentos mais consistentes, porque o  desenvolvimento trabalha com prazos curtos e médios de solução e o meio ambiente trabalha adequadamente a longo prazo. Como vamos atingir os níveis reais de equilíbrio entre estes prazos mencionados. Um diagnóstico ou um EIA tendencioso, não importando o lado da balança impõem sacrifícios de anos para identificar o erro e posterior solução ou mitigação, porém com os fatos naturais podemos sofrer intervenções da natureza que não possuímos controles em que acionamos um botão e paramos o efeito devastador. Podemos até mencionar o conceito básico de “Sustentabilidade”, identificada  na conjunção do tripé: ambiental, social e econômico. O fato é que devemos trazer este conceito de “sustentabilidade” para as ações simples e praticas que possamos conceituar desde eventos de natureza econômica de grande amplitude para o desenvolvimento social e economico de uma região, mas que possamos utilizar igualmente em nossas atividades diárias, no convívio familiar ou profissional. A Gestora ambiental Fatima Gesualdo (Vice-Pres. da APGAM) revela conceitos e atitudes em seu texto – O que é Sustentabilidade? A busca pela sustentabilidade deve partir, primeiramente, da sensibilidade dos seres humanos em relação ao impacto que seus hábitos causam ao Planeta; só assim, é que diferentes soluções conjugadas poderão contribuir para sanar o problema global. Ser sustentável individualmente pode ajudar a resguardar a vida em nosso planeta. Com pequenas atitudes na rotina do seu dia-a dia.  Medidas simples como economizar, reciclar papel,  latas e embalagens; não queimar lixo; economizar água e energia elétrica através de um uso mais racional desses recursos; garantir que as empresas que fornecem bens e serviços para você tenham também a mesma preocupação, recusando-se a consumir produtos de origem ilícita ou que tenham sido obtidos (extraídos ou fabricados) onerando a natureza.Agindo desta forma, você acaba promovendo, de maneira indireta,   novos conceitos e uma mudança de comportamento em outras pessoas que, por sua vez, gerarão outros novos conceitos, criando com isso, uma corrente do bem que se espalhará em  todas as comunidades. É certo que ser sustentável num mundo consumista onde, pessoas valem pelo tem e não pelo que são, tem lá os seus inconvenientes. Mas, com a internalização desse novo conceito de vida, certamente teremos a oportunidade de fazer uso sim dos recursos naturais mas, com cautela, afinal como diziam  os antigos, “ Cautela e caldo de galinha, não faz mal a ninguém”,  deixaremos para as nossas futuras gerações, tudo o que hoje, ainda  podemos desfrutar.  
Texto: Ga. Fatima Gesualdo – Ga. Ramos de Carvalho

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Qualidade do ar em São Paulo piora em 2010


O número de vezes em que a qualidade do ar ficou imprópria na Região Metropolitana

Em matéria publicada abaixo pela Agência Estado aumenta cada vez mais a necessidade de uma política mais atuante sobre a emissão dos gases poluente sobre a cidade de São Paulo e as principais cidades do interior do Estado. É evidente que somente o projeto criado pelo município de São Paulo de controle de emissão dos veículos não esta sendo suficiente para reduzir esta carga de material poluente sobre a população paulistana, somando-se ao aumento diário da nossa frota de veículos Neste momento que a Secretaria do Meio Ambiente/SP tem como pauta para este mês de Fevereiro/2011 na reunião do CONSEMA – Qualidade do Ar. Abre-se novamente a busca por este diagnóstico e  importantes decisões inclusive de caráter político frente  ao Sec. Bruno Covas. Em uma avaliação sobre a visão macro da poluição especificamente da cidade de São Paulo, os veículos do município já estão sendo fiscalizados  pelo “CONTROLAR” e qual seria de fato os próximos passos: ampliação do transporte publico (Metro, Ônibus e Trens de superfície), tarifas do transporte  coletivo subsidiadas pelo governo ou ações privadas incentivando a redução diária do uso do veiculo, controle da aviação e seus níveis de emissão (Aeroportos: Congonhas, Cumbica e Viracopos), regiões especificas para intermodais de transporte de carga por via terrestre,  e outras formas de transporte coletivo ou de carga  espalhadas em boas experiências nas maiores cidades do planeta. Na força do “Imediatismo” as vezes recorrente, temos na ponta a qualidade do diesel que movimenta o transporte coletivo de São Paulo. A PETROBRAS já é detentora de qualificação técnica na composição do diesel, e já oferece esta qualidade de produto de baixa emissão para exportação. Com este credito técnico deveria ampliar o seu parque produtivo ou ações especificas,  para já disponibilizar este produto  às principais cidades brasileiras  contribuindo efetivamente com a redução ou emissão dos gases oriundos desta importante fonte de combustível fóssil  que movimenta todo o transporte coletivo e de mercadorias por todo o Brasil. E o fato de acompanhar os índices internacionais coloca mais uma vez em pauta no CONSEMA, um dignótico ambiental com deveres de sustentabilidade que não podemos mais adiar pelo preço mórbido que já pagamos anualmente evocados por estudos e pesquisas de  “Saúde Ambiental” da população. Índices que estão nesta matéria abaixo divulgada pela Agência Estado

“O Estado de São Paulo aumentou 76% em 2010, na comparação com 2008. As estações de medição da qualidade do ar indicaram que os níveis de poluição para ozônio estiveram acima do padrão aceitável 257 vezes - sendo que em 54 delas chegou-se ao estado de atenção. Esse poluente é hoje o mais preocupante do Estado. Em 2009, foram 201 vezes em que a poluição ficou alta na região (com 43 estados de atenção) e, em 2008, foram 146 ultrapassagens do padrão (39 estados de atenção). Em um único dia pode ocorrer de mais de uma estação ficar com qualidade ruim. No ano passado, por 61 dias o ar ficou impróprio - 19,6% mais dias poluídos do que 2008, que teve 51 dias. O Parque Ibirapuera liderou com folga a lista das estações com maior poluição em 2010: em 49 vezes teve ozônio acima do recomendado. Este poluente é chamado de secundário e se forma a partir das reações entre óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis, na presença de luz solar. Por sua formação estar relacionada a outros compostos e depender muito das condições meteorológicas, seu controle é mais difícil. Dias bonitos, com muito sol e com céu claro, são os piores para ozônio. Para a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), responsável pelas estações de medição, a grande estiagem, principalmente em agosto do ano passado, contribuiu para a piora da qualidade do ar. A chuva e o vento ajudam a dispersar os poluentes. Enquanto 2010 foi um ano marcado pela estiagem, o ano de 2009 teve muita chuva. Segundo Maria Helena Martins, gerente da Divisão de Qualidade do Ar da Cetesb, 2009 foi um ano "atípico", muito favorável para a dispersão dos poluentes. Apesar de a inspeção veicular - que tem como objetivo ajudar a controlar a poluição - ter começado em 2008, foi só no ano passado que ela se tornou obrigatória para todos os veículos da capital. Enquanto isso, no mesmo período a frota de veículos aumentou na capital e no Estado. O interior de São Paulo também teve aumento da poluição. Os municípios de Americana, Campinas, Jundiaí, Paulínia e Piracicaba tiveram, juntos, 32 dias poluídos. Em 2008, foram 27 dias. Santa Gertrudes, com 21,6 mil habitantes, teve quatro dias poluídos em 2010”.

O Estado de S. Paulo. 
Texto inicial: Ga. José Ramos de Carvalho - foto: Mãos da Terra.


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Na sequência implacável de tragédias, ação de políticas publicas inadequada por ausência nos projetos de profissionais das áreas ambientais.

O aumento da incidência de chuvas em consequência das mudanças climáticas globais não pode servir de desculpa para os governos não agirem para evitar enchentes, na avaliação de Debarati Guha-Sapir, diretora do Centro de Pesquisas sobre a Epidemiologia de Desastres (Cred), de Bruxelas, na Bélgica. "Não é possível fazer nada agora para que não chova mais. Mas temos de buscar os fatores não ligados à chuva para entender e prevenir desastres como esses (das enchentes no Brasil e na Austrália)", disse ela à BBC Brasil. "Dizer que o problema é consequência das mudanças climáticas é fugir da responsabilidade, é desculpa dos governos para não fazer nada para resolver o problema", critica Guha-Sapir, que é também professora de Saúde Pública da Universidade de Louvain. O Cred vem coletando dados sobre desastres no mundo todo há mais de 30 anos. Guha-Sapir diz que os dados indicam um aumento considerável no número de enchentes na última década, em termos de quantidade de eventos e em número de vítimas. Segundo ela, as consequências das inundações são agravadas pela urbanização caótica, pelas altas concentrações demográficas e pela falta de atuação do poder público. "Há muitas ações de prevenção, de baixo custo, que podem ser adotadas, sem a necessidade de grandes operações de remoção de moradores de áreas de risco", diz, citando como exemplo proteções em margens de rios e a criação de áreas para alagamento (piscinões). Para a especialista, questões como infraestrutura, ocupação urbana, desenvolvimento das instituições públicas e nível de pobreza e de educação ajudam a explicar a disparidade no número de vítimas entre as enchentes na Austrália e no Brasil. A chuva que atingiu a Serra Fluminense é a a maior tragédia ambiental do Pais em número de mortes. A tragédia passa os temporais que atingiram Caraguatatuba, em 1967, quando foram registradas 436 mortes. Segundo o meteorologista do Inpe Giovanni Dolif, a estação meteorológica do centro de Teresópolis registrou 124,6 mm em 12 de janeiro, quase metade da média histórica, medida desde 1913, de 290,4 mm para o mês, na região. Até ontem, foram 250,2 mm de chuva, o que também faz quase metade do janeiro mais chuvoso que as cidades serranas do Rio já viveram, em 2007, quando choveu 517,8 mm. O mês mais chuvoso da região foi dezembro de 1937: 558 milímetros. Em entrevista ao Portal iG, o meteorologista lembrou de alguns tragédias causadas por chuva recentes na história do país, como o Morro do Bumba, em abril de 2010, Angra dos Reis, no início do ano passado, Vale do Itajaí, em 2008, entre outros, mas alertou que a soma do número de mortos ainda não chegava ao já registrado na região serrana. ,Dolif lembrou que em Caraguatatuba, em 1968, chegou a chover cerca de 500 milímetros de uma só vez, mas que o número de mortos foi menor. “O estrago material, com queda de barreiras e deslizamentos, deve ter sido maior. Mas o número de mortos foi menor, afinal, a cidade tinha uma população menor naquela época,” diz. “A tendência desses desastres naturais é sempre piorar, por causa da maior ocupação, mais construções, etc. O Rio de Janeiro é um Estado onde as tragédias naturais se repetem. Só o ano de 2010 foi marcado por duas grandes tragédias provocadas pelas chuvas. Na madrugada do dia 1º de janeiro, logo após as festas de réveillon, parte da pousada Sankay, na Praia do Bananal, além de sete casas vizinhas foram soterradas em Angra doe Reis. No Morro da Carioca, pelo menos 20 casas foram atingidas, totalizando 53 mortos na cidade do sul fluminense. No dia 7 de abril o acúmulo de água provocou um grande deslizamento de terra no Morro do Bumba, em Niterói e em toda a região metropolitana da capital. Dezenas de casas construídas em cima de um antigo lixão, no Morro do Bumba, foram soterradas em uma tragédia anunciada. As 47 vítimas, além de centenas de desabrigados pagaram um preço alto pelas construções feitas em áreas de risco. No total, mais de 250 mortos foram contabilizados no Rio e em municípios vizinhos. Niterói é uma cidade marcada por tragédia. Durante a tragéria do Morro do Bumba, moradores ainda recordam e evocam a tragédia de 17 de dezembro de 1961, quando um incêndio causou a morte de cerca de 500 pessoas (70% delas crianças) na cidade. Em 2008, a alvo da força das águas foi Santa Catarina. A tragédia começou no dia 22 de novembro e deixou 137 mortes em mais de 60 cidades afetatadas. Mais de 1,5 milhão de pessoas foram afetadas e pelo menos 25 comunidades sumiram do mapa.
Conhecida como uma das maiores tragédias naturais da história do Brasil, as fortes chuvas que resultaram em grandes deslizamentos de terra na serra de Caraguatatuba, no litoral norte paulista, mataram 436 pessoas e soterraram centenas de casas. Cerca de 30% da população ficou desabrigada e diversos desaparecidos nunca foram encontrados.

Texto e entrevista – Portal IG.

Foto: Domingos Peixoto - O Globo

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Assistimos neste dia 1 de Janeiro de 2010  a posse do governador eleito, o Dr. Geraldo Alckmim, o qual destacamos no seu “Discurso de Posse”  realizado na Assembléia Legislativa de São Paulo, alguns parágrafos destinados as questões sociais e ambientais.

São Paulo assombra pela variedade da sua riqueza, pela dimensão da sua economia, pela sua população: 41 milhões e 500 mil habitantes.

Mas para nós, esse número não é um simples dado estatístico. É, isto sim, uma complexa informação social, porque consideramos que atrás de cada um dos seus algarismos está uma pessoa; estão suas necessidades, seus anseios, suas esperanças.

Vou trabalhar para desenvolver o conhecimento, a cultura, as atividades econômicas, a infraestrutura, a logística, pois precisamos de uma sociedade de oportunidades.

Vou trabalhar com afinco para que todas as crianças e jovens recebam a educação necessária para aproveitar as oportunidades do mercado de trabalho.

Novamente convocaremos os vários segmentos da sociedade para parcerias, maximizando aquelas com os prefeitos e as prefeitas dos 645 municípios paulistas, porque eles representam o poder mais próximo do povo.



Discurso completo:



É com emoção que volto a esta casa. Aqui cheguei, pela primeira vez, como deputado estadual, em 1983. São Paulo e o Brasil viviam, então, momentos de grande entusiasmo e efervescência. A esperança renascia. O horizonte se desanuviava, pela participação intensa de lideranças políticas e da sociedade nas causas democráticas. O povo se mobilizava.

O retorno das eleições diretas para governador - que, em São Paulo, conduziu Franco Montoro e Orestes Quércia ao Palácio dos Bandeirantes -, intensificou a luta: campanha das Diretas, Já!, eleição de Tancredo Neves, o começo da Nova República.

Em toda essa trajetória, a Assembleia Legislativa de São Paulo teve uma atuação destacada, seja como fórum de discussão dos temas que sensibilizavam a todos, seja como um dos espaços de articulação política para a consecução do fim almejado: a restauração plena do Estado Democrático de Direito.

Presto, pois, as homenagens devidas a todos aqueles que se empenharam nesse processo e na normalização institucional do nosso País.

É uma grande honra assumir o governo de São Paulo em sucessão aos governadores José Serra e Alberto Goldman. Mas é, sobretudo, uma grande responsabilidade.

São Paulo assombra pela variedade da sua riqueza, pela dimensão da sua economia, pela sua população: 41 milhões e 500 mil habitantes.

Mas para nós, esse número não é um simples dado estatístico. É, isto sim, uma complexa informação social, porque consideramos que atrás de cada um dos seus algarismos está uma pessoa; estão suas necessidades, seus anseios, suas esperanças.

O trabalho que temos pela frente é enorme. Mas é inesgotável nossa disposição de empreendê-lo - a cada dia, a cada hora, a cada minuto dos próximos quatro anos.

Vou trabalhar para desenvolver o conhecimento, a cultura, as atividades econômicas, a infraestrutura, a logística, pois precisamos de uma sociedade de oportunidades.

Vou trabalhar pensando no operário que madruga, em pé, nos pontos de ônibus, e que só noite alta volta ao lar, à sua família.

Vou trabalhar com a mente e o coração voltados à trabalhadora que deixa os filhos em casa - uns cuidando dos outros -, e vai dar duro na fábrica, nos escritórios, nas lojas ou em casas alheias.

Vou trabalhar com ardor para que - dos recém-nascidos aos mais idosos - todos tenham acesso ao atendimento médico e hospitalar de qualidade e humanizado.

Vou trabalhar com afinco para que todas as crianças e jovens recebam a educação necessária para aproveitar as oportunidades do mercado de trabalho.

Nenhum paulista será deixado para trás.

Novamente convocaremos os vários segmentos da sociedade para parcerias, maximizando aquelas com os prefeitos e as prefeitas dos 645 municípios paulistas, porque eles representam o poder mais próximo do povo.

Retorno a esta casa mais vivido, porém com o mesmo ânimo e o mesmo desejo de trabalhar por São Paulo e pelos paulistas. Recebo mais uma vez a responsabilidade de governar o estado onde nasci, onde nasceram minha esposa, meus pais e avós, meus filhos e minha neta.

Chego trazido pelo voto popular - instituição que defendo e sempre defendi ao longo da minha vida pública.

Assumo este cargo com amor pelo país, por São Paulo e cada um dos paulistas.

Aos que me honraram com seu voto, sou devedor de uma gestão digna e produtiva. Aos que se me opuseram, afirmo o propósito de cumprir meu mandato além dos compromissos do programa.

Assumo o governo do estado cercado de colaboradores competentes e leais. Independentemente do partido a que pertencem, responderam ao meu chamado, com a disposição de dar o melhor de si e dos seus conhecimentos a todos os paulistas.

Sou grato a essa equipe de secretários de estado que me acompanhará nos próximos anos. Com eles, praticarei a forma mais ágil de tomar a melhor decisão, em cada área do governo.

Assumo o governo perante o Poder Legislativo, expressando o desejo de ser cobrado pelos meus atos e apoiado nas propostas que melhor atenderem aos anseios das pessoas. Conto com uma oposição responsável que proponha o diálogo e que colabore para melhorar o processo político e o governo como um todo. Aguardo uma interlocução permanente e uma convivência frutífera.

Como ex-vereador e ex-deputado considero-me um par. Assumo o Executivo enriquecido por essa experiência legislativa.

Assumo o governo no respeito ao marco legal que o Poder Judiciário exerce e aperfeiçoa. Tenho orgulho de ter participado, como ator principal ou como coadjuvante, de governos estaduais rigorosos e cumpridores das leis. Exercerei o meu mandato no absoluto respeito à Constituição, às instituições e ao direito das pessoas.

Quero fazer um governo que possa ser noticiado por suas boas práticas e observado criticamente nas suas faltas. Sei que a imprensa tem exercido um papel fundamental no aperfeiçoamento da democracia brasileira e quero que os atos de governo tenham ressonância nas mídias, independentemente da voz oficial.

Os paulistas e os brasileiros devem aos meios de comunicação muitos dos bons frutos da sociedade em que vivemos. Entendo que a liberdade de imprensa é um valor fundamental da democracia, e que prestar contas dos atos da administração, mais do que uma obrigação legal, é um imperativo ético para os homens públicos.

Assumo o governo em nome das pessoas deste estado, e é para elas, em especial para as mais humildes, que vou trabalhar intensamente, devolvendo, em boas práticas de governo, a confiança que depositaram em mim.

Por fim, trabalharei pelo desenvolvimento de São Paulo da única forma que os paulistas admitem, que é a de, ao mesmo tempo, trabalhar pelo desenvolvimento do Brasil.

Muito obrigado.

Texto inicial: Ga. Ramos
Foto: EPTV/FOTOS
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Ao iniciar 2011 o Brasil deu posse, a sua primeira Presidenta à Sra Dilma Rousseff, um fato histórico relevante, que fortalece a nossa jovem democracia, tornando o nosso país cada vez mais justo e carregado de muita esperança de um futuro realizador. Em especial para os Gestores Ambientais e profissionais que atuam diretamente nas questões ambientais, o discurso de posse da Presidenta Dilma Rousseff, enalteceu pontos fundamentais da forma de atuação e orientação de seu governo. Dentro das expectativas de cunho sustentável separamos trechos importantes de seu discurso proferido no Congresso Nacional, após assinar o seu “Termo de Posse” junto com o seu Vice-Presidente o Dr. Michel Temer.

Queridos brasileiros e queridas brasileiras, considero uma missão sagrada do Brasil a de mostrar ao mundo que é possível um país crescer aceleradamente, sem destruir o meio ambiente. Somos e seremos os campeões mundiais de energia limpa, um país que sempre saberá crescer de forma saudável e equilibrada. O etanol e as fontes de energia hídricas terão grande incentivo, assim como as fontes alternativas: a biomassa, a eólica e a solar. O Brasil continuará também priorizando a preservação das reservas naturais e das florestas. Nossa política ambiental favorecerá nossa ação nos fóruns multilaterais. Mas o Brasil não condicionará sua ação ambiental ao sucesso e ao cumprimento, por terceiros, de acordos internacionais. Defender o equilíbrio ambiental do planeta é um dos nossos compromissos nacionais mais universais.
Valorizar o desenvolvimento regional é outro imperativo de um país continental, sustentando a vibrante economia do nordeste, preservando e respeitando a biodiversidade da Amazônia no norte, dando condições à extraordinária produção agrícola do centro-oeste, a força industrial do sudeste e a pujança e o espírito de pioneirismo do sul.
Valorizar nosso parque industrial e ampliar sua força exportadora será meta permanente. A competitividade de nossa agricultura e da pecuária, que faz do Brasil grande exportador de produtos de qualidade para todos os continentes, merecerá toda nossa atenção. Nos setores mais produtivos a internacionalização de nossas empresas já é uma realidade.
No plano social, a inclusão só será plenamente alcançada com a universalização e a qualificação dos serviços essenciais. Este é um passo, decisivo e irrevogável, para consolidar e ampliar as grandes conquistas obtidas pela nossa população.
Para isso peço com humildade o apoio das instituições públicas e privadas, de todos os partidos, das entidades empresariais e dos trabalhadores, das universidades, da juventude, de toda a imprensa e de das pessoas de bem.
Somente com avanço na qualidade de ensino poderemos formar jovens preparados, de fato, para nos conduzir à sociedade da tecnologia e do conhecimento.
O Pré-Sal é nosso passaporte para o futuro, mas só o será plenamente se produzir uma síntese equilibrada de avanço tecnológico, avanço social e cuidado ambiental.
A sua própria descoberta é resultado do avanço tecnológico brasileiro e de uma moderna política de investimentos em pesquisa e inovação. Seu desenvolvimento será fator de valorização da empresa nacional e seus investimentos serão geradores de milhares de novos empregos.
Uma nação em que a preservação das reservas naturais e das suas imensas florestas, associada à rica biodiversidade e a matriz energética mais limpa do mundo, permitem um projeto inédito de país desenvolvido com forte componente ambiental.
Temos avançado na pesquisa e na tecnologia, mas precisamos avançar muito mais. Meu governo apoiará fortemente o desenvolvimento científico e tecnológico para o domínio do conhecimento e a inovação como instrumento da produtividade.

Vamos investir em cultura, ampliando a produção e o consumo em todas as regiões de nossos bens culturais e expandindo a exportação da nossa música, cinema e literatura, signos vivos de nossa presença no mundo.
Em suma: temos que combater a miséria, que é a forma mais trágica de atraso, e, ao mesmo tempo, avançar investindo fortemente nas áreas mais sofisticadas da invenção tecnológica, da criação intelectual e da produção artística e cultural.
Justiça social, moralidade, conhecimento, invenção e criatividade, devem ser, mais que nunca, conceitos vivos no dia-a-dia da nação. O ser humano não é só realização prática, mas sonho; não é só cautela racional, mas coragem, invenção e ousadia. E esses são elementos fundamentais para a afirmação coletiva da nossa nação.

Discurso completo - Posse da Presidenta - Sra. Dilma Rousseff


"Queridas brasileiras e queridos brasileiros,
Pela decisão soberana do povo, hoje será a primeira vez que a faixa presidencial cingirá o ombro de uma mulher.
Sinto uma imensa honra por essa escolha do povo brasileiro e sei do significado histórico desta decisão.
Sei, também, como é aparente a suavidade da seda verde-amarela da faixa presidencial, pois ela traz consigo uma enorme responsabilidade perante a nação.
Para assumi-la, tenho comigo a força e o exemplo da mulher brasileira. Abro meu coração para receber, neste momento, uma centelha de sua imensa energia.
E sei que meu mandato deve incluir a tradução mais generosa desta ousadia do voto popular que, após levar à presidência um homem do povo, decide convocar uma mulher para dirigir os destinos do país.
Venho para abrir portas para que muitas outras mulheres, também possam, no futuro, ser presidenta; e para que - no dia de hoje - todas as brasileiras sintam o orgulho e a alegria de ser mulher.
Não venho para enaltecer a minha biografia; mas para glorificar a vida de cada mulher brasileira. Meu compromisso supremo é honrar as mulheres, proteger os mais frágeis e governar para todos!
Venho, antes de tudo, para dar continuidade ao maior processo de afirmação que este país já viveu.
Venho para consolidar a obra transformadora do Presidente Luis Inácio Lula da Silva, com quem tive a mais vigorosa experiência política da minha vida e o privilégio de servir ao país, ao seu lado, nestes últimos anos.
De um presidente que mudou a forma de governar e levou o povo brasileiro a confiar ainda mais em si mesmo e no futuro do seu País.
A maior homenagem que posso prestar a ele é ampliar e avançar as conquistas do seu governo. Reconhecer, acreditar e investir na força do povo foi a maior lição que o presidente Lula deixou para todos nós.
Sob sua liderança, o povo brasileiro fez a travessia para uma outra margem da história.
Minha missão agora é de consolidar esta passagem e avançar no caminho de uma nação geradora das mais amplas oportunidades.
Quero, neste momento, prestar minha homenagem a outro grande brasileiro, incansável lutador, companheiro que esteve ao lado do Presidente Lula nestes oito anos: nosso querido Vice José Alencar. Que exemplo de coragem e de amor à vida nos dá este homem!! E que parceria fizeram o presidente Lula e o vice-presidente José Alencar, pelo Brasil e pelo nosso povo!!
Eu e Michel Temer nos sentimos responsáveis por seguir no caminho iniciado por eles.
Um governo se alicerça no acúmulo de conquistas realizadas ao longo da história. Ele sempre será, ao seu tempo, mudança e continuidade. Por isso, ao saudar os extraordinários avanços recentes, é justo lembrar que muitos, a seu tempo e a seu modo, deram grandes contribuições às conquistas do Brasil de hoje.
Vivemos um dos melhores períodos da vida nacional: milhões de empregos estão sendo criados; nossa taxa de crescimento mais que dobrou e encerramos um longo período de dependência do FMI, ao mesmo tempo em que superamos nossa dívida externa.
Reduzimos, sobretudo, a nossa histórica dívida social, resgatando milhões de brasileiros da tragédia da miséria e ajudando outros milhões a alcançarem a classe média.
Mas, em um país com a complexidade do nosso, é preciso sempre querer mais, descobrir mais, inovar nos caminhos e buscar novas soluções.
Só assim poderemos garantir, aos que melhoraram de vida, que eles podem alcançar mais; e provar, aos que ainda lutam para sair da miséria, que eles podem, com a ajuda do governo e de toda sociedade, mudar de patamar.
Que podemos ser, de fato, uma das nações mais desenvolvidas e menos desiguais do mundo - um país de classe média sólida e empreendedora.
Uma democracia vibrante e moderna, plena de compromisso social, liberdade política e criatividade institucional.
Queridos brasileiros e queridas brasileiras, para enfrentar estes grandes desafios é preciso manter os fundamentos que nos garantiram chegar até aqui.
Mas, igualmente, agregar novas ferramentas e novos valores.
Na política é tarefa indeclinável e urgente uma reforma política com mudanças na legislação para fazer avançar nossa jovem democracia, fortalecer o sentido programático dos partidos e aperfeiçoar as instituições, restaurando valores e dando mais transparência ao conjunto da atividade pública.
Para dar longevidade ao atual ciclo de crescimento é preciso garantir a estabilidade de preços e seguir eliminando as travas que ainda inibem o dinamismo de nossa economia, facilitando a produção e estimulando a capacidade empreendedora de nosso povo, da grande empresa até os pequenos negócios locais, do agronegócio à agricultura familiar.
É, portanto, inadiável a implementação de um conjunto de medidas que modernize o sistema tributário, orientado pelo princípio da simplificação e da racionalidade. O uso intensivo da tecnologia da informação deve estar a serviço de um sistema de progressiva eficiência e elevado respeito ao contribuinte.
Valorizar nosso parque industrial e ampliar sua força exportadora será meta permanente. A competitividade de nossa agricultura e da pecuária, que faz do Brasil grande exportador de produtos de qualidade para todos os continentes, merecerá toda nossa atenção. Nos setores mais produtivos a internacionalização de nossas empresas já é uma realidade.
O apoio aos grandes exportadores não é incompatível com o incentivo à agricultura familiar e ao microempreendedor. As pequenas empresas são responsáveis pela maior parcela dos empregos permanentes em nosso país. Merecerão políticas tributárias e de crédito perenes.
Valorizar o desenvolvimento regional é outro imperativo de um país continental, sustentando a vibrante economia do nordeste, preservando e respeitando a biodiversidade da Amazônia no norte, dando condições à extraordinária produção agrícola do centro-oeste, a força industrial do sudeste e a pujança e o espírito de pioneirismo do sul.
É preciso, antes de tudo, criar condições reais e efetivas capazes de aproveitar e potencializar, ainda mais e melhor, a imensa energia criativa e produtiva do povo brasileiro.
No plano social, a inclusão só será plenamente alcançada com a universalização e a qualificação dos serviços essenciais. Este é um passo, decisivo e irrevogável, para consolidar e ampliar as grandes conquistas obtidas pela nossa população.
É, portanto, tarefa indispensável uma ação renovada, efetiva e integrada dos governos federal, estaduais e municipais, em particular nas áreas da saúde, da educação e da segurança, vontade expressa das famílias brasileiras.
Queridas brasileiras e queridos brasileiros, a luta mais obstinada do meu governo será pela erradicação da pobreza extrema e a criação de oportunidades para todos.
Uma expressiva mobilidade social ocorreu nos dois mandatos do Presidente Lula. Mas, ainda existe pobreza a envergonhar nosso país e a impedir nossa afirmação plena como povo desenvolvido.
Não vou descansar enquanto houver brasileiros sem alimentos na mesa, enquanto houver famílias no desalento das ruas, enquanto houver crianças pobres abandonadas à própria sorte. O congraçamento das famílias se dá no alimento, na paz e na alegria. E este é o sonho que vou perseguir!
Esta não é tarefa isolada de um governo, mas um compromisso a ser abraçado por toda sociedade. Para isso peço com humildade o apoio das instituições públicas e privadas, de todos os partidos, das entidades empresariais e dos trabalhadores, das universidades, da juventude, de toda a imprensa e de das pessoas de bem.
A superação da miséria exige prioridade na sustentação de um longo ciclo de crescimento. É com crescimento que serão gerados os empregos necessários para as atuais e as novas gerações.
É com crescimento, associado a fortes programas sociais, que venceremos a desigualdade de renda e do desenvolvimento regional.
Isso significa - reitero - manter a estabilidade econômica como valor absoluto. Já faz parte de nossa cultura recente a convicção de que a inflação desorganiza a economia e degrada a renda do trabalhador. Não permitiremos, sob nenhuma hipótese, que esta praga volte a corroer nosso tecido econômico e a castigar as famílias mais pobres.
Continuaremos fortalecendo nossas reservas para garantir o equilíbrio das contas externas. Atuaremos decididamente nos fóruns multilaterais na defesa de políticas econômicas saudáveis e equilibradas, protegendo o país da concorrência desleal e do fluxo indiscriminado de capitais especulativos.
Não faremos a menor concessão ao protecionismo dos países ricos que sufoca qualquer possibilidade de superação da pobreza de tantas nações pela via do esforço de produção.
Faremos um trabalho permanente e continuado para melhorar a qualidade do gasto público. O Brasil optou, ao longo de sua história, por construir um estado provedor de serviços básicos e de previdência social pública. Isso significa custos elevados para toda a sociedade, mas significa também a garantia do alento da aposentadoria para todos e serviços de saúde e educação universais. Portanto, a melhoria dos serviços é também um imperativo de qualificação dos gastos governamentais.
Outro fator importante da qualidade da despesa é o aumento dos níveis de investimento em relação aos gastos de custeio. O investimento público é essencial como indutor do investimento privado e como instrumento de desenvolvimento regional.
Através do Programa de Aceleração do Crescimento e do Minha Casa Minha Vida, manteremos o investimento sob estrito e cuidadoso acompanhamento da Presidência da República e dos ministérios.
O PAC continuará sendo um instrumento de coesão da ação governamental e coordenação voluntária dos investimentos estruturais dos estados e municípios. Será também vetor de incentivo ao investimento privado, valorizando todas as iniciativas de constituição de fundos privados de longo prazo.
Por sua vez, os investimentos previstos para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas serão concebidos de maneira a dar ganhos permanentes de qualidade de vida, em todas as regiões envolvidas.
Este princípio vai reger também nossa política de transporte aéreo. É preciso, sem dúvida, melhorar e ampliar nossos aeroportos para a Copa e as Olimpíadas. Mas é mais que necessário melhorá-los já, para arcar com o crescente uso deste meio de transporte por parcelas cada vez mais amplas da população brasileira.
Queridas brasileiras e queridos brasileiros, junto com a erradicação da miséria, será prioridade do meu governo a luta pela qualidade da educação, da saúde e da segurança.
Nas últimas duas décadas, o Brasil universalizou o ensino fundamental. Porém é preciso melhorar sua qualidade e aumentar as vagas no ensino infantil e no ensino médio.
Para isso, vamos ajudar decididamente os municípios a ampliar a oferta de creches e de pré escolas.
No ensino médio, além do aumento do investimento publico vamos estender a vitoriosa experiência do PROUNI para o ensino médio profissionalizante, acelerando a oferta de milhares de vagas para que nossos jovens recebam uma formação educacional e profissional de qualidade.
Mas só existirá ensino de qualidade se o professor e a professora forem tratados como as verdadeiras autoridades da educação, com formação continuada, remuneração adequada e sólido compromisso com a educação das crianças e jovens.
Somente com avanço na qualidade de ensino poderemos formar jovens preparados, de fato, para nos conduzir à sociedade da tecnologia e do conhecimento.
Queridas brasileiras e queridos brasileiros, consolidar o Sistema Único de Saúde será outra grande prioridade do meu governo.
Para isso, vou acompanhar pessoalmente o desenvolvimento desse setor tão essencial para o povo brasileiro.
Quero ser a presidenta que consolidou o SUS, tornando-o um dos maiores e melhores sistemas de saúde pública do mundo.
O SUS deve ter como meta a solução real do problema que atinge a pessoa que o procura, com uso de todos os instrumentos de diagnóstico e tratamento disponíveis, tornando os medicamentos acessíveis a todos, além de fortalecer as políticas de prevenção e promoção da saúde.
Vou usar a força do governo federal para acompanhar a qualidade do serviço prestado e o respeito ao usuário.
Vamos estabelecer parcerias com o setor privado na área da saúde, assegurando a reciprocidade quando da utilização dos serviços do SUS.
A formação e a presença de profissionais de saúde adequadamente distribuídos em todas as regiões do país será outra meta essencial ao bom funcionamento do sistema.
Queridas brasileiras e queridos brasileiros, a ação integrada de todos os níveis de governo e a participação da sociedade é o caminho para a redução da violência que constrange a sociedade e as famílias brasileiras.
Meu governo fará um trabalho permanente para garantir a presença do Estado em todas as regiões mais sensíveis à ação da criminalidade e das drogas, em forte parceria com Estados e Municípios.
O estado do Rio de Janeiro mostrou o quanto é importante, na solução dos conflitos, a ação coordenada das forças de segurança dos três níveis de governo, incluindo - quando necessário - a participação decisiva das Forças Armadas.
O êxito desta experiência deve nos estimular a unir as forças de segurança no combate, sem tréguas, ao crime organizado, que sofistica a cada dia seu poder de fogo e suas técnicas de aliciamento de jovens.
Buscaremos também uma maior capacitação federal na área de inteligência e no controle das fronteiras, com uso de modernas tecnologias e treinamento profissional permanente.
Reitero meu compromisso de agir no combate as drogas, em especial ao avanço do crack, que desintegra nossa juventude e infelicita as famílias.
Queridas brasileiras e queridos brasileiros, o Pré-Sal é nosso passaporte para o futuro, mas só o será plenamente se produzir uma síntese equilibrada de avanço tecnológico, avanço social e cuidado ambiental.
A sua própria descoberta é resultado do avanço tecnológico brasileiro e de uma moderna política de investimentos em pesquisa e inovação. Seu desenvolvimento será fator de valorização da empresa nacional e seus investimentos serão geradores de milhares de novos empregos.
O grande agente desta política é a Petrobrás, símbolo histórico da soberania brasileira na produção energética.
O meu governo terá a responsabilidade de transformar a enorme riqueza obtida no Pré Sal em poupança de longo prazo, capaz de fornecer às atuais e às futuras gerações a melhor parcela dessa riqueza, transformada, ao longo do tempo, em investimentos efetivos na qualidade dos serviços públicos, na redução da pobreza e na valorização do meio ambiente. Recusaremos o gasto apressado, que reserva às futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.
Meus queridos brasileiros e brasileiras, muita coisa melhorou em nosso país, mas estamos vivendo apenas o início de uma nova era. O despertar de um novo Brasil.
Recorro a um poeta da minha terra: "o que tem de ser, tem muita força".
Pela primeira vez o Brasil se vê diante da oportunidade real de se tornar, de ser, uma nação desenvolvida. Uma nação com a marca inerente da cultura e do estilo brasileiros - o amor, a generosidade, a criatividade e a tolerância.
Uma nação em que a preservação das reservas naturais e das suas imensas florestas, associada à rica biodiversidade e a matriz energética mais limpa do mundo, permitem um projeto inédito de país desenvolvido com forte componente ambiental.
O mundo vive num ritmo cada vez mais acelerado de revolução tecnológica. Ela se processa tanto na decifração de códigos desvendadores da vida quanto na explosão da comunicação e da informática.
Temos avançado na pesquisa e na tecnologia, mas precisamos avançar muito mais. Meu governo apoiará fortemente o desenvolvimento científico e tecnológico para o domínio do conhecimento e a inovação como instrumento da produtividade.
Mas o caminho para uma nação desenvolvida não está somente no campo econômico. Ele pressupõe o avanço social e a valorização da diversidade cultural. A cultura é a alma de um povo, essência de sua identidade.
Vamos investir em cultura, ampliando a produção e o consumo em todas as regiões de nossos bens culturais e expandindo a exportação da nossa música, cinema e literatura, signos vivos de nossa presença no mundo.
Em suma: temos que combater a miséria, que é a forma mais trágica de atraso, e, ao mesmo tempo, avançar investindo fortemente nas áreas mais sofisticadas da invenção tecnológica, da criação intelectual e da produção artística e cultural.
Justiça social, moralidade, conhecimento, invenção e criatividade, devem ser, mais que nunca, conceitos vivos no dia-a-dia da nação.
Queridos brasileiros e queridas brasileiras, considero uma missão sagrada do Brasil a de mostrar ao mundo que é possível um país crescer aceleradamente, sem destruir o meio ambiente.
Somos e seremos os campeões mundiais de energia limpa, um país que sempre saberá crescer de forma saudável e equilibrada.
O etanol e as fontes de energia hídricas terão grande incentivo, assim como as fontes alternativas: a biomassa, a eólica e a solar. O Brasil continuará também priorizando a preservação das reservas naturais e das florestas.
Nossa política ambiental favorecerá nossa ação nos fóruns multilaterais. Mas o Brasil não condicionará sua ação ambiental ao sucesso e ao cumprimento, por terceiros, de acordos internacionais.
Defender o equilíbrio ambiental do planeta é um dos nossos compromissos nacionais mais universais.
Meus queridos brasileiros e brasileiras, nossa política externa estará baseada nos valores clássicos da tradição diplomática brasileira: promoção da paz, respeito ao princípio de não-intervenção, defesa dos Direitos Humanos e fortalecimento do multilateralismo.
O meu governo continuará engajado na luta contra a fome e a miséria no mundo.
Seguiremos aprofundando o relacionamento com nossos vizinhos sul-americanos; com nossos irmãos da América Latina e do Caribe; com nossos irmãos africanos e com os povos do Oriente Médio e dos países asiáticos. Preservaremos e aprofundaremos o relacionamento com os Estados Unidos e com a União Europeia.
Vamos dar grande atenção aos países emergentes.
O Brasil reitera, com veemência e firmeza, a decisão de associar seu desenvolvimento econômico, social e político ao de nosso continente.
Podemos transformar nossa região em componente essencial do mundo multipolar que se anuncia, dando consistência cada vez maior ao Mercosul e à UNASUL. Vamos contribuir para a estabilidade financeira internacional, com uma intervenção qualificada nos fóruns multilaterais.
Nossa tradição de defesa da paz não nos permite qualquer indiferença frente à existência de enormes arsenais atômicos, à proliferação nuclear, ao terrorismo e ao crime organizado transnacional.
Nossa ação política externa continuará propugnando pela reforma dos organismos de governança mundial, em especial as Nações Unidas e seu Conselho de Segurança.
Queridas brasileiras e queridos brasileiros, disse, no início deste discurso, que eu governarei para todos os brasileiros e brasileiras. E vou fazê-lo.
Mas é importante lembrar que o destino de um país não se resume à ação de seu governo. Ele é o resultado do trabalho e da ação transformadora de todos os brasileiros e brasileiras. O Brasil do futuro será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ele hoje. Do tamanho da participação de todos e de cada um:
Dos movimentos sociais,
dos que labutam no campo,
dos profissionais liberais,
dos trabalhadores e dos pequenos empreendedores,
dos intelectuais,
dos servidores públicos,
dos empresários,
das mulheres,
dos negros, dos índios e dos jovens,
de todos aqueles que lutam para superar distintas formas de discriminação.
Quero estar ao lado dos que trabalham pelo bem do Brasil na solidão amazônica, na seca nordestina, na imensidão do cerrado, na vastidão dos pampas.
Quero estar ao lado dos que vivem nos aglomerados metropolitanos, na vastidão das florestas; no interior ou no litoral, nas capitais e nas fronteiras do Brasil.
Quero convocar todos a participar do esforço de transformação do nosso país.
Respeitada a autonomia dos poderes e o princípio federativo, quero contar com o Legislativo e o Judiciário, e com a parceria de governadores e prefeitos para continuarmos desenvolvendo nosso País, aperfeiçoando nossas instituições e fortalecendo nossa democracia.
Reafirmo meu compromisso inegociável com a garantia plena das liberdades individuais; da liberdade de culto e de religião; da liberdade de imprensa e de opinião.
Reafirmo que prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras. Quem, como eu e tantos outros da minha geração, lutamos contra o arbítrio e a censura, somos naturalmente amantes da mais plena democracia e da defesa intransigente dos direitos humanos, no nosso País e como bandeira sagrada de todos os povos.
O ser humano não é só realização prática, mas sonho; não é só cautela racional, mas coragem, invenção e ousadia. E esses são elementos fundamentais para a afirmação coletiva da nossa nação.
Eu e meu vice Michel Temer fomos eleitos por uma ampla coligação partidária. Estamos construindo com eles um governo onde capacidade profissional, liderança e a disposição de servir ao país serão os critérios fundamentais.
Mais uma vez estendo minha mão aos partidos de oposição e as parcelas da sociedade que não estiveram conosco na recente jornada eleitoral. Não haverá de minha parte discriminação, privilégios ou compadrio.
A partir deste momento sou a presidenta de todos os brasileiros, sob a égide dos valores republicanos.
Serei rígida na defesa do interesse público. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. A corrupção será combatida permanentemente, e os órgãos de controle e investigação terão todo o meu respaldo para aturem com firmeza e autonomia.
Queridas brasileiras e queridos brasileiros, dediquei toda a minha vida a causa do Brasil. Entreguei minha juventude ao sonho de um país justo e democrático. Suportei as adversidades mais extremas infligidas a todos que ousamos enfrentar o arbítrio. Não tenho qualquer arrependimento, tampouco ressentimento ou rancor. Muitos da minha geração, que tombaram pelo caminho, não podem compartilhar a alegria deste momento. Divido com eles esta conquista, e rendo-lhes minha homenagem.
Esta dura caminhada me fez valorizar e amar muito mais a vida e me deu sobretudo coragem para enfrentar desafios ainda maiores. Recorro mais uma vez ao poeta da minha terra:
"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem"
É com esta coragem que vou governar o Brasil. Mas mulher não é só coragem. É carinho também. Carinho que dedico a minha filha e ao meu neto. Carinho com que abraço a minha mãe que me acompanha e me abençoa.
É com este mesmo carinho que quero cuidar do meu povo, e a ele - só a ele - dedicar os próximos anos da minha vida.
Que Deus abençoe o Brasil!
Que Deus abençoe a todos nós!"

Texto: Ga. Ramos – Discurso da Presidenta do Brasil - Sra. Dilma Rousseff
Foto: Site oficial do Senado

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Florianópolis vai sediar “Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica” - Novembro de 2011

Santiago de Compostela (Espanha) — O conselho internacional do Fórum Mundial de Educação (FME), reunido no domingo, 12, na capital da Galícia, aprovou por unanimidade a escolha de Florianópolis como sede do 2º Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica. O encontro está previsto para novembro de 2011. Com a escolha da capital catarinense, será possível instalar o comitê organizador, formado por entidades e instituições parceiras. Elas serão responsáveis pelo encontro, ao lado do Ministério da Educação e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina. O conselho também definiu as atividades que apresentará no FME, que ocorrerá simultaneamente ao Fórum Social Mundial, de 6 a 11 de fevereiro de 2011, em Dacar, Senegal. Uma delas será o resgate da memória das cartas-síntese dos fóruns já ocorridos, com atualização da agenda para o próximo período. Outra, a realização de debate sobre o momento da educação mundial, com destaque para a África. O conselho internacional do FME reuniu-se durante o Fórum Mundial de Educação Temático (FMEt), em Santiago de Compostela. No encontro, que terminou no dia 13/12/2010, foi debatido o tema Educação, Pesquisa e Cultura de Paz, com a participação de representantes do Brasil, Uruguai, Espanha e Colômbia. Na abertura oficial, na sexta-feira, 10, o ex-presidente e ex-primeiro ministro de Portugal Mário Soares defendeu a educação para a paz como disciplina curricular obrigatória em todos os países civilizados. Segundo ele, o assunto deve ser prioritário na agenda das nações, de forma a contribuir para regular “a globalização desenfreada”.
O presidente da Fundação Cultura de Paz, o espanhol Federico Mayor Zaragoza, afirmou que a sociedade civil deve apoiar-se nas tecnologias da comunicação para dizer basta à violência. “Os cidadãos podem ser fontes de informação, ajudando os jornalistas a escrever o mundo tal como tem de ser”, disse. O representante do Ministério da Educação brasileiro, Alexandre Vidor, destacou o papel da rede federal brasileira de educação profissional na construção de uma cultura da paz. “A revolução que está em curso no Brasil nessa área dá o protagonismo ao indivíduo”, disse. “Devemos, sempre, reafirmar que a formação cidadã deve preceder a capacitação para o mercado de trabalho.” Realizado pela primeira vez em 2001, em Porto Alegre, o FME reúne dirigentes e organizações de todos os continentes para articular e democratizar conhecimentos e experiências. A proposta do fórum é a construção coletiva de uma plataforma internacional de defesa da educação pública, gratuita, laica, obrigatória e de
qualidade e que promova a cultura de paz.

Felipe De Angelis
Foto: Site Oficial

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PONTOS-CHAVE / PÓS-CANCUN
A CORRIDA PARA O FUTURO JÁ COMEÇOU!

A CoP-16 acaba de terminar, com a adoção dos Acordos de Cancun. Trata-se de progressos ainda tímidos, mas melhores do que se esperava inicialmente. Não podemos falar de avanços revolucionários, no entanto destacamos duas coisas muito importantes: (a) não houve, como se temia, um retrocesso na adesão e perspectivas de continuidade do Protocolo de Kyoto e (b) foram estabelecidas bases bem mais firmes para compromissos multilaterais vinculantes em 2011, que também já servem para sinalizar o caminho para acordos bilaterais ou regionais, e para ações das empresas e outros atores sociais.

Os pontos-chave para o debate para ajudar os parceiros na avaliação e na comunicação dos resultados destas negociações. Os resultados das negociações climáticas da CoP-16 em Cancun representam um grande impulso para a corrida rumo um futuro de baixo carbono. Os governos chegaram a um acordo que dá um espírito otimista ao mundo, e indica que as negociações internacionais podem chegar a acordos vinculantes, justos e ambiciosos para enfrentar as mudanças climáticas. Não aconteceu em Cancun, mas o resultado desta conferência cria uma base promissora para um sucesso na CoP-17, em Durban no ano que vem. Parece que finalmente os governos estão reagindo frente ao crescimento do movimento climático e às ações práticas de mais e mais pessoas que estão “colocando a mão na massa”, após o desânimo surgido como conseqüência da falta de resultados em Copenhague, na CoP-15. Os resultados de Cancun refletem os esforços de um grande número de países progressistas, comunidades, empresas e indivíduos em todo o mundo. Cancun não conseguiu levar o processo de negociação multilateral até o final. Em vez disso, devemos ainda continuar brigando. Mas a corrida rumo ao futuro já começou. Finalmente a pressão pública pela mudança começou a influenciar as ações políticas nas negociações internacionais. O nosso trabalho é acelerar ainda mais este ritmo, já que o acordo em Cancun deixa importantes perguntas na mesa e precisa ser fortalecido para representar uma resposta positiva com relação às mudanças climáticas. Cancun mostrou que a grande maioria dos países está pronta para se comprometer, e que muitos querem contribuir com uma resposta global ambiciosa com relação às mudanças climáticas, que possa ajudar na transição da economia global, gerando benefícios para todos. Graças a eles e à facilitação hábil da Presidência do México, um mandato claro e com substância para trabalhar entre hoje e Durban se tornou uma possibilidade concreta. A confiança entre as Partes para chegar a um acordo, que havia sido perdida em Copenhague, foi re-estabelecida. Muito mais é necessário e teria sido possível. Não se pode culpar pelo pouco avanço a UNFCCC (Convenção da ONU na qual se insere a CoP-16), mas sim um grupo de governos que criam obstáculos em qualquer fórum onde o tema é discutido. Países como Japão, Rússia e Estados Unidos mantêm pontos em relação aos quais rejeitam compromissos firmes. É o motivo pelo qual em Cancun não se chegou a um acordo sobre a redução mais profunda de emissões e a um maior apoio financeiro para os países mais vulneráveis aos riscos dos impactos climáticos. As principais economias emergentes - como China, Índia e Brasil - mostraram flexibilidade e respaldaram a sua retórica política com avanços concretos em relação à redução de emissões de carbono. Os membros do Dialogo de Cartagena, um grupo de países em desenvolvimento e desenvolvidos com estratégias avançadas para a redução de carbono, também apresentaram formas de compromissos interessantes. Estes e outros países estão emergindo na liderança de um grupo que será crucial para o êxito em Durban, e para uma resposta global para as mudanças climáticas – dentro e fora da UNFCCC. Aproveitando o impulso de Cancun e das experiências de liderança, o avanço rumo a um tratado vinculante, justo e ambicioso deve ser agora o nosso objetivo. Ter um regime climático global é mais importante do que nunca, pois tempo precioso passou na urgente luta para combater as mudanças climáticas, sem que ações decisivas fossem tomadas em muitos países. Os incentivos “de cima” – como regulamentos e políticas públicas globais - são fundamentais para potencializar a ação “de baixo para cima”. Por isso, um processo multilateral que leve a um tratado climático global é tão importante, e por esta razão o sinal de vida que os negociadores enviaram de Cancun para o mundo é fundamental. Muitos deles mostraram o desejo de trabalhar juntos pelo bem comum, superando uma visão estreita e apenas de auto-interesse. É este espírito, combinado com o impulso que vemos fora das negociações oficiais, o que nos ajudará a ganhar a batalha por um mundo mais seguro para as futuras gerações. Um tratado climático ambicioso é possível, criando as condições para que as comunidades se desenvolvam de maneira sustentável, para que as economias realizem uma transição rumo a uma economia de baixo carbono e sustentável, e para que investidores e negócios realizem investimentos mais inteligentes, que respeitam o meio ambiente e as pessoas. O movimento climático está crescendo e se fortalecerá. E vai redobrar seus esforços para chegar a um acordo ambicioso, justo e vinculante. A sobrevivência dos povos, das espécies, dos
ecossistemas e dos países ainda está sobre a mesa. Para garantir a vida, devemos manter o aquecimento global inferior a 1.5ºC. A trágica ironia é o informe divulgado pela NASA durante as últimas horas das negociações em Cancun, segundo o qual o ano de 2010 entrará na história como o mais quente de todos os tempos, desde que são feitos os registros. Se não queremos que os próximos anos sejam ainda mais quentes, devemos começar já a fechar a brecha entre as metas atuais de mitigação, e o que a ciência diz ser necessário. E temos que fazê-lo rapidamente.

Informativo - Coordenação da Campanha TicTacTicTac

Rubens Born
Esther Neuhaus
Aron Belinky

contato@tictactictac.org.br

www.tictactictac.org.
Foto: www.toronto.olx.ca
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A Conferência Mundial de Meio Ambiente - Cancun/México – 2010 – Resumo dos encontros e ações

Resumo da situação atual

Foi publicada uma reportagem dizendo que o Ministro Oficial da China Huang Huikang mencionou “Podemos criar uma resolução que possa ser vinculante para a China. No marco da convenção, podemos tomar uma decisão juridicamente vinculante”. Certamente, a China se refere a sua meta voluntária, mas isto poderia mudar o jogo. No mínimo, estabelece o tom correto para os negociadores, e poderia abrir o dialogo se outros países como Japão e Estados Unidos deixassem a retórica do lado e aumentassem a vontade política para chegar em Cancun a um ”acordo compreensivo”.No tema Finanças, existe uma preocupação de que países como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália deixem de apoiar o estabelecimento de um fundo financeiro, de adaptação e mitigação em países desenvolvidos. A sociedade civil está denunciando estas objeções, pois todos estes países associados com o acordo de Copenhague se comprometeram a estabelecer este fundo. O financiamento para países em desenvolvimento continua sendo um tema decisivo tanto por motivos de necessidade como para o aumento da confiança nas negociações. Com relação às florestas, as lacunas que se encontram no esboço do texto no parecem levar a nenhum lado, enquanto os países não apresentem um texto com o qual todos estejam de acordo como base para a negociação – talvez a pressão esteja funcionando – veja abaixo. Sim embargo, sobre as medidas para reduzir o desmatamento nos países em desenvolvimento (REDD), uma das partes parece estar bloqueando o consenso – Estados Unidos

O que está acontecendo?
Mais de 3000 pessoas de diferentes movimentos sociais e organizações da sociedade civil, assim como camponeses e agricultores de todo México e catadores de lixo do México e da Índia participaram em uma marcha hoje, dia 7, no centro de Cancun. A TckTckTck, Greenpeace, 350.org e Oxfam também participaram. A marcha terminou no Palácio Municipal, na Praça da Reforma, onde os participantes puderam visitar duas exposições fotográficas e ouvir música interpretada pelos Jaraneros Estanzuela de Tlacotalpan, Veracruz. Vejam a conversa entre a Secretaria Executiva da UNFCCC Christiana Figueres e o pessoal do projeto “Adote um Negociador”: http://adoptanegotiator.org/2010/12/06/christiana-figueres-on-hope-and-necessity/

Brasil e América Latina na COP-16
Brasil, África do Sul, Índia e China, os países BASIC, disseram que não apoiariam um acordo na COP16 até que um segundo período de compromisso do Protocolo de Kyoto seja assinado. Além disso, pediram que se chegasse a um acordo para agilizar o fluxo de dinheiro do fundo para as mudanças climáticas que foi prometido pelos países desenvolvidos aos países em desenvolvimento e um acordo básico sobre transferência de tecnologia.

http://spanish.peopledaily.com.cn/92121/7223750.html
Será realizada, no dia 8 de dezembro em Cancun, reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC). A reunião contará com a presença da Ministra de Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira e tem por objetivo avaliar a participação brasileira na COP-16, bem como discutir as ações em curso no âmbito da Política Brasileira sobre Mudança do Clima.

Durante a COP16, grupos representantes dos Povos Indígenas organizaram eventos para discutir REDD+. http://live.tcktcktck.org/2010/12/los-pueblos-indigenas-y-redd/

O Brasil alertou que a resistência do Japão em aceitar um segundo período de compromisso do Protocolo de Kyoto colocaria em risco o sucesso da COP-16.

http://www.abc.es/agencias/noticia.asp?noticia=616520

O Conselho das Organizações Camponesas do México pediu aos governos na COP16 que adotem acordos para encaminhar um segundo período do Protocolo de Kyoto com reduções significativas das emissões poluentes.

http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=244548&Itemid=1

A Bolívia quer colocar "números" para a redução das emissões dos gases de efeito estufa.

http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5hmaF7JI3CoWcklJVTUN6bxIsokag?docId=1420778

Parceiros em ação
Foi realizada uma festa mexicana (fandango na linguagem local) na qual um grupo de 30 músicos tocou o Son Jarocho, contando através da música tradicional de Veracruz como as mudanças climáticas prejudicaram a sua comunidade em Tlacotalpan, Veracruz.

A TckTckTck criou uma ação para obter a reação dos delegados quando tinham que escolher entre dois caminhos (o positivo e o negativo), com o objetivo de que procurem a melhor opção para o mundo nas suas negociações até o final da semana.

Mensagem do Dia
Os ministros que estão chegando a Cancun deveriam aproveitar o espírito positivo que se viveu durante a primeira semana, e não substituí-lo com confusão. Embora não sejam perfeitos, os textos do final da semana passada oferecem uma base sólida para levar a acordos sólidos em Durban no próximo ano. Um debate para trazer de volta os textos anteriores foi proposto por alguns países, o que significa um passo atrás e atrasaria a resposta global frente às mudanças climáticas.

Os ministros não deveriam perder o bom trabalho realizado nas negociações até o momento nem se perder em discussões de procedimento. Em vez disso, devem encontrar formas de compromisso dentro das opções indicadas nos últimos textos dos temas-chave das negociações. Países como China estão fazendo o barulho correto, sinalizando flexibilidade para avançar nas negociações.

O sucesso de Cancun realmente é uma possibilidade, no entanto Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália têm que abandonar as suas resistências com relação ao fundo climático justo, e Japão, Canadá e Rússia devem mostrar mais flexibilidade no debate sobre o futuro do Protocolo de Kyoto. O interesse público para a ação é forte, tanto que milhares de agricultores, indígenas, camponeses e cidadãos tomaram as ruas de Cancun para mostrar o seu apoio a um futuro com reduções nas emissões de carbono pedindo que os negociadores e chefes de estado em seus países estejam em sintonia com a opinião pública.

O que você pode fazer hoje?
Aumentar a pressão sobre o Japão – Protocolo de Kyoto. Sabemos que muitos de vocês estão desenvolvendo diversas ações para dizer “Eu amo o Protocolo de Kyoto” (I love KP) e que querem aumentar a pressão sobre o Japão. Necessitamos aumentar a pressão, assim pedimos que enviem mensagens às autoridades japonesas, nas varias formas criativas possíveis, conforme as suas expectativas para que o Protocolo de Kyoto não seja enterrado.

Por favor, enviem um e-mail, twitter ou blog – ou organizem uma ação para entregar a mensagem pessoalmente às autoridades responsáveis: embaixadores, representantes da ONU, delegados em Cancun e representantes do Governo japonês. Vejam mensagens sugeridas:

• É difícil imaginar que o país onde nasceu o Protocolo de Kyoto, o único tratado internacional de clima, queira enterrar o mesmo.
• O Japão diz querer um acordo global. Acreditamos nisso. Temos confiança que entenderá a seriedade e a urgência da situação que os seus habitantes, os vizinhos do país da Ilha do Pacífico e o planeta inteiro estão enfrentando. Assim, é hora de abrir o caminho para o Segundo Período de compromissos do Protocolo de Kyoto.
• Está muito em jogo. O Japão está em posição de liderança para uma corrida para o passado ou uma corrida para o futuro.
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Este é a tradução do informe diário Daily Tck da Campanha TckTckTck sobre as negociações da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) e da Conferência da CPM-6 do Protocolo de Kyoto que são realizadas, entre os dias 29 de novembro até 10 de dezembro de 2010, em Cancun, México. Os informes sobre o Brasil e a América Latina são da autoria da Campanha TicTacTicTac Brasil.

Mantenha-nos informados sobre as iniciativas e eventos que sua organização irá realizar em Cancun ou no Brasil - com relação à CoP-16. Podemos lhe ajudar na sensibilização, mobilização e engajamento em ações para uma sociedade justa e sustentável e com baixas emissões de gases de efeito estufa.


Expediente

Este informativo é traduzido e divulgado pela Campanha TicTacTicTac.
Jornalista responsável: Esther Neuhaus. contato@tictactictac.org.br
Revisão: Efraim Neto
Endereço: Rua Itápolis, 1468 Pacaembu - São Paulo/SP - Fone: 11 3662 0957

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Escoar produção somente com caminhões é fortalecer um modelo insustentável

Paulo Gomes da Costa , tecnólogo em Gestão Ambiental formado pela FMU , onde realizou projetos de cunho sócio ambiental voltados a revitalização e sustentabilidade do bairro do Braz e Bacia do Cabuçú de Baixo ambos no Município de São Paulo , além do mapeamento das fragilidades potencial e emergentes ecomorfodinamica dos ambientes naturais e ZEE do Município de Natal RN. Atuou na elaboração dos Sistemas Biodigestor e Biomassa para o município de Jarinu – SP , bem como atua efetivamente na área de sistema de orçamentação de sinistros veiculares e tributação rural desde 1999 , este ultimo o qual me engajou na causa ambiental através de contatos com pessoas de auto conhecimento no setor . Também é sócio da Fator-E , onde desenvolve projeto empreendedor voltado ao de gerenciamento de resíduos de oficinas automotivas no município de São Paulo e Diretor Presidente da Ass.Cult. R.F. Vilas de Portugal , entidade sem fins lucrativos com atividades voltadas a Cultura da comunidade portuguesa ,esta que por sua vez esta sediando algumas reuniões com o tema de “Rodoanel Norte – Não” . A questão do rodoanel - Trecho Norte , nos lembra o que no passado fizeram com o Rio Tiete quando o retificaram perdendo suas característica a qual até hoje a população sofre com diversos problemas e milhões de Reais já foram inseridos nele para remediar os danos gerados pela falta de planejamento. São Paulo precisa de mais sistemas de transporte público, expansão de metrô, trens e alternativas de transporte, ampliando mais as alternativas de locomoção alem de uma cooperação entre os empresários das diversas categorias para que em conjunto com os sindicatos acertem-se horários diferentes entre si , de entradas e saídas dos funcionários em seus empregos desafogando assim as vias publicas as quais entram em colapso nos horários de picos já conhecidos pela população . Inserir este sistema viário para interligar diferentes cidades utilizando-o para o escoamento de produção somente com caminhões é fortalecer um modelo insustentável , alem do mais , lembrando que este traçado terá seu trafego de caminhões menor que os demais inviabilizando a injeção de recursos neste setor quando comparado aos impactos ambientais em jogo. O valor de R$ 5 bilhões que se comenta em injetar neste empreendimento, sem contar que estará sujeito a alcançar os R$ 7 bilhões até a conclusão do projeto, este valor dá para elaborar outras estratégias para mudanças na política de transporte da cidade. Sem derrubar a Cantareira . A Serra da Cantareira é uma das maiores florestas em área urbana do mundo , cadastrada pela UNESCO como uma das 360 reservas ( Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo ) e que por sua vez é uma área de preservação permanente e patrimônio difuso da população. Interfere diretamente na qualidade do ar , na regulação do clima , no abastecimento do sistema hídrico do Complexo Cantareira que atende a 45% da população da Metrópole . Os impactos negativos são inúmeros começando por : poluição do ar e sonora , descaracterização da paisagem , redução das opções de acesso para os locais ilhados , desvalorização imobiliária de regiões adjacentes a pista, acessos ao rodoanel em meio a faixa urbanizada citada pelo trecho da Av. Inajar de Souza, a qual este tipo de acesso não é inexistente nos demais trechos ( sul , leste e oeste ) do empreendimento , a intercepção dos troncos de abastecimento da ETA do Guaraú (Estação de Tratamento de Água) no bairro da Pedra Branca , esta que é a maior estação do país , a distancia deste trecho ( norte do marco zero é o menor 12 km dentre os demais trechos os quais alcançam em media de 20 km ) irá influenciar a drenagem de água desta área que será impermeabilizada sobrecarregando os cursos de água que evacuam as precipitações da zona norte para o Rio Tiete impactando assim outras regiões da RMSP. Sem contar com os impactos sociais e econômicos que a população local ira sofrer , pois o numero é incerto quando falamos no numero de famílias sejam eles jovem , adultos e idosos solitários abandonadas alguns pela própria família e quase todos esquecidos pelo Estado incapazes de se defender ,os imóveis rurais , comércios , indústrias e residências que serão atingidos pelo trator da maquina administrativa do Estado sem a atenção devida quando tratamos das questões de indenização justa dos imóveis que foram construídos durante a historia destas regiões , alem dos equipamentos públicos que se encontram no traçado , que por sua vez já não dão conta de atender a demanda necessária da população do atual momento. A contaminação do lençol freático , remoção e revolvimento de solos , afugentamento e perturbação de espécies ameaçadas de extinção , efeito de borda nas áreas que terão contato com a larga pista de próximos 130 m , RPPN com suas reservas afetadas , áreas de APP desrespeitadas , transferência dos índices de Monóxido de Carbono para a região da Cantareira , aumento no índice das “Ilhas de Calor’ na zona norte , aumento de material particulado na região. Além disso tudo , o Dersa já entra em áreas particulares para efetuar analises de solo onde para isto , se defendendo de possíveis ações , usa como ferramenta injusta um “Termo de Autorização” colhendo a assinatura do proprietário que desconhece de seu direito de não assinar e não permitir a entrada , e que alem disso nem sabemos se o traçado final será este que esta em discussão , pois assumem em documentos que trechos poderão sofrer alterações .No dia 27/11/2010, com demais colaboradores passamos com uma passeata pacifica a mensagem de conscientizarmos os demais desinformados e o poder publico sobre os impactos que a Serra da Cantareira e sua população sofrerão com a aprovação deste projeto a qual fortalece a antiga política do Estado em desrespeitar o Meio Ambiente .
Bem , para não perdemos a causa , sugiro de não haver o traçado Norte , esta é minha posição .Cabe a eles proporem a população um novo traçado menos impactante , com estudos mais aprofundados levando em conta analises dos impactos atuais do trecho sul , as compensações ambientais não cumpridas em respeito a população como um todo e o meio ambiente que a todos pertence.
GA. Paulo Gomes da Costa .`.
pcgc11@yahoo.com.br

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O Escotismo e o Meio Ambiente, uma história de vida.

Em uma tarde de dezembro de 1992, eu ainda com 12 anos de idade estava em minha sala de aula quando entrou um senhor vestindo um uniforme caqui, de chapelão na cabeça e lenço no pescoço. Eu já havia visto alguns desses caminhando e realizando jogos na escola e na rua, mas nunca me interessei a não ser pelos acampamentos de que tanto ouvi dizer. Para minha surpresa aquele senhor estava fazendo um convite às crianças para participarem de uma das melhores atividades realizadas pelos escoteiros: um acampamento. Esse evento teria a duração de dois dias e realizaríamos diversas atividades típicas escoteiras. Empolgado com a idéia de estar fora de casa, sem meus pais e com aquela sensação de liberdade típica de um pré-adolescente não hesitei em pegar os informativos e levar à minha mãe que parecendo saber o que estava fazendo, autorizou sem questionamento algum. Aqueles dois dias de acampamento foram muito importantes para aqueles jovens patas-tenras que estavam tomando suas primeiras lições de disciplina e diversão, principalmente para mim. Atividades variadas, jogos descontraídos, técnicas mateiras e muitas lições sobre deveres para com Deus, Pátria e o Próximo. Naqueles dois dias percebi o quanto vivíamos afastados de uma vida junto à natureza. Acampar, olhar as estrelas, escalar uma arvora para ver mais longe e com mais amplitude... Pude perceber o quanto era mais forte e feliz naquele espaço da qual eu estava integrado pelo menos naquele momento. O tempo foi passando e continuei no escotismo, vestindo meu uniforme caqui e vivenciando a Promessa e a Lei Escoteira. A cada dia, uma nova descoberta me trazia a vontade de continuar buscando e pude entender o significado da natureza em minha vida. Isso ficou ainda mais claro quando, mais adulto, percebi que o escotismo foi o movimento pioneiro nas questões ambientais o que está representado em sua lei, artigo 6º que diz: O escoteiro é bom para os animais e plantas. Em sua maioria, as atividades escoteiras são feitas ao ar livre, em contato com a natureza. Essa proximidade tão íntima dá ao jovem a plena convicção de que o ser humano e a natureza são um só. Vivenciando o escotismo me foi apresentada uma especialidade chamada Insígnia de Conservacionismo. Para conquistá-la, existem diversas conhecimentos a serem adquiridos e ações para desenvolver e aplicar na comunidade. Fiquei bastante entusiasmado e parti em busca de conhecimento. Mal sabia eu que meu destino estava se consolidando naquele momento. A experiência foi grandiosa e todas as minhas investidas passaram a ser direcionadas aos assuntos relacionados ao Meio Ambiente. Fui para a faculdade cursar Biologia e lá conheci minha esposa que me deu de presente minhas duas lindas meninas. O trabalho acabou atrapalhando minha formação e acabei aguardando até 2008 para então voltar aos estudos, agora em Gestão Ambiental pela Universidade de São Paulo, já que minha intenção sempre foi atuar de forma mais colaborativa em programas socio-ambientais.
Espiritualidade, Civismo e Comunitarismo ensinado de um jeito fascinante... Esse é o escotismo. Fui conquistado por esse movimento juvenil mundialmente reconhecido e com mais de 100 anos de história que transformou a minha vida e mesmo não fazendo parte dessa história por inteira, me sinto responsável em passar aquilo que me foi ensinado sobre a natureza àqueles que são meus jovens escoteiros hoje, pois fazer o meu melhor é ter a certeza de que ao menos uma parcela desses jovens fará o que é certo no futuro.
Aquele acampamento em dezembro de 92 acabou se tornando o marco inicial daquele que sou hoje, traçando meu caráter e perfil de cidadão ativo e ambientalista, sempre apoiado na promessa e lei escoteira.

Davi Marcel de Souza Pereira Fontes
Graduando em Gestão Ambiental pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo
Diretor Regional da 11ª Área Escoteira Metropolitana Norte
Diretor Presidente do 126º Grupo Escoteiro Jaçanã – SP
Membro do Conselho Fiscal da APGAM
Contatos: davimarcel@gmail.com


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Órgão ambiental multa Natura em R$ 21 milhões

Empresa afirma que vai recorrer e diz que lei brasileira é confusa, mas não crê que política tenha influenciado autuações


O Ibama multou neste mês a empresa de cosméticos Natura em um total de R$ 21 milhões por ter acessado recursos da biodiversidade supostamente de forma irregular. Foram 64 autos de infração que se referem a processos ocorridos em diferentes anos.
A Natura afirma que vai recorrer e diz estar "segura de ter cumprido os princípios fundamentais da Convenção da Diversidade Biológica (CDB)".
Tanto pesquisadores quanto empresários reclamam que a legislação brasileira atual trava a inovação - como a produção de remédios e cosméticos baseados na biodiversidade. Eles criticam o Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (Cgen) de barrar a pesquisa no País.
Anteontem, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou que era preciso urgentemente alterar a lei. "Não dá para continuar com as restrições de acesso à pesquisa. O Brasil tem dois pré-sais, o do petróleo e o da biodiversidade. São duas riquezas que merecem visão estratégica. Temos que reduzir a biopirataria e aproveitar o potencial brasileiro para dar uma nova com relação à biotecnologia."
Ontem, a ministra mudou um pouco o tom do discurso. Ela determinou a reformulação do Cgen e disse ao Estado que "há algum tempo o governo investiga atuação indevida de empresas e ONGs na Amazônia". Para ela, o órgão não vinha conseguindo dar respostas adequadas aos problemas.
O Cgen é responsável pelas autorizações para exploração comercial de patrimônio genético e de conhecimento tradicional associado. Em muitos casos, os cientistas afirmam sequer ter resposta do órgão. A Natura diz que, além de muitos processos sem decisão, há casos em que o Cgen levou dois anos para aprovar uma pesquisa. O presidente do conselho, Braulio Dias, secretário de Biodiversidade do Ministério, não foi localizado para comentar as críticas.
Multas. Segundo o Portal IG, o Ibama aplicou multas a empresas nacionais e estrangeiras, totalizando R$ 100 milhões. O ministério não confirma o valor nem revela detalhes porque os processos correm em sigilo por tratarem de propriedade intelectual.
Um dos processos pelos quais a Natura foi multada diz respeito à exploração comercial de um fruto do Acre, o murmuru, usado em xampus e sabonetes, sem pagar as devidas compensações por conhecimento tradicional à etnia indígena ashaninka. O caso gerou processo judicial por biopirataria contra a empresa que se arrasta desde 2001. A Natura argumenta que em 2003 assinou um termo de compromisso com o governo do Acre, o que teria encerrado o assunto.
Política. A Natura pertence ao empresário Guilherme Leal, companheiro de chapa da candidata derrotada do PV à Presidência, Marina Silva. Mas a empresa diz não acreditar que esse fator tenha motivado a autuação. "Acreditamos que o problema tenha ocorrido por causa da confusão da lei atual. Mas é um desestímulo para os negócios e para a ciência no País", disse Rodolfo Guttilla, diretor de assuntos corporativos da Natura. /

Texto: VANNILDO MENDES e AFRA BALAZINA
Foto: Site Natura.

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MP instaurou inquéritos civis contra 42 empresas aéreas para apurar danos pela emissão de poluentes sobre a cidade. Estimativas indicam que aeronaves despejam anualmente cerca de 14 milhões de toneladas de CO² na atmosfera


A pedido da Prefeitura de Guarulhos (Grande São Paulo), o Ministério Público instaurou 42 inquéritos civis contra empresas aéreas solicitando que sejam apurados os danos causados pela emissão de CO² (dióxido de carbônico – gás de efeito estufa) em operações de pousos e decolagens realizadas no Aeroporto de Cumbica. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Secretaria de Meio Ambiente de Guarulhos indicam que as aeronaves chegam a despejar anualmente 14,4 milhões de toneladas de CO² no céu de Guarulhos – em operações de pouso e decolagem. Na ação, o MP exige que as empresas aéreas depositem recursos em um fundo criado especialmente para a recuperação de florestas e a preservação de áreas de proteção em Guarulhos. “É incrível a quantidade de poluentes despejada pelos aviões em algumas regiões de Guarulhos. Temos que fazer algo com urgência para compensar todo o dano ambiental que vem sendo gerado nas últimas duas décadas pelo aeroporto”, afirma o secretário de Meio Ambiente de Guarulhos, Alexandre Kise. A proposta da Prefeitura é a criação de um fundo de compensação ambiental, que permitiria aumentar a área coberta por florestas na cidade, hoje de 30%, para até 45% do território. A compensação seria utilizada para remover famílias e favelas de Áreas de Proteção Permanente (APP), além da recuperação de nascentes, córregos e matas ciliares. “E até empregar recursos na utilização de tecnologias para reduzir a poluição”, diz Kise. Pela proposta, o fundo contaria com a participação de representantes da sociedade civil, universidades, governo municipal e Ministério Público.
“Nossa proposta é que seja estabelecida uma forma de compensação ambiental para equilibrar o impacto causado pelas aeronaves, e que ao mesmo tempo ajude o Poder Público local a amenizar a situação”, destaca o secretário do Meio Ambiente de Guarulhos. Para se ter uma ideia, o Aeroporto de Cumbica recebeu em 2009 cerca de 21 milhões de passageiros e transportou 425 milhões de toneladas de cargas, num total de 2099 mil operações de embarque e desembarque.

foto: newscomex.com.br
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COLABORADORES DA CUMMINS - Combatem o fenomeno "Ilha de Calôr"
A Associação Paulista dos Gestores Ambientais em sua abordagem referente as observações técnicas com relação a formação do fenômeno “Ilha de Calor” que vem assolando especialmente a região da divisa dos municípios de São e Guarulhos, não poderia deixar de agradecer o Secretário Alexandre Kise da Secretaria de Meio Ambiente de Guarulhos pela intensificação do Programa “Ilhas Verdes” gerenciado pelo biólogo Fabio Vieira que tem como meta combater este fenômeno “Ilha de Calor” causado por intensa produção diária de dióxido de  carbono e a formação geográfica natural de nossa região. 

Guarulhos ficou mais verde. Nesta quinta-feira (21), 1.200 árvores passaram a enfeitar a alça de acesso do Viaduto Cecap, nas proximidades do Aeroporto Internacional. Contudo, a finalidade do plantio está além da beleza do paisagismo. O objetivo é mais complexo: reduzir as ilhas de calor e os níveis de gás carbônico que contribuem para o efeito estufa. Imagens de satélite mostram que a temperatura do local aumenta, em média, um grau ao ano, e se mantém em torno dos 38ºC, ou seja, 10ºC acima da temperatura registrada nas regiões arborizadas, como é o caso da Base Aérea, localizada a poucas dezenas de metros de distância. A ação é resultado da primeira parceria da iniciativa privada – financiada por unidades da Cummins Brasil Ltda. em Guarulhos – com o Ilhas Verdes – programa inédito mundialmente reconhecido pela Unesco por combater o aquecimento global com ações locais. Cerca de 80 funcionários participaram da ação voluntariamente. A empresa investiu mais de R$ 20 mil na compra das mudas. E o investimento não para por aí. As árvores terão tratamento especial nos próximos dois anos, até que sejam fortes o suficiente para resistirem às agressões do tempo. Elas serão adubadas, regadas e substituídas, caso seja necessário, por uma empresa especializada. A contratação desse serviço custará aproximadamente R$ 52 mil. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente colocou biólogos à disposição dos voluntários para dar orientações sobre a concessão do local e sobre as espécies nativas mais adequadas para o plantio. Cada árvore plantada funcionará como um ar-condicionado natural, cinco vezes mais potente que um ar-condicionado comum ligado ininterruptamente por 24 horas. Os dados foram extraídos da pesquisa que deu origem ao Ilhas Verdes, financiada pela Fapesp – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, e desenvolvida pelo Laboratório de Geoprocessamento da Universidade Guarulhos em parceria com a Prefeitura Municipal. Um ano depois de sua implantação, em 2008, o programa virou lei – a primeira política pública de combate ao aquecimento global e de arborização, baseada em mapas termais – e, desde então, viabilizou o plantio de mais de 30 mil árvores em Guarulhos.

Meio Ambiente aberto às parcerias

“Precursora na parceria com o Ilhas Verdes, a unidade da Cummins em Guarulhos abre caminho para uma nova fase do programa, baseada na cooperação entre o poder público e a iniciativa privada para garantir uma cidade mais sustentável”, afirma o diretor da Secretaria de Meio Ambiente e coordenador do programa, Fábio Roberto de Moraes Vieira. “As diversas empresas instaladas no município, sobretudo as comprometidas com a sustentabilidade, devem seguir esse exemplo de ação local que, comprovadamente, terá impacto global.” Vieira explica que o processo de urbanização, o desenvolvimento das indústrias e a emissão, cada vez maior, de gás carbônico, potencializam os efeitos do aquecimento global. “A redução das áreas verdes e a impermeabilização do solo são resultantes do processo de industrialização. As áreas urbanizadas mais quentes de Guarulhos estão perto das indústrias: na Cidade Industrial Satélite de Cumbica e na região do Aeroporto Internacional. As empresas precisam reconhecer que também são responsáveis pela degradação e, portanto, necessitam fazer a compensação ambiental.”

Empresa sustentável

Gestores e trabalhadores operacionais deixaram a fábrica e o escritório, por algumas horas, para plantar árvores. “A empresa tem uma vocação socioambiental. Profissionais de diversas áreas estão plantando mudas de árvores nativas e nada disso faria sentido sem eles. Desde 2005, estimulamos as boas práticas e conseguimos envolver a todos. A empresa, que tem três unidades em Guarulhos e está presente em 190 países, este ano, premiará os 15 melhores projetos socioambientais. A responsabilidade ambiental faz parte de nossa cultura”, ressalta o vice-presidente corporativo da Cummins Brasil, Luís Pasquotto.
“Plantar árvores é o mínimo que podemos fazer para recuperar o meio ambiente”, diz o líder do setor de montagem de motores da Cummins, Sérgio Mendes Pereira. “Somos multiplicadores no processo de conscientização ambiental. Não plantamos sementes, plantamos ideias. Falamos diariamente sobre sustentabilidade em nossas reuniões. Hoje, além dos voluntários que estão plantando fora do horário de trabalho, trouxemos dez pessoas que trabalharam a noite toda. E elas vieram voluntariamente participar do plantio de manhã. Só profissionais muito engajados fazem isso.”

Texto: site Oficial
Foto: Silvio Siqueira  - funcionarios da Cummins e o Bio. Fabio Vieira
                                   Foto: Vice-presidente corporativo da Cummins Brasil, Luís Pasquotto.

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ILHA DE CALÔR – VALE DO RIO CABUÇU – A GESTÃO AMBIENTAL TRADUZ, O QUE A NATUREZA INSISTE EM DIALOGAR!


Com relação à reportagem estampada no Jornal Guarulhos Web, a Associação Paulista dos Gestores Ambientais - APGAM, tem algumas ações importantes para somar em suas preocupações, dentro da região do Vale do Rio Cabuçu. Tecnicamente em termos de impacto esta dentro do termo “Bacia Aérea Saturada” criando a formação da “Ilha de Calor”, sendo que geograficamente, o Vale do Rio Cabuçu forma uma Bacia de 23 km² com uma população acima de 300.000 pessoas, compreendendo desde os bairros ao “Pé da Serra” ate a junção da Via Fernão Dias, Via Dutra e inicio da Av. Aricanduva. Como espelho, os dois “Vales” fazem faces: Vale do Rio Cabuçu e Vale do Rio Aricanduva, formando um túnel de vento , mas temos um inconveniente agradável, que é a Serra da Cantareira, que sua formação na borda da cidade executa a função de um escudo ou tampa, inclusive esta ação já abordada por outros profissionais importantes da área ambiental. No caso especifico do Vale do Rio Cabuçu esta tampa verde retém todo o dióxido de carbono e material particulado (MP) produzidos por três ações importantes para o desenvolvimento econômico, mas extremamente maléficos para a população do Vale do Rio Cabuçu e a própria Serra da Cantareira: a)Junção Via Dutra x Via Fernão Dias e Av. Aricanduva; B) Terminal de Cargas Fernão Dias e recentemente a instalação de novas transportadoras entre os dois municípios vizinhos (Guarulhos e São Paulo), para ficarem mais próximas ao Terminal. C) Os vôos que se utilizam do Aeroporto de Cumbica, e a própria frota de ônibus coletivo que serve a própria população dentro do Vale. E recentemente após a eleição do governador Geraldo Alckimim, já esta consolidando projeto com o DERSA, aguardando futura liberação do conselho Estadual de Meio ambiente – CONSEMA, para o início das obras do RODOANEL NORTE, passando pela borda da Serra da Cantareira. Estes três produtores diários já constituídos
estão exalando sobre o Vale, comprimido pela própria Serra, nesta nossa Bacia, toneladas de produtos tóxicos, produzidos por queima de diesel, gasolina, madeira e aguardando provavelmente com inicio das obras para 2011 mais este novo produtor. As conseqüências destas ações são evidentes na saúde da população do Vale. As doenças respiratórias agravadas pela baixa umidade do ar em alguns dias, registradas no ultimo inverno, que chegou perto de 12% (Observatório Climático do Mirante de Santana na capital de São Paulo), remetem a prognósticos ainda mais severos à população do Vale do Rio Cabuçu, doenças cardíacas e respiratórias, assolando os idosos, crianças e gestantes. Com a aprovação o projeto do rodoanel Norte, embora as informações pesquisadas que a construção da rodovia iria contribuir para a própria proteção da Serra da Cantareira, no sentido de conter as ocupações irregulares de futuros moradores, o que transparece ser uma ação mitigadora, na verdade a passagem de centenas de caminhões irá produzir, somando com o trafego de aviões e onibus, um impacto maior e pontual de toneladas diárias de resíduos de combustível, além do risco permanente de acidentes com produtos perigosos. E todas essas ações impactantes na base do “Sistema Cantareira” (o maior produtor de água para toda a população da capital de São Paulo) atendendo a 12 milhões de pessoas. Nas atribuições especificas de um Gestor Ambiental é justamente informar os cenários para as futuras ações de neutralização ou mitigação dos impactos. Não podemos somente informar a percepção ou a observação realizada dos diagnósticos do impacto ambiental que será auferido, mas atender os princípios éticos da preservação, precaução, conservação, e participar junto com as diversas áreas de atuação: climatologistas, biólogos, geólogos, médicos especializados (aparelhos respiratórios), engenheiros, conjugando os prováveis e melhores projetos de redução ou neutralização destes impactos que já são pontuais, e já fazem parte da vida de milhares de pessoas. Cabe nos direcionar algumas perguntas ao poder público em seus diversos níveis: Federal, Estadual e Municipal. No caso do Governo Federal a Via Fernão Dias, sabemos que não podemos sair da Via Dutra com cinco faixas de rolamentos, e no acesso a Fernão Dias, ficar restrito a uma única faixa, com um congestionamento diário no sentido Rio de Janeiro de milhares de veículos, fabricando dióxido regularmente em um congestionamento linear. E no caso da Bacia Hidrográfica Federal que envolve rios da federação (MG/SP) que abastece o Sistema Cantareira, e o tratado junto a UNESCO para preservação da própria Serra. No caso do Governo Estadual, as questões alusivas ao monitoramento técnico, saúde ambiental, proteção aos mananciais de água, Parque Estadual da Cantareira e a Biodiversidade da Serra da Cantareira tombada pela UNESCO, como “Patrimônio da Humanidade”. E no caso dos municípios de São Paulo e Guarulhos, avaliar os seus “Planos Diretores” e quais as leis atuais vigentes para o Vale do Rio Cabuçu, e posteriormente fiscalizar, produzir estudos técnicos e de continuo monitoramento por meios de uma estação fixa (Vale do Rio Cabuçu) de analise dos participativos poluentes, incentivar a exemplo de Guarulhos (programa Ilhas Verdes), e igualmente programas que o município de São Paulo, que tem projetos em fase de finalização do Parque Linear do Cabuçu e Arborização do Parque Edu Chaves iniciando a arborização de todo o Vale do Rio Cabuçu através do CADES Jaçanã-Tremembé. Devemos analisar e ter uma aproximação constante e definitiva dos impactos produzidos, realizando em parcerias com as transportadoras, Terminal de Cargas Fernão Dias, estacionamento de veículos destinados aos famosos leilões, que produzem alterações absolutas na temperatura natural do Vale do Rio Cabuçu, inclusive junto ao Parque Ecológico do Tietê, que prevê projetos importantes de reestruturação e ações ambientais. Compor com estes empreendedores, ações efetivas de redução desta carga operacional, porque à ação dos ventos é implacável variando para o Norte diretamente sobre a nossa inquietante tampa verde, produzindo alterações de pressão formada pela Ilha de Calor, vale o exemplo da ultima chuva de granizo que assolou Guarulhos e região, ou ela se dirige para Zona Leste para o bairro do Tatuapé, sendo que neste balanço de vento produzindo no verão, centenas de descargas elétricas (raios), nem precisamos de estudos refinados é somente observar o próximo verão. A função especifica dos Gestores Ambientais é observar clinicamente os fatos ambientais, e realizar um diagnóstico a que foi exposto acima, o próximo passo seria identificar os profissionais, os órgãos e ações especificas para as devidas soluções. Mas o fator neste momento é da realização de estudos e profunda pesquisa técnica destas observações para cientificar e encontrar os patamares de impactos atuais e futuros. A expressão “Sustentabilidade” é uma equação simples em busca do real equilíbrio, que está baseada em três eixos fundamentais: sociais, ambientais e econômicos. O desenvolvimento econômico é inegavelmente uma necessidade na sociedade contemporânea, contudo a figura profissional dos gestores ambientais não pode se ausentar de suas atribuições, e oferecer a sociedade e ao poder público constituído, a oportunidade de ter o direito de avaliar, a formar uma analise critica, a ter acesso a pesquisas, estudos e a oferecer principalmente soluções lúcidas e de base sustentável aos problemas ambientais.
Fica mais um sinal de alerta: a natureza diariamente tem a necessidade de dialogar, entre todos os importantes profissionais da área ambiental, o Gestor Ambiental observa os sintomas, e faz a sua tradução. Cabe a toda sociedade avaliar, e imprimir o que já decidimos desde a constituinte de 1988, expresso no artigo 225.

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para os presentes e futuras gerações.

Texto e foto: Ga. Jose Ramos de Carvalho - Morador do Vale do Rio Cabuçu
colaboração: Ga. Valéria Silvestre


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ENCONTRO DA APGAM COM OS ACADEMICOS E DOCENTES DO CURSO DE GESTÃO AMBIENTAL DA FMU - JUNTOS EM PROL DA REGULAMENTAÇÃO PROFISSIONAL..

Neste ultimo dia 29/09/2010 a Associação Paulista dos Gestores Ambientais – APGAM, participou de um “Encontro” com os alunos das Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU. Encontro este desenhado pela nossa vice-presidente Fátima Gesualdo e pela coordenadora do curso de Gestão ambiental Profª (MS) Cristina Araujo. O local do evento foi nas dependências da FMU no CAMPUS da Av. Liberdade, 899, em seu Teatro Nelson Carneiro. Com a presença de todos os alunos do curso de Gestão Ambiental, a Associação Paulista dos Gestores Ambientais, contou com a presença de seus diretores: Ga. Fátima Gesualdo (Vice-Presidente), Ga. Jose Ramos de Carvalho (Dir. de Comunicação), Ga. Valter Lima (Dir. de Participação e Parcerias) e os ex-alunos da FMU – Ga. Rozima Tenório de Araujo (Dir. Administrativo), Ga. Zelito Serafim (Conselho Fiscal) e Ga. Tiago Rodriguês (Conselho Fiscal). Inicialmente cada Diretor colocou a sua historia profissional, acadêmica e futuros projetos. Após estas considerações a Ga. Fátima Gesualdo (Vice-Pres.) apresentou a APGAM desde a sua formação e os interesses sempre direcionado para o reconhecimento e regulamentação profissional. Coube ao Ga. Jose Ramos (Dir. de comunicação) a exposição do projeto metodológico da APGAM, e sua forma de atuação pratica visualizando a relação saudável das Bacias Hidrográficas e municípios. Foi exposto para conhecimento a futura participação ativa dos alunos da FMU, compondo com outras Universidades a analise e introduções pontuais na “Minuta do Projeto da Gestão Ambiental “. As intervenções dos ex-alunos da FMU: Ga. Rozima Araujo (dir. Administrativo) e Ga. Zelito (conselho fiscal) foram sobre as questões do mercado de trabalho, e o Ga. Tiago Rodriguês (conselho fiscal) destacou além da questão profissional, as ações em prol do reconhecimento, regulamentação profissional, é principalmente o compromisso participativo dos alunos e graduados com este movimento e ações políticas, que temos que construir a favor da Gestão Ambiental. O “Encontro” tornou-se mais interessante porque foi aberta uma espécie de “Mesa Redonda” livre onde todos os alunos colocaram suas perguntas ou criticas a exemplo: conselhos profissionais (CRA,CREA e CRQ), mercado de trabalho, legislação profissional, e formação após a graduação. A profª Cristina Araujo, e com a presença dos professores do curso de Gestão Ambiental da FMU, comentou sobre a importância deste “Encontro”, onde foi possível a todos os presentes avaliar todo o cenário envolvendo as questões de reconhecimento, futura regulamentação profissional, e por solicitação dos acadêmicos aproveitou o momento para comentar sobre a grade curricular, as preocupações na busca deste aprimoramento e o perfil desejado. Inclusive sobre as questões das grades curriculares e seu aprimoramento nos cursos tecnológicos o Prof. Paulo Wollinger (Diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior – Ministério da Educação) destacou quando proferiu palestra na 1ª conferência Paulista dos Gestores Ambientais (1ª CPGA) realizada na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – que os cursos tecnológicos já fazem parte da educação profissional nos principais países desenvolvidos, pela sua plasticidade, pesquisa e formação direta, e argumentou ainda que é desejo do Ministério da Educação (MEC) incentivar e contribuir ao maximo com as Universidades para que os Cursos Tecnológicos se tornem as principais plantas profissionais para acadêmicos e graduados em médio prazo por conta dos novos patamares de desenvolvimento econômico que o Brasil alcançou e deseja pleitear para sua economia nestes próximos anos. Ao final a coordenadora do curso Profª (MS) Cristina Araujo, agradeceu a todos os presentes, em especial a Associação Paulista dos Gestores Ambientais – APGAM, na pessoa da Ga. Fátima Gesualdo (Vice-Presidente), pelos importantes esclarecimentos e principalmente para manter esta interatividade fundamental entre a APGAM e os acadêmicos da FMU.

Agradecimentos ao prof. Bravin e Ga. Rozima Araujo - graduado da FMU.

Texto: Ga. Ramos
Fotos: Ga. Zelito Serafim


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ILHA DE CALOR É UM MICROCLIMA ARTIFICIAL

DENTRO DE UMA MESMA CIDADE PODEM OCORRER DIFERENÇAS DE TEMPERATURA RELACIONADAS À OCUPAÇÃO DO SOLO EX: PARQUE, PRAÇA OU RESERVA ; PERIFERIA, CONDOMÍNIO HORIZONTAL, CASAS AJARDINADAS E COM PISCINAS; BAIRROS DENSAMENTE OCUPADOS E ASFALTADOS HÁ DIFERENÇA TAMBÉM RELATIVA AO RELEVO (VALE OU PLANALTO) E EM RELAÇÃO ÀS IMPLANTAÇÕES E A PASSAGEM DE VENTOS E OCORRENCIA DE SOMBRA

QUAIS AS PRINCIPAIS CAUSAS DAS ILHAS DE CALOR?

ESSAS BOLHAS DE CALOR SÃO INDUZIDAS PELO CRUZAMENTO DE DOIS FATORES: ATIVIDADES HUMANAS MAIS INTENSAS E CONCENTRADAS DENTRO DO AMBIENTE URBANO ALGUMAS DESSAS ATIVIDADES SÃO FONTES CRONICAS DE CALOR COMO, POR EXEMPLO, AS USINAS, MOTORES A EXPLOSÃO OU A REAÇÃO, AVIÕES, TRANSPORTES A COMBUSTIVEL FOSSIL OU BIOCOMBUSTÍVEL, FORNOS, SISTEMAS DE CLIMATIZAÇÃO (TANTO CALEIFAÇÃO COMO AR CONDICIONADO) AS SUPERFÍCIES PRETAS OU ESCURAS E VIDROS CAPTAM E RETÊM CALOR, NO CASO DO VIDRO ESPELHADO O CALOR É REFLETIDO PARA OUTROS EDIFÍCIOS E PARA O SOLO, SÃO RAIOS INFRAVERMELHOS QUE SÃO RETIDOS E REFLETIDOS, MESMO POTENCIALIZADOS . A MODIFICAÇÃO DA SUPERFÍCIE TERRESTRE, QUE SE ENTENDE POR URBANISMO, QUE DETERMINA ATRAVÉS DO DESMATAMENTO A PRESENÇA HUMANA, FAZ DA CIDADE DESDE QUE SEM TERRA OU VEGETAÇÃO, UM MEIO QUE ABSORVE MAIS CALOR PROVENIENTE DA LUZ SOLAR. EM MEIO NATURAL OU CULTIVADO APROPRIADAMENTE ISSO NÃO ACONTECE. A VEGETAÇÃO TEM UM IMPORTANTE PAPEL DE REGULADOR TÉRMICO. AS ÁRVORES FAZEM SOMBRA, O QUE É SEMPRE POSITIVO E O GRAMADO TEM UM ALBEDO MUITO INTERESSANTE DE 0,25 A 0,30 (QUE DEVE SER COMPARADO AO ALBEDO DA TERRA QUE É EM MÉDIA DE 0,30) AS SUPERFÍCIES ESCURAS ABSORVEM UMA GRANDE QUANTIDADE DE ENERGIA SOLAR E ESQUENTAM MUITO RAPIDAMENTE; LOGO, AS CIDADES COBERTAS DE ASFALTO E PIXE ESQUENTAM MUITO RAPIDAMENTE SOB O SOL. AS PRINCIPAIS CAUSAS DESTE EFEITO SÃO A POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA E A FALTA DE VEGETAÇÃO. ALÉM DE ATENUAR OS EFEITOS DO FRIO, AS ILHAS DE CALOR TRAZEM SÉRIAS CONSEQUENCIAS. DIMINUIÇÃO DOS ORVALHOS, NEBLINAS E NEVOEIROS QUE CONTRIBUIRIAM A PURIFICAR O AR DOS AEROZOIS, POEIRAS E PÓLEN EM SUSPENSÃO. ACENTUAM A POLUIÇÃO DO AR E AUMENTAM OS SMOGS E OS EFEITOS DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA PELO CONFINAMENTO DA POLUIÇÃO SOB O TAMPO QUE SE FORMA SOBRE A CIDADE ILHAS DE CALOR AGRAVAM OS EFEITOS SANITÁRIOS POIS PODEM CONTRIBUIR A MODIFICAR. A COMPOSIÇÃO FISIOQUÍMICA DO AR E FAVORECEM A POLUIÇÃO FOTOQUÍMICA ELES IMPULSIONAM OS EFEITOS SÓCIOECONOMICOS DECORRENTES DAS ONDAS DE CALOR COMO AS FORTES CHUVAS E ENCHENTES. AS ILHAS DE CALOR PERTURBAM INCLUSIVE AS ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS (QUE FORAM RODEADAS DE TECIDO URBANO CADA VEZ MAIS DENSO ATRAVÉS DAS ULTIMAS DÉCADAS) ATÉ PORQUE A TEMPERATURA É MEDIDA ABAIXO DA TERRA E FORA DA INFLUENCIA DOS VENTOS.. A ENERGIA SOLAR RETIDA PELO ASFALTO, EDIFICAÇÕES E PELO TAMPO DE POLUIÇÃO. O AR QUENTE SE CONCENTRA, SE ACUMULA, FICA RETIDO E FORMA A BOLHA DE CALOR QUE DESVIA O AR OCEÂNICO PARA CIMA E FAZ ACUMULAR MAIS CHUVA, ATÉ QUE O VENTO DE NOROESTE, MAIS QUENTE, ENCONTRA ESTA SITUAÇÃO DE ACUMULO DE NUVENS CARREGADAS E COMEÇA A CHOVER. ENTÃO O AR QUENTE SOBE E ENCONTRA MAIS NUVENS E A CHUVA SE INTENSIFICA.


Referências
http://super.abril.com.br/ecologia/ilhas-calor-saopaulo-pontos-quentes-cidade-440723.shtml http://www.agsolve.com.br/noticia.php?cod=296 http://www.suapesquisa.com/o que e/ilha de calor.ht m http://www.slideshare.net/BSZNAYDER/ilhas-de-calor http://www.agr.feis.unesp.br/fsp15022004.php http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meioambiente-efeito-estufa/ilhas-de-calor-4.php http://www.ecodebate.com.br/2009/04/22/odesconforto-da-vida-nas-ilhas-de-calor-dasmetropoles/ http://www.cicloruta.com/prin ciclovia.html http://fr.wikipedia.org/wiki/%C3%8Elot de chaleur urb ain http://www.urbanheatislands.com/


Fotos: Ga. Ramos - Vale do Rio Cabuçu - Zona Norte - divisa de SP/Guarulhos
                                Area de intensa descarga elétrica no Verão, e recentemente chuva agressiva de granizo
                                ocorrida no dia 20/09/2010. - Cidade de Guarulhos                                       
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AQUECIMENTO GLOBAL . É UMA FARSA! UM ELO FORTE DESTA CORRENTE DE PENSAMENTO CIENTIFICO, É UM IMPORTANTE PESQUISADOR BRASILEIRO...









Colocamos o tema "Aquecimento Global" para que os profissionais acadêmicos ou graduados em Gestão Ambiental e colegas profissionais da area ambiental, tomem conhecimento que existem outras correntes do pensamento científico, que acreditam e comprovam, como pesquisadores, que expressam fundamentos de caráter prático, que o "aquecimento" seria uma espécie de "corte de energia global", impedindo o crescimento dos paises "emergentes" - China, Brasil, India entre outros. Conforme palestra proferida pelo Prof. Dr. Molion, e segundo nosso entendimento, seria uma espécie de controle planetário dos países desenvolvidos "G7" em manter a sua hegemonia apoiados pela mídia internacional. Fica o nosso principal critério como Gestores Ambientais, a analise deste cenario, como se posicionar diante destas realidades ambientais, coloque seu comentário ou critica após a leitura da entrevista deste renomado pesquisador ocorrida no CREA/RJ, e posteriormente aqui na FATEC/SP. Será um ótimo exercicio porque certamente em algum momento na condição de Gestor Ambiental vão lhe perguntar qual elo das correntes você acredita?




Prof. (Dr.) (PhD) José Carlos Molion – Cientista – Climatologista.
Universidade Federal de alagoas – UFAL

Meteorologista afirma que o aquecimento global causado por ação do homem, difundido nos meios de comunicação de massa, não passa de catastrofismo infundado e sem embasamento científico.O aquecimento global gerado pela ação humana não passa de mito alimentado pela grande mídia e originado em interesses econômicos. A afirmação foi feita por Carlos Molion, doutor em Meteorologia e professor da Universidade Federal de Alagoas, em palestra realizada no Crea-RJ, em 26 de março, organizada pela Câmara de Agronomia (CEAgro). Segundo Molion, na verdade, o planeta estaria ingressando em um processo de resfriamento nos próximos 20 anos. Acontecimentos como o derretimento de calotas polares, por exemplo, não estariam associados ao aumento da temperatura. O meteorologista diz que o transporte de calor é parcialmente controlado por um ciclo lunar de 18,6 anos, que esteve em seu máximo
em 2005-2007 e voltará a ocorrer entre 2024-2026. O pesquisador é categórico ao dizer que por mais que emita CO2 (gás carbônico) na atmosfera, a humanidade não é capaz de elevar a temperatura do planeta. Porém, segundo ele, isso não significa que a ação do homem seja completamente inofensiva. Na verdade, ela interfere sobre o meio ambiente e o clima local, afetando a qualidade de vida em muitas cidades do planeta.

Verdade inventada

Carlos Molion considera que o aquecimento global antropogênico (AGA), difundido nos meios de comunicação de massa, não passa de catastrofismo infundado e sem embasamento científico. “A mídia está impondo uma anestesia, uma verdadeira lavagem cerebral aos cidadãos comuns, que ficam com a impressão de que o homem é o grande vilão. A mídia deveria ser neutra e relatar o conhecimento científico comprovado e suas limitações”, denuncia.
A tese defendida pelo físico e meteorologista está apoiada em três argumentos. O primeiro diz respeito às séries de temperatura média global. Elas não são consideradas representativas porque, nos últimos anos, o número de estações climatométricas foi drasticamente reduzido e aquelas localizadas em cidades sofreram a influência do chamado “efeito ilha de calor urbana”. Com isso, a temperatura de uma cidade
como São Paulo aumenta de 3° a 5°C em relação às vizinhanças. Molion afirma que o aumento da concentração de CO2 não se correlaciona com o aumento de temperatura.
Segundo artigo da revista Nature (n° 462), de 19 de novembro de 2009, após o término da 2ª Guerra Mundial, o consumo de petróleo se acelerou. Entretanto, a temperatura média global diminuiu. Em eras passadas, como as interglaciais (130 mil, 240 mil e 340 mil anos atrás), as temperaturas estiveram 6ºC a 10ºC mais elevadas que as atuais, com concentrações de CO2 muito inferiores às dos dias de hoje.
Em segundo lugar, explica o professor, o gás não seria responsável por aumentar a
temperatura do ar e, sim, o contrário, principalmente devido ao aquecimento dos oceanos, que liberam mais CO2 dissolvido na água do que qualquer atividade industrial, por exemplo. Finalmente, os modelos de clima usados para as “projeções” da temperatura média global nos próximos 100 anos são apontados como incipientes e não
representariam a complexidade de interações dos processos físicos determinantes do clima. • (J.M)

Revista do Crea-RJ • Maio/Junho de 2010
meio ambiente

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11 DE SETEMBRO – DIA NACIONAL DO CERRADO BRASILEIRO

“O bioma abriga pelo menos 10 mil tipos diferentes de plantas.”

Os mais de 50 mil focos de incêndio registrados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) entre janeiro e agosto tornaram o Brasil líder mundial em queimadas e distribuíram prejuízos ambientais e econômicos. O Cerrado foi especialmente afetado, afinal, 22 mil focos (44% do total) no período ocorreram apenas no Mato Grosso, Tocantins e Goiás – três dos oito estados alcançados pelo bioma. Conforme o Inpe, a quase totalidade dos incêndios se deve à limpeza de pastos, preparação da terra para cultivos, desmatamentos, colheita manual de cana e vandalismo. Esses dados oficiais agravam a situação do segundo maior bioma brasileiro, que já perdeu metade da vegetação original e vê seus remanescentes sofrerem com alto grau de fragmentação, ou seja, as parcelas de florestas, campos e outras formações naturais que sobrevivem estão cada vez menores e mais isoladas entre si. Isso prejudica a conservação de animais e de plantas com importância ecológica e econômica e até a saúde de nascentes, rios e córregos fundamentais para o abastecimento público de água, geração de energia e manutenção do agronegócio. Três das maiores bacias hidrográficas da América Latina nascem em porções elevadas do Cerrado, as dos rios Tocantins, São Francisco e da Prata. Conforme o professor e vice-diretor do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB), Donald Sawyer, cerca de nove em cada dez brasileiros consomem energia gerada com águas do Cerrado, cujo dia nacional é 11 de setembro. Todavia, desde 2002 pelo menos 14.200 quilômetros quadrados de Cerrado são desmatados todo ano, principalmente para a expansão desordenada da agricultura e da pecuária e para a produção de carvão. Essas perdas tornam as emissões anuais de gases de efeito estufa do bioma semelhantes às oriundas do desmatamento da Amazônia, e levaram o governo brasileiro a incluir o Cerrado no plano nacional sobre mudanças do clima, projetando reduzir em 40% seu desmatamento até 2012. A situação do bioma se complica pela ampla possibilidade de desmatamento legal em propriedades rurais. No Cerrado, a legislação permite a derrubada de oito em cada dez hectares, enquanto que na Amazônia o índice é exatamente o contrário, apenas dois em cada dez hectares podem ser desmatados. Além disso, somente 7,5% dos mais de dois milhões de quilômetros quadrados do Cerrado estão em Unidades de Conservação (UCs), e a maioria de uso sustentável, como áreas de proteção ambiental (APAs). Áreas de proteção integral ainda são poucas, como os parques nacionais Grande Sertão Veredas (84.000 ha), da Chapada dos Guimarães (33.000 ha), da Chapada dos Veadeiros (60.000 ha), de Brasília (28.000 ha), da Serra da Canastra (71.525 ha) e das Emas (131.832 ha). Recentemente, os dois últimos foram quase que totalmente queimados. Ainda visto como vegetação de pouco valor que pode ser eliminada para dar espaço ao desenvolvimento, o Cerrado é uma das 35 regiões prioritárias para a conservação da Rede WWF. Afinal, estima-se que ele abrigue dez mil espécies de plantas diferentes (muitas usadas na produção de cortiça, fibras, óleos, artesanato, além do uso medicinal e alimentício), 759 espécies de aves, 180 espécies de répteis, 195 de mamíferos – incluindo 30 tipos de morcegos. E o número de insetos é surpreendente. Só no Distrito Federal há 90 espécies de cupins, mil espécies de borboletas e 500 tipos de abelhas e vespas. Para o WWF-Brasil, as principais causas da degradação do Cerrado podem ser contidas com ações como o maior controle do poder público nos processos de licenciamento e na fiscalização. Além disso, é preciso promover uma nova visão da economia nas propriedades rurais, incluindo agropecuária, atividades florestais e compensação por serviços ecológicos.
“Os esforços do governo no monitoramento e controle do desmatamento da Amazônia são louváveis. Esses esforços devem ser expandidos e fortalecidos em todos os biomas, e urgentemente para o Cerrado. Valorizar, estudar e proteger a nossa diversidade biológica e paisagens naturais é estratégico para o país”, afirmou Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil. “Reconhecemos a importância da produção no Cerrado para o Brasil, mas essas atividades econômicas devem estar atreladas ao cumprimento da legislação ambiental e avançar em práticas que protejam a água e o solo, por exemplo. Além disso, é necessário aumentar a eficiência da produção e do uso da infraestrutura para reduzir a pressão sobre os remanescentes do Cerrado”, comentou o coordenador do Programa Cerrado-Pantanal do WWF-Brasil, Michael Becker. Já aprovada no Senado, uma proposta de emenda constitucional que dá status de patrimônio natural brasileiro ao Cerrado e à Caatinga aguarda análise da Câmara dos Deputados. A medida deve reforçar políticas de preservação e recuperação dos dois biomas. Já são patrimônios naturais do país a Mata Atlântica, o Pantanal, a Amazônia, a Serra do Mar e a Zona Costeira.

FONTE - WWF – BRASIL
Texto: Aldem Bourscheit
Foto:  Luis Fernandes.


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CETESB/SEMA - ELEIÇÃO DO CONSEMA/SP – UM DIA ESPECIAL E HISTÓRICO PARA À GESTÃO AMBIENTAL.




Este sem duvida alguma foi um dia especial e histórico para a Gestão Ambiental, sem perceber o colega Gestor Ambiental Renato Morgado que representa a instituição de Piracicaba IMAFLORA, assumiu a postura de  Gestor Ambiental dentro da sua melhor essência. E fato que ele não percebeu a sua ação, pois é natural da vocação e posterior conhecimento que desenvolveu no CAMPUS da ESALQ em sua graduação. Para que os colegas Gestores Ambientais e colegas profissionais que circundam o conhecimento na área social e ambiental possam entender a importância dada pela APGAM ao fato. Neste dia 09/09/2010 aconteceu as eleições do Conselho Estadual do Meio Ambiente – CONSEMA – SP, e este “Conselho” é uma instância de formulação e decisão da “Política Ambiental no Estado de São Paulo”. Em especial para à Associação Paulista dos Gestores Ambientais - APGAM , a nossa presença nesta eleição de Conselheiros de varias partes do Estado de São Paulo, é realmente seu espaço de atuação estadual, porém estávamos representando por “Procuração” a entidade - Associação e Centro de Pesquisa Ecológicas de Ubarana – ACEPEUB – dirigida pelo Engo. Gilberto Freitas, Bacia Hidrográfica do Baixo Tietê, somente esta ação de participar e buscar titularidade ou suplência dentro deste importante  “Conselho” já denotava para nós a introdução ativa do Gestor Ambiental neste processo de participação junto as bacias hidrográficas de São Paulo. A postura do colega Gestor Ambiental Renato Morgado após a intervenção de outro colega para organizar-mos o processo eleitoral de acordo ao que foi estipulado nos “Termos do Processo Eletivo”. O colega GA. Renato, posterior a fala tumultuada de alguns colegas, inclusive natural no processo democrático, solicitou para que todos tomassem assentos e que não seria candidato, mas gostaria de fazer parte da comissão organizadora da eleição, e já  posicionou em candidatar-se “Presidente da Mesa”, e foi rapidamente eleito por todos, e com ajuda da maioria dos presentes organizou e propôs encaminhamentos atendendo de forma pratica o  processo eletivo, o tumulto democrático inicial a busca de titular e suplente esvaziou-se, porque todos perceberam com o dialogo mais estratégico na composição das “Chapas” o estado de São Paulo em seu “Conselho de Meio Ambiente” poderia ter uma representação mais heterogenia distribuindo a Titularidade e Suplência no Conselho entre outras Bacias Hidrográficas importantes, as vezes esquecidas pela concentração de representantes somente da orbita da Capital de São Paulo, algo comentado pelos participantes. Sobre a Presidência do colega Gestor Ambiental Renato Morgado a votação transcorreu de forma serena, contemplando um numero a maior de Bacias Hidrográficas representadas, mas o fato importante e histórico para os acadêmicos e profissionais de Gestão Ambiental que foi pela primeira vez   que um Gestor Ambiental presidiu a eleição do CONSEMA – Conselho Estadual de Meio Ambiente de São Paulo, nas dependências da CETESB. E sem duvida alguma foi a primeira vez que ao “bater palmas” para um Presidente de Mesa em eventos ambientais, que tinha o sobrenome GESTOR AMBIENTAL. – E temos que agradecer ao colegas profissionais de outras graduações e Instituições por esta oportunidade. Temos de fato ser determinados e se utilizar da política de relacionamentos a favor das ações eticamente corretas, o nosso famoso “encaixe profissional” aconteceu porque a nossa ferramenta básica foi o dialogo, o diagnóstico preciso, à  ação fugaz, e a análise de resultado. São equações simples que resultam o reconhecimento esperado pela Gestão Ambiental. Sucesso aos novos Conselheiros do CONSEMA/SP.


Texto: Ga. Ramos – Dir. APGAM.
Foto: Conselheiros que vão representar todo o "Terceiro Setor" e Sociedade Civil nos direcionamentos e ações ambientais do Estado de São Paulo.
Foto 2: Ga. Ramos - Votando por indicação da ACEPEUB - Bacia Hidrográfica do Baixo Tietê.

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Colegas Gestores Ambientais já formados na EACH/USP, contando um pouco da suas experiências profissionais, a luta pela busca do primeiro emprego, ansiedades, angustias, duvidas ,pesquisas e outras ações importantes para o aperfeiçoamento profissional. Um dialogo produtivo, mas ficou a certeza que devemos sucudir a poeira da pós-formatura e colocar de fato o "Bloco na rua", freguentar palestras, falar com amigos ja formados e suas experiência colaborativas e amassar o "famoso barro". Ficar sempre atento as novas graduações e especialidades dentro da órbita da área ambiental.  Texto e foto: Ramos

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PROGRAMAÇÃO: SEMANA DE GESTÃO AMBIENTAL - EACH/USP

31 de agosto


09h às 11h30: ABERTURA
Nilo Sérgio de Melo Diniz
Diretor do Departamento de Apoio ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA)
palestra "CONAMA: História, Avanços e Desafios"

14h às 18h: OFICINAS E MINI-CURSOS
*Graffite* (14h às 16h)
*Trilha ecológica (16h às 18h)
*Trânsito Seguro e Meio Ambiente saudável* (14h às 17h)

19h às 21h30: MESA 1 - Aplicação da Políticas de Resíduos na cidade de São Paulo
- Luis Paulo Sirvinskas
Promotor de Justiça Criminal-SP e doutor em Direito Ambiental
- Patrícia Faga Iglecias Lemos
Prof. Dra. em Direito Ambiental e advogada e consultora nas áreas ambiental e civil

01 de setembro
= 09h às 11h30: MESA 2 - Mudanças Climáticas e Perspectivas de ação
- Myanna Lahsenm
Cientista política da área de mudanças ambientais e cultura e pesquisadora do INPE
- Rubens Harry Born
Conselho Internacional brasileiro da Campanha Global de Ações pelo Clima pela ONG TicTac
- Patrícia do Pinho
INPE

14h às 16h: Apresentações de trabalhos de GA

16h às 17h: Bate-papo com ex-alunos do curso

17h às 18h: Debates da profissão e do curso
representante APGAM (Associação Paulista de Gestores Ambientais)
representante CONEGeA (Conselho Nacional de Estudantes de Gestão Ambiental)

14h às 18h: Bazar de Trocas

19h às 21h30: MESA 3 - Instrumentos de mercado para a conservação florestal: um olhar das ONGs ambientalistas
Rodrigo Junqueira
Engenheiro agrônomo e Coordenador Adjunto do Programa Xingu do Instituto Socioambiental (ISA).
Mariano Cenamo
Secretário Executivo do IDESA e pesquisador na área de Recursos Florestais e Manejo Florestal
Mauricio Voívodic
Engenheiro florestal e coordenador pleno de certificação florestal do IMAFLORA

02 de setembro

09h às 11h30: MESA 4 - Efeitos da Poluição Atmosférica na saúde
Paulo Saldiva
Médico do Hospital das Clínicas, membro do Comitê Científico Harvard/Ambient Particle Health Effects e membro do comite da OMS dos novos padrões de qualidade do ar
João Vicente de Assunção
Professor Titular e Chefe do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública
Maria Helena Martins
Gerente de Análise do Ar da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB)

14h às 15h20: Palestra "O contexto das Negociações Climáticas Mundiais e a Importância do Terceiro Setor" ONG 350.org e grupo de estudos "Clima e Desenvolvimento" da USP

15h20 às 18h: Cinema - filme "Da servidão moderna"

19h às 20h: ENCERRAMENTO
Prof. Dr. Luiz Carlos Beduschi

20h às 21h: banda Disco Nexo

21h às 22h: grupo Br4

foto: Jorge Maruta - Jornal da USP
Texto: Coordenação "Semana de Gestão Ambiental"

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O GESTOR AMBIENTAL E A MULTIDISCIPLINARIDADE.
A visão multidisciplinar e a diversidade cultural devem ser consideradas na hora de transmitir conhecimento em assuntos de meio ambiente.

A gestão ambiental é um tema novo para as Prefeituras e para as empresas. A contratação desse profissional não deve se pautar apenas por uma indicação política ou a contratação de um recém-formado na área. A diversidade cultural e a visão multidisciplinar do gestor ambiental é o fator mais importante na hora de contratar ou desenvolver um programa ambiental e isso serve para prefeituras e empresas. Todos os programas de meio ambiente, sejam quais forem, precisam ter uma abrangência multidisciplinar do problema. Ou seja, o profissional responsável que irá implantar um programa ou desenvolver um estudo específico deve ter uma visão do todo, deve se posicionar de forma holística em relação ao projeto. E visão holística, multidisciplinar e diversidade cultural são fatores intrínsecos a qualquer atividade na área de meio ambiente.
Vamos a um exemplo prático: uma determinada indústria deseja implantar um programa de coleta seletiva. Para isso, determina entre os seus funcionários quem irá coordenar a ação. Este funcionário, a rigor, deverá planejar e implantar o treinamento dos funcionários; se possível, criar uma comissão ambiental; disponibilizar as lixeiras adequadas; disponibilizar local para armazenar os resíduos; verificar quem fará a coleta desses resíduos; apresentar números do programa para a empresa e sempre buscar novidades para divulgar para os colegas de trabalho para que o programa tenha adesão do maior número possível de pessoas. Pois bem, é aqui que entra a visão multidisciplinar e a diversidade cultural do gestor. Um programa de coleta seletiva não é um fim em si mesmo. A coleta seletiva é parte de um plano de gestão integrada dos resíduos. Antes de implantar a coleta seletiva, o ideal é conhecer a classificação dos lixos gerados pela empresa. Para onde são destinados, quem coleta e pra onde leva. Além desses dados, quais as quantidades geradas, como é feito o controle desses resíduos pela empresa e como se dá a prestação de contas para os órgãos ambientais do Estado e local. Antes de elaborar o treinamento dos funcionários, é fundamental que estas questões estejam bem definidas. Uma empresa tem, entre os seus resíduos, na maioria das vezes: pneus, lâmpadas, pilhas e baterias, podas de arvores, entulho provenientes de reformas, graxa, óleo de cozinha, óleo combustível, papeis e embalagens em geral, entre outros. Às vezes, pode gerar produtos químicos contaminantes que devem ser transportados para o destino final adequado. Tudo isso, com prestação de contas de quem controla a entrada e saída na empresa e principalmente da empresa que efetua a coleta desses resíduos. A transportadora deve ser cadastrada e autorizada para este serviço. Outra questão que não pode ser negligenciada é pensar no público interno, visitantes e principalmente na comunidade vizinha à empresa. Como é o bairro onde a empresa está inserida? Tem rios próximos? Como é a limpeza na cidade? Tem coleta seletiva? Tem cooperativa para doar os recicláveis? Existe um órgão de meio ambiente na cidade? Como a empresa poderá buscar uma parceria com este órgão? A relação da empresa com a Prefeitura é boa? E por aí vai...

Antes de iniciar qualquer ação em meio ambiente, o mais importante é a educação ambiental dos envolvidos. A conscientização daqueles que serão os multiplicadores, os atores principais nas ações da empresa ou do município para que um determinado programa ambiental tenha o resultado esperado.
Para isso, é importante que o profissional encarregado deste serviço seja competente e tenha experiência necessária para entender que um “simples” programa de coleta seletiva está muito além das lixeiras coloridas. Essa é a importância de consultar um profissional com visão multidisciplinar. E ficar seguro com os resultados.

Jetro Menezes, 42 anos, Gestor Ambiental e Diretor de Meio Ambiente de Franco da Rocha/SP. Conselho Fiscal da Associação Paulista dos Gestores Ambientais - APGAM


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Rally dos Sertões deixa rastro de solidariedade 



No dia 14 de agosto foi encerrada mais uma participação da ação social desta 18ª edição do Rally dos Sertões. A despedida ocorreu em grande estilo, com trabalhos de cunho sustentável na cidade de Aparecida do Tocantins, que ao lado de São Félix do Jalapão, recebe os benefícios levados com a competição. Por conta de estar localizada em uma região de difícil acesso, a cidade comemorou a ida dos projetos sociais desenvolvidos pelo Instituto Brasil Solidário. Logo cedo, um grande desfile de motos e carros abriu as portas do trabalho com toda a comunidade.O Colégio Municipal Luza Machado de Miranda recebeu uma biblioteca completa, além de instruções sobre a montagem de horta escolar e arborização. Mais uma vez, a Sala Sustentável teve ampla aceitação, além de um dia intenso na área médica, com diversos atendimentos e palestras. Após os atendimentos, a população, munida de receita médica, pôde ter acesso aos remédios prescritos anteriormente. Todas as escolas que receberam os programas foram equipadas com dois computadores e equipamentos, acesso a internet, projetos de redação e escrita, material esportivo, câmeras digitais, workshops diversos, oficinas de artes, teatro e jornal, além dos atendimentos em saúde.“Finalizamos com chave de ouro esta ação de dez anos. Aqui em Aparecida tudo foi muito intenso e bem aproveitado, tanto pelo IBS como pela população. A cidade em especial esperava por esta oportunidade, foram mais de 15 horas de trabalhos e comemorações. Estou muito orgulhoso e feliz com os resultados deste ano” – finalizou Luis Salvatore, do IBS.

Confira abaixo os números do dia:
Atendimentos oftalmológicos: 98
Prescrição de óculos: 57
Atendimentos médicos: 27, incluindo 15 eletrocardiogramas
Atendimentos ginecológicos: 24
Atendimentos odontológicos: 28
Atendimentos dermatológicos: 52, incluindo 4 procedimentos cirúrgicos
Kits Escolares para alunos: 940
Pelo décimo ano consecutivo, a ação social do Rally dos Sertões agradece
pela oportunidade de continuar levando atividades sustentáveis pelo Brasil
e comemora mais uma edição de sucesso.


Foto: site oficial do Rally dos Sertões.
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Prof. Dr. Luiz Carlos Beduschi Filho
Universidade de São Paulo (USP)
Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH)

Atual coordenador do curso de Gestão Ambiental da EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades) da USP (Universidade de São Paulo), Luiz Carlos Beduschi Filho conversa com o Blog da APGAM, antes de proferir sua palestra na 1ª CPGA (Conferência Paulista dos Gestores Ambientais), realizada no Anfiteatro da Unifesp de Guarulhos. O Prof. Dr. Luiz Carlos Beduschi Filho, que leciona disciplinas de Sociedade, Meio Ambiente, Cidadania e de Educação Ambiental, (desde 2007), dá sua opinião sobre os mais diversos assuntos envolvendo a profissão de gestor ambiental, a regulamentação da ocupação, o mercado de trabalho, educação ambiental, as mudanças propostas na grade horária, etc. O engenheiro agrônomo, formado pela ESALQ (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), entende que o debate sobre questões ambientais no país encontra-se em um estágio “pasteurizado” e que estes temas merecem mais profundidade. O coordenador afirma que o crescimento de profissionais nas áreas verdes, ou, o chamado “ecomercado” onde estão as profissões mais “amigáveis” do meio ambiente, servem de hipótese para explicar a forte influência que a oferta maior de emprego e renda aos gestores ambientais, gera na discussão da regulamentação profissional. Ainda sobre o tema central da 1ª CGPA, Beduschi aponta que o profissional da gestão ambiental tem de “passear pelas áreas de conhecimento, desde as ciências da vida e da terra até as ciências do homem e da sociedade”. Para o coordenador, o gestor deve liderar a equipe, junto de outras áreas, para que o trabalho coletivo possa produzir resultados consistentes em relação a temáticas ambientais. Já, quando perguntado a respeito de educação ambiental, o Prof° Dr. Luiz Beduschi afirma que a política nacional sobre o assunto compartilha a responsabilidade pelas ações com as comunidades, adotando um princípio de autonomia que é muito salutar. Ele acha que ONG´s, Movimentos Sociais e Governos locais podem colaborar como indutores nos espaços construídos pela sociedade. Para o engenheiro agrônomo, a educação ambiental pode ser uma “reflexão dos seres humanos sobre si próprios, em que as pessoas tem de entender o local onde vivem e contribuir, com ações concretas, para a construção do mundo em que gostariam de viver”.
“Educação Ambiental não precisa necessariamente falar de uma natureza intacta”. Na opinião de nosso entrevistado, a questão política deve ser associada à ambiental como no caso dos recursos hídricos da Bacia do Alto do Rio Tietê, assunto amplamente discutido na Conferência. Para o engenheiro agrônomo, a sociedade deve enfrentar o desafio da melhoria dos recursos hídricos, sabendo que existe um grupo de interesses políticos em jogo e de que no debate há possibilidades de articulações emergirem. Sobre os desafios a serem enfrentados no início da gestão na EACH-USP, o coordenador entende que o processo de avaliação do curso, que se iniciou na gestão do anterior coordenador, deve ser feito com muito empenho por todos os envolvidos, afirmando ainda que o ensino da gestão ambiental tem de ser visto por dois diferentes aspectos: interno (qual a grade horária, o caminho que o aluno percorre e suas dificuldades) e externo (aonde os alunos trabalham, quais os níveis de remuneração, se as empresas, governos e ong´s, que oferecem estágios). Segundo Beduschi, discussões como as feitas durante a conferência são importantes para a construção social da profissão de gestor ambiental, já que o processo não pode ser feito apenas por decretos, conselhos, etc. Do ponto de vista legal, a negociação com conselhos sobre a regulamentação profissional também se torna fundamental para a segurança dos alunos e, principalmente, da sociedade. Por fim, o professor diz acreditar que a profissão de Gestor Ambiental é uma daquelas que terá um papel fundamental na construção de um mundo melhor, e que o campo de trabalho tende a se expandir e acolher aqueles profissionais bem formados e comprometidos.

Por Felipe Giersztajn, jornalista da TV Neolar


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IBS segue para mais um Rally dos Sertões

Esta tudo pronto para mais uma etapa do Rally dos Sertões, aparentemente ficamos preocupados pelos impactos produzidos por uma quantidade de veículos passando por biomas, e as vezes exclusivos das regiões, importantes para o Ecossistema. A forma de realizar a competição e de causar o menor impacto possível, é a participação do Instituto Brasil Solidário, onde profissionais da área ambiental analisam o trajeto da Rally com imensa antecedência, diagnosticando em todas as orbitas de sustentabilidade, inclusive operando posteriormente a passagem do Rally, ações sociais e ambientais, em projetos já existentes ou identificando novas ações para a melhoria das regiões, as vezes esquecidas pelo poder publico. E a Associação Paulista dos Gestores ambientais – APGAM conta com a participação do nosso Diretor de Participação e Parcerias – GA. Valter Lima, prestando serviço efetivo para o Instituto Brasil Solidário alguns anos, nesta cruzada de proteção ambiental e desenvolvimento social por este sertão de todos nós brasileiros. Ter alguns Gestores Ambientais neste evento Internacional de Rally , enfatiza ainda mais a responsabilidade que adquirimos perante a sociedade e opinião publica, sempre dentro dos parâmetros: Precaução, Conservação e Preservação. Releese – Informativo eletrônico
Começa no dia 10 de agosto, em Goiânia, a 18ª edição do Rally Internacional dos Sertões. Mas a ação social da maior competição off road brasileira, desenvolvida pelo Instituto Brasil Solidário há dez anos, terá início com dois dias de antecedência nas cidades de Caldas Novas e Rio Quente (GO). O Programa de Desenvolvimento Sustentável da Escola realiza suas atividades até o dia 14 do mesmo mês, finalizando na cidade de Aparecida do Rio Negro, no Tocantins, após ter beneficiado também escolas públicas de Trindade - município próximo à Goiânia (GO) -, Alto Paraíso de Goiás e uma comunidade rural na estrada que liga a cidade de Dianópolis a Ponte Alta (TO). Mais uma etapa do programa Amigos do Planeta na Escola, patrocinado pela Casas Bahia, segue logo após a ação social do Rally dos Sertões. Os profissionais de Saúde, Meio Ambiente, Educação e Artes continuam na estrada e atenderão as cidades de Balsas, no Maranhão, e Crateús, no Ceará. Vila Canudos: Meio Ambiente é destaque . O projeto ambiental batizado de “Vila Canudos”, que está sendo desenvolvido pelo IBS em Canudos Velho (BA), já serve como exemplo a outras cidades próximas ao município. Canudos Velho, localizado em região da caatinga, conta com viveiro, horta e práticas sustentáveis, mantidas pelos próprios moradores, e que rendem tanto para a subsistência quanto geração de renda com o comércio local.

Texto: GA. Ramos/ Releese: Informativo eletrônico – Rally dos Sertões
Foto: Revista Racing.

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Os produtos brasileiros são os que usam menos apelos em suas embalagens para demonstrar ao consumidor sua preocupação ambiental. Comparado a outros países, o Brasil é o país que apresenta a menor média de apelos ecológicos por produto, 1,8 por produto, enquanto os Estados Unidos lideram o ranking uma média de 2,3 apelos por produto. Ainda assim, a prática é frequente no país, pois 90% de todos os apelos encontrados nos produtos cometem pelo menos um dos pecados da rotulagem ambiental. Os dados divulgados são o resultado da pesquisa Greenwashing no Brasil, um estudo sobre os apelos ambientais nos rótulos dos produtos, realizado pela Market Analysis dando continuação no Brasil da pesquisa realiza pela TerraChoice em quatro outros países: EUA, Canadá, Reino Unido e Austrália. Para quem não conhece o termo na língua inglesa greenwashing é empregado para designar um procedimento de marketing utilizado por uma organização com o objetivo de prover uma imagem ecologicamente responsável dos seus produtos ou serviços. As pesquisas realizadas buscaram não apenas descrever, mas principalmente entender e quantificar o crescimento no mercado do “greenwashing” ou “maquiagem verde” como também é conhecido. Através dos padrões observados, os apelos que apresentavam menções falsas ou duvidosas foram classificados em sete categorias (pecados do custo ambiental camuflado, pecado da falta de prova, pecado da incerteza, pecado ao culto a falsos rótulos, pecado da irrelevância, pecado do “menos pior” e o pecado da mentira), chamadas de “os sete pecados da rotulagem ambiental”. Entre as 15 lojas visitadas no Brasil, foram encontrados 501 produtos de várias categorias que juntos somam um total de 887 apelos ecológicos. Comparando o Brasil à média dos outros países pesquisados, enquanto nos outros países há forte presença do pecado do custo ambiental camuflado (40%), aqui o pecado da incerteza (quando uma declaração é tão pobre ou abrangente que seu real significado pode não ser compreendido pelo consumidor) prevalece sobre os demais cometidos (46%) e é percebido em 55% de todos os produtos verificados que contém apelos ecológicos. No entanto, comparando o Brasil aos outros países pesquisados o percentual em relação ao total de pecados é significativamente maior, mas se visto em relação ao total de produtos que apresentam o Pecado da Incerteza, o percentual entre os diferentes países é similar, sobressaindo o Reino Unido com 62%. Um exemplo muito comum do pecado da incerteza encontrado nas embalagens dos produtos são os termos e expressões “Verde”, “Amigo do Meio Ambiente”, “Ecologicamente Correto” e outras variações de terminologia que quando não possuem explicação geram dúvidas e acabam sem significado. É interessante notar que nos apelos apresentados de forma escrita nas embalagens dos produtos brasileiros, a preocupação com a reciclagem do produto ou sua embalagem é a que aparece com maior intensidade. No que se refere à simbologia, o pecado da incerteza também está presente em dois símbolos bastante utilizados (ver abaixo) que apesar de sua similaridade, possuem significados diferentes. Alguns são aplicados de maneira correta de acordo com a ISO 14021, mas nem sempre o consumidor conhece as regras por trás da simbologia, fazendo-se necessária a presença de uma explicação a fim de não confundir a mente do consumidor. O símbolo da direita, o Mobious Loop, por exemplo, significa que o produto é feito de material reciclado. Mas, o produto é feito de material reciclado ou a embalagem? É 100% composto de material reciclado ou a porcentagem é menor?
Os consumidores do mundo inteiro estão preocupados com os impactos dos produtos que consomem e a procura por produtos considerados ecologicamente corretos vem crescendo nos últimos anos, o que estimulou principalmente as empresas a aproveitar o momento para associar seus produtos a atribuições ambientalmente responsáveis para não terem sua imagem manchada perante a opinião pública. Em muitas embalagens os apelos utilizados pelas empresas podem ser considerados duvidosos e dependendo do caso, inclusive oportunistas, sem critérios claros que respaldem suas pretensões ambientalistas, ou, ainda, através da apresentação de símbolos e apelos visuais que podem induzir o consumidor a conclusões erradas sobre o produto ou serviço que deseja comprar.
Com a utilização apenas de exemplos corriqueiros mencionados fica claro que é imprescindível que o consumidor esteja atento na hora da decisão da compra, na hora de avaliar o aspecto sustentável de cada empresa e como esta se relaciona com os recursos naturais e principalmente que saiba interpretar o que a embalagem diz, só desta maneira, o consumidor fará com que as empresas passem a colocar nos seus produtos apenas informações verdadeiras e fundamentadas de forma de clara e precisa.

Ficha técnica:

Brasil
Estudo Greenwashing – Os sete pecados da rotulagem ambiental pela Market Analysis realizado em 15 lojas com 501 produtos entre os dias 13 de fevereiro e 02 de março de 2010 seguindo o padrão metodológico descrito e disponibilizado no relatório “The Seven Sins of Greenwashing” desenvolvido pela TerraChoice.

Outros países
Pesquisa realizada em 40 lojas com 4705 produtos entre Novembro de 2008 a Janeiro de 2009, nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Austrália. Todos os direitos reservados a TerraChoice Environmental Marketing Inc. – www.sinsofgreenwashing.org

Texto: Thayse K. Neves


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SEMPRE TIVE INTERÊSSE NA ÁREA AMBIENTAL!


Aline Guarizo, 20 anos Tecnóloga em Gestão Ambiental. Suzano-SP

Assim que terminei o ensino médio em 2006, logo eu queria entrar na faculdade para continuar a estudar, coisa da qual sempre gostei, mas não sabia ao certo o que eu queria cursar, apesar de que sempre tive interesse na área ambiental. Foi então que no início de 2008 comecei a cursar Gestão Ambiental na Universidade de Mogi das Cruzes, no começo não sabia ao certo se estava no caminho do qual queria seguir, nem tão pouco o que seria um profissional formado em Gestão Ambiental. Após o primeiro semestre cursado tive a oportunidade de ter feito biologia na Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde ganhei uma bolsa de estudos, ai então me fez parar, e pensar e ver o que eu realmente queria era continuar pelo mesmo caminho na Gestão Ambiental. Caminho do qual me trouxe anseios e ensejos dos quais me fizeram compreender que para ser um Gestor Ambiental é necessário ser consciente sobre seu papel na sociedade e sobre sua responsabilidade ambiental. No segundo semestre do curso entrei para o grupo de voluntariado da SOS Mata Atlântica, que me ajudou muito a me encontrar, e ver o quanto este tipo de trabalho é importante e prazeroso. No quarto semestre final do curso obtive conhecimento sobre a formulação de um protocolo que estava em processo de construção participativa, o Protocolo em Defesa da Recuperação da Qualidade Socioambiental da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê Cabeceiras, um documento com metas de curto a longo prazo, que tem como objetivo buscar a sustentabilidade socioambiental da região do Alto Tietê Cabeceiras, do qual fui convidada para participar como voluntária junto ao grupo que se formou em dezembro de 2009. Por meio da câmara técnica de Educação Ambiental do SCBH-ATC foi realizado para o grupo um curso teórico e prático de Educação Ambiental e Voluntariado para a Gestão de Recursos Hídricos; no período de realização deste curso foi criado um forte laço entre os voluntários, que me permitiu aprender com cada um do grupo, trocar e compartilhar experiências incríveis das quais foram possível um crescimento interior como profissional e como pessoa. O potencial transformador do grupo me despertou ainda mais o impulso solidário, a vontade de agir, de transformar e de lutar pela causa que acredito. O curso foi finalizado 18 de julho/2010 e motivou o grupo engajado, participante e consciente ao compromisso de continuar com projetos e ações permanentes. Estamos em processo de elaboração de projetos que buscam a transformação da realidade de degradação em nossa bacia, e também em busca de 10 mil assinaturas para a “Carta Aberta” que será entregue aos órgãos públicos e entidades em setembro/2010. Através dessa atividade como voluntária conheci pessoas incríveis e consolidei grandes amizades, aprendi muito e percebi que há muito ainda o que aprender, tenho planos de continuar meus estudos na área buscando assim minha realização vocacional e pessoal. Participar do grupo de voluntários em recuperação da Qualidade Socioambiental do Tietê Cabeceiras é encantador, e uma experiência única da qual me levou a ter consciência dos problemas ao se enfrentar com a realidade que me leva a luta por um ideal e comprometimento com uma causa.

Texto e Foto: GA. Aline Guarizo

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Voluntariado uma experiência unica.

Mariana Nakashima, 21 anos, Tecnóloga em Gestão Ambiental.

Desde minha infância, assuntos e problemas ambientais me chamavam a atenção. O anseio de adquirir conhecimento e contribuir de alguma forma com as causas ambientais, me levou ao curso de Tecnologia em Gestão Ambiental na Universidade de Mogi das Cruzes.
O curso fez com que eu ampliasse minhas visões, e começasse a pensar no meio ambiente como um todo e sempre inter-relacionando com outras áreas de conhecimento. Obtive experiência em Gestão Ambiental, estagiando na Cytec Especialidades Químicas, indústria química na região da Suzano, onde atuei no gerenciamento de resíduos sólidos, licenciamento ambiental, e programas de saúde, segurança e meio ambiente. Concomitantemente, participei de ações junto a ONG Biobrás e ao Coletivo Jovem de Meio Ambiente, onde comecei a ter mais contato com pessoas engajadas e iniciativas na área. Logo após iniciei o curso de Engenharia Ambiental na Universidade Braz Cubas para complementar meus estudos. Atualmente estagio na área de educação ambiental, área que considero de suma importância para a disseminação de práticas que visem a sustentabilidade e a diminuição de impactos que nossas atividades venha a ter no meio em que vivemos. Com os contatos adquiridos, fui convidada para participar do programa de voluntariado do Protocolo na defesa da qualidade socioambiental da bacia hidrográfica do Alto Tietê Cabeceiras. Éramos responsáveis pela realização de uma pesquisa sobre a percepção ambiental na região do Alto Tietê com o objetivo de desenvolver um documento de acordo com a realidade da população; o qual nos proporcionou o curso de Educação Ambiental e Voluntariado para a Gestão de Recursos Hídricos. Adquirimos um vasto conhecimento a partir de conteúdos teóricos e práticos, além de visitar lugares maravilhosos onde foram realizadas as etapas desse curso, como o Parque das Neblinas em Taiaçupeba, Parque Itatiaia em Minas Gerais, e em alguns pontos da cidade de Salesópolis. Foi muito valioso, pois foi possível conhecer e fortalecer o grupo de voluntários, trocar experiências e também fazer boas amizades. O curso nos motivou à realização de mais trabalhos como: visitas em pontos da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê Cabeceiras para a elaboração de um relatório com os problemas ambientais da região, assim como uma Carta Aberta à Sociedade e um Ato Público alertando a sociedade para a necessidade do cumprimento do Protocolo do Tietê. Mesmo após a conclusão deste curso, continuaremos com essa iniciativa a partir de projetos voltados a ações em prol do Protocolo do Tietê. O voluntariado para mim foi uma experiência única e gratificante, pois além de aprofundar meus conhecimentos na área e conhecer pessoas engajadas que possuem o mesmo objetivo, tive a oportunidade de contribuir para uma causa para o bem comum.

“A responsabilidade social e a preservação ambiental significa um compromisso com a vida.” (João Bosco da Silva)

Texto e foto: Mariana Nakashima

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CARTA ABERTA À SOCIEDADE EM DEFESA DA
RECUPERAÇÃO DA QUALIDADE SOCIOAMBIENTAL
DA BACIA HIDROGRÁFICA DO ALTO TIETÊ CABECEIRAS
“Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que, nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida e com as futuras gerações.”

PREÂMBULO DA CARTA DA TERRA

Nós, VOLUNTÁRIOS DO PROTOCOLO EM DEFESA DA RECUPERAÇÃO DA QUALIDADE SOCIOAMBIENTAL DA BACIA HIDROGRÁFICA DO ALTO TIETÊ CABECEIRAS, reforçamos, enquanto habitantes da Terra, nosso compromisso com toda a vida do Planeta. Nestes tempos em que ouvimos a todo o momento a palavra meio ambiente e sustentabilidade na mídia. Em que cientificamente já
comprovamos a relação do surgimento e/ou o aumento de diversas doenças associadas ao desequilíbrio ambiental. Em que desgraças “naturais” ocorrem e matam tantos seres, humanos e não humanos. Em que a escassez da água potável é anunciada em alto e bom som... Também deveríamos avaliar o empenho da sociedade e do Poder Público em prol da resolução destes conflitos. É tempo de assumir responsabilidades e incorporar nossos sonhos de um mundo melhor, mais justo, mais agradável de viver, para nós humanos e para todos os outros seres que compartilham conosco esta Casa que chamamos de Planeta Terra. Chegamos ao limite de nossa arrogância, ignorância, dominação e acomodação, o qual nos impõe hoje, e não amanhã, a responsabilidade de rever, transformar, reinventar nosso modo de viver. E por acreditar que, apesar da crítica situação em que nos encontramos, ainda somos capazes de sonhar, sentir e amar é que buscamos o apoio e o envolvimento de diferentes grupos formadores da sociedade para fortalecer nossa luta pela qualidade Socioambiental da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê Cabeceiras.Nossa bacia possui uma beleza particular, única. E por suas características, possui também um importante papel na conservação ambiental da região. Grande parte do seu território encontra-se em áreas de proteção de mananciais, seus municípios possuem importantes fragmentos de Mata Atlântica e fazem parte da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo. É importante lembrar que fazemos parte, também, da Região Metropolitana de São Paulo, e por isso temos presentes os conflitos decorrentes dessa grande aglomeração de pessoas, o que resulta em maior demanda por recursos naturais. Esse contexto exige administrações públicas competentes, justas, com foco na sustentabilidade, para compatibilizar os interesses sociais e econômicos e a conservação das características naturais locais, importantes para a qualidade de vida dos cidadãos. Torna-se necessária também uma sociedade civil participativa, sensibilizada e fiscalizadora, que também chame para si a responsabilidade pela sustentabilidade.Durante a construção do Protocolo em Defesa da Qualidade Socioambiental da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê Cabeceiras foi possível diagnosticar a fragilidade ambiental e social em que se encontra nossa região. Diagnosticaram-se, inclusive em saídas a campo, os mais diversos problemas: abastecimento de água precário nas áreas mais afastadas, falta de esgotamento sanitário, disposição inadequada de resíduos sólidos, loteamentos irregulares, construções em áreas de proteção (APR, APA, APP), desmatamento de florestas, deficiência na fiscalização ambiental, falta de recursos humanos e financeiros em departamentos públicos (o que retarda o andamento de diversos processos). Problemas esses que afligem e distanciam o bem-estar e a qualidade de vida da população local, já dramaticamente desinformada e descrente do poder público. O Protocolo é um instrumento político com bases técnicas e populares, construído de forma participativa e democrática. Possui, além do panorama atual, uma série de ações a serem colocadas em prática, divididas em cada eixo temático com metas de curto, médio e longo prazo. Pode ser uma ótima ferramenta para a gestão pública, desde que seja realmente efetivado e não visto apenas como mais um documento, engavetado e esquecido. Muitas destas propostas/ações dependem apenas de vontade política, assim como a nossa qualidade de vida de cada dia também depende de tomadas de decisão. É neste contexto que devemos perceber nosso potencial enquanto cidadãos e cidadãs. Somos indivíduos capazes de transformar realidades. Fomos capazes de trazer estes problemas para o nosso dia a dia, mas também somos capazes de minimizá-los ou eliminá-los. Nesta carta aberta à sociedade tornamos público nosso desejo de que todos os gestores públicos dos municípios do Alto Tietê considerem o Protocolo como um instrumento de apoio à gestão e que reconheçam a legitimidade da construção participativa deste instrumento. Chamamos todos os que sonham e que amam a vida para somar forças ao nosso grupo de voluntários, e para que, cada um dentro das suas possibilidades, também se responsabilize pelas metas elencadas naquele documento. Afinal, o Protocolo dever ser um compromisso de todos. O meio ambiente começa no meio da gente. Deixar sentir o que diz a nossa essência é deixar surgir um ser sustentável que se preocupa e exige mudanças reais, pois em cada um de nós existem sementes de amor, solidariedade e justiça. Basta semeá-las para que brotem.

Mogi das Cruzes, 14 de julho de 2010.

Foto: GA. Ramos


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Encontros Nacional de Estudantes de Gestão Ambiental - ENEGEA

Ano 2006.

É necessário que os cursos de GA promovam uma reflexão crítica do
paradigma vigente. Mas, é interessante que os cursos não tenham uma única
orientação ideológica, e sim, que estimulem e provoquem a reflexão sobre as
diversas perspectivas possíveis, para que os estudantes possam optar por seu
próprio caminho. É importante que os cursos de GA possuam em sua estrutura e grade curricular, atividades interdisciplinares que sejam orientadas para a realidade social do entorno e região. É interessante que, além das pesquisas, diagnósticos e levantamento de dados, essas atividades possam gerar ações práticas que contribuam para a
transformação da realidade.

1ª. Carta do Encontro Nacional de Estudantes de Gestão Ambiental – ENEGEA –

Ano 2007.

15 e 18 de Novembro de 2007, na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP), o evento refletiu o trabalho de um grupo formado por estudantes e profissionais, que desde 2006 vem discutindo a regulamentação profissional da profissão do gesto (a) Ambiental e a organização dos estudantes dos diversos cursos de Gestão Ambiental no Brasil, dando continuidade às discussões do primeiro encontro realizado em agosto de 2005
Para otimização das propostas e dinamização do evento, os participantes foram divididos e produziram encaminhamentos em três eixos principais, sendo eles: Ensino e Grade Curricular, Regulamentação Profissionale Unidade Estudantil.

O II ENEGeA não tem legitimidade e representatividade para formação de uma associação que organize e unifique os estudantes de gestão ambiental em nível nacional, devido a recente discussão a respeito do assunto e a necessidade de integrar mais atores a esse processo. Assim esta criada a Coordenadoria Nacional dos Estudantes de Gestão Ambiental (CONEGeA),

Regulamentação profissional
Para essa temática debateram-se as proposições para regulamentação da profissão, os conselhos existentes e a estrutura jurídica para esse processo de regulamentação, além das diferentes atribuições dos profissionais tecnólogos e bacharéis.
Com o objetivo de discutir as atribuições e atuação profissional do Gestor (a) Ambiental, debater a formação (GT Ensino), criar um Banco de Dados de Profissionais, acompanhar a regulamentação da profissão, propor e intervir sobre o COBAM (Projeto de Lei do Conselho Brasileiro de Ambientalismo).

Ensino e Grade Curricular
Nesse grupo reforçou a complexidade dos debates sobre a formação do profissional em Gestão ambiental, discutiu-se o perfil desejado do formando, as competências e habilidades desejadas, os conteúdos curriculares, a duração dos cursos, a estrutura modular dos cursos, os estágios e atividades complementares e por último e não menos importante a metodologia de ensino.
Essa comissão será composta por dois estudantes por de cada instituição, além da parceira com profissionais e coordenadores de curso.
Terá como objetivo central estudar as diferentes grades (Tecnólogo e Bacharel) e propor diretrizes curriculares para deliberação no III ENEGeA.

Ano 2008

instituições de ensino entre os dias 24 a 27 de Julho de 2008, na
Universidade Federal do Paraná – Setor Litoral

O III ENEGeA orientou as discussões sobre o tema “O Universo Profissional” e teve como objetivo central agregar os estudantes e profissionais de Gestão Ambiental de todo o território brasileiro para troca de experiências e saberes. Com relação às questões profissionais, acadêmicas e culturais. Como objetivos específicos o evento teve:
- Discutir a regulamentação da profissão de Gestor Ambiental;
- Debater a atuação do profissional e o mercado de trabalho;
- Fomentar a organização regional dos estudantes e profissionais de Gestão Ambiental;
- Fomentar a discussão referente às diretrizes curriculares do curso de Gestão Ambiental junto
ao Ministério da Educação (MEC);
- Promover o entendimento e discussão entre associações de classe existentes, sua origem,
princípios e objetivos;
- Fomentar estratégias de divulgação da profissão;
- Elaborar o Regimento do Encontro Nacional de Estudantes de Gestão Ambiental (ENEGeA);
- Debater a organização da Associação Brasileira de Gestão Ambiental (ABRAGeA);
- Elaborar e debater assuntos referentes ao tema e as atividades do IV ENEGeA.

Deliberações:

OBJETIVOS:

Estabelecimento das Diretrizes Básicas do Curso para os que existem e os que virão e seus Projetos Político Pedagógico
Grades Curriculares
Atribuições profissionais
Atuação profissional do Gestor(a) Ambiental
Princípios éticos do Profissional
Debatendo os seguintes pontos (Pano de Fundo)
“Como trabalhar com a diversidade e definir orientações?”
Definição de alguns conceitos fundamentais sobre Gestão Ambiental;
Definição da identidade do Gestor(a) Ambiental;
Incentivar a participação dos profissionais, cursos de Pós-graduação, MEC e associações;
O evento terá caráter de trabalho e de proposição, sendo ao final redigido um documento que ficará como base para as lutas frente ao MEC e conselhos profissionais.


Ano 2009

O Quarto Encontro Nacional dos Estudantes de Gestão Ambiental aconteceu entre os dias 30 de Julho e 02 de Agosto de 2009, nas dependências da Universidade Federal Grande Dourados, cidade de Dourados / MS. Dentre esses temas, pode-se citar a necessidade de identificar e delinear as diretrizes básicas de conteúdo acadêmico que perpassam por todos os diferentes cursos e de detectar as especificidades de cada um. Nessa discussão, há um entendimento de que nossa formação deve ser abrangente e crítica, mas não deve perder o aprofundamento necessário e desejado que permite uma postura construtiva perante a resolução dos conflitos que o egresso se depara ao deixar o ensino e
ingressar no mercado de trabalho. O evento foi dividido em dois momentos distintos de debate e apresentação. O primeiro momento foi caracterizado por uma apresentação do Histórico do Movimento, desde seus primeiros debates no I ENEGeA até o presente momento. Após a apresentação, houve um espaço de aprofundamento sobre dois temas de suma importância: Fórum de Representantes do Curso de Gestão Ambiental e P.L. nº
1.431/07, que regulamenta a Profissão de Gestor Ambiental e cria o Conselho Brasileiro de Ambientalismo (COBAM). Num segundo momento, os presentes se dividiram para constituir dois Grupos de Trabalho (GT): Fórum de Representantes do Curso de Gestão Ambiental, visando, principalmente, deliberar sobre a construção de discussões preparatórias para o próximo Fórum, a ser realizado na UnB e Comunicação intra e inter cursos, visando aprimorar a comunicação entre os participantes do evento, buscar o contato com as instituições ausentes do movimento e preparar as instituições
para o próximo Fórum.

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                                                                 Historico Academico e Profissional

GA. Marcos Vinicius Moreira Borges. (30 anos)
Cheguei ao curso de Gestão Ambiental com um significativo conhecimento na área ambiental. Havia cursado dois anos de oceanografia na UNIVALI, Universidade do Vale do Itajaí – SC, onde entrei em contato com temas como desenvolvimento sustentável e gestão ambiental. Identifiquei-me imediatamente com a necessidade de solucionar a equação: atividades humanas X preservação ambiental. Durante esta minha vivência participei da ONG: V. Ambiental, formada por estudantes de oceanografia e de outras ciências da terra da referida universidade.
Em 2001, tranquei minha matrícula e voltei para São Paulo, mas sabia que logo deveria retomar os estudos e fazer um curso que tivesse em sua grade curricular a Gestão Ambiental. Na época, fiquei sabendo que o SENAC oferecia um curso de graduação/tecnologia em Gestão Ambiental e não tinha conhecimento de outra instituição conceituada que oferecia o mesmo curso. Em 2002 comecei o curso. Já no primeiro semestre consegui um estágio na CETESB – Cia. de Tecnologia de Saneamento Ambiental, agência regional de Guarulhos, no setor comunitário, onde fazia atendimento a reclamações da população referentes à poluição, recepção de estudantes de escolas da região e empréstimo de material de educação ambiental. Além disso, saia com funcionários credenciados para inspeções e monitoramentos em fontes de poluição. Durante os trabalhos realizados, comecei a ter familiaridade com equipamentos de medição, licenciamento ambiental, preenchimentos de formulários e documentações da CETESB.
Depois disso, fui trabalhar numa empresa de gerenciamento de resíduos industriais como representante dos serviços oferecidos em 2004. O trabalho consistia no serviço de implantação de coleta seletiva, recolhimento, transporte e orientação para destinação final dos resíduos. Neste período, eu tinha uma banda de rock e me envolvi com a associação cultural Sinfonia de Cães, que além de promover eventos de rock era engajada em ações sociais, e freqüentemente, unia essas ações aos eventos. Dentro dessas ações sociais comecei a disseminar os conceitos de gestão ambiental. Uma destas ações ocorreu dentro da maior ocupação vertical da América latina, o edifício Prestes Maia, onde realizei uma oficina de construção de brinquedos com materiais recicláveis com os filhos dos moradores ocupantes. Saí dessa empresa em 2007.
No mesmo ano, fui trabalhar num projeto de fortalecimento de uma rede de cooperativas de catadores de materiais recicláveis, a Rede Cata Sampa. Lá eu trabalhei com a capacitação dos cooperados em economia solidária e educação ambiental, bem como, na elaboração de campanhas de coleta seletiva nas comunidades onde as cooperativas estavam inseridas, qualificação e quantificação dos materiais recicláveis coletados para comercialização diretamente com a indústria, evitando-se assim, o sucateiro atravessador.
Ainda no mesmo ano, a associação Sinfonia de Cães havia se apropriado, com consentimento da comunidade, de um galpão abandonado que estava sendo usado como depósito de lixo e uso indiscriminado de drogas como o crack. O coletivo limpou o espaço; construiu um jardim e uma horta; estabeleceu uma agenda semanal de atividades, como oficinas e exibição de vídeos; o que inibiu os usuários de drogas, que anteriormente freqüentavam o espaço.
Quando o projeto Rede Cata Sampa acabou, fiquei uns meses sem trabalho, entretanto, continuei realizando o trabalho voluntário no galpão, que foi batizado de CICAS – Centro Independente de Cultura Alternativa e Social.
No 1º semestre de 2008, fui contratado como educador ambiental no programa Escola Amiga da Terra, uma parceria entre a secretaria de educação e o Instituto Tamboré, onde realizei a capacitação de professores da rede municipal de ensino de Santana de Parnaíba. O programa se encerrou no final do ano.
Em 2009, fui chamado para algumas entrevistas, mas o que eles queriam era um técnico ambiental e não um gestor. Chegou uma hora que aceitei trabalhar como técnico e fui contratado por uma empresa de soluções ambientais, chamada ESSENCIS. Minhas atribuições eram: medir nível d’água; concentrações de poluentes; medir compostos orgânicos voláteis oriundos de hidrocarbonetos; operar sistemas de remediação; coletar amostras de solo e água subterrâneos; e acompanhar instalações de poços de monitoramento ambiental. Tudo isso era realizado numa planta da TRANSPETRO em Guararema, subsidiária da PETROBRAS, que era cliente da ESSENCIS. No mesmo ano, houve um corte de funcionários e eu saí da empresa.
No início de 2010, consegui emprego na PELZ Construtores Associados, também num projeto da PETROBRAS, só que agora numa obra de construção de faixa de dutos.
O papel da PELZ foi o de montar coberturas e, nesta obra em particular, a cobertura foi inflada, e se deu devido ao micro clima da região, no qual a ocorrência de chuvas é constante, inviabilizando a execução das atividades. A princípio, minhas atribuições nesta empresa, como técnico ambiental, foram o de monitorar a qualidade do ar debaixo dessa da cobertura, treinar a equipe para fazer a mitigação ambiental dos eventuais derramamentos de substâncias no solo e coordenar a coleta seletiva. Posteriormente, convenci meus superiores através dos resultados obtidos com o meu trabalho e dedicação, a me contratarem como gestor ambiental.
Hoje em dia, o CICAS está a todo o vapor, estabelecendo parcerias com as secretarias de cultura, estadual e municipal, fazendo um verdadeiro trabalho de sustentabilidade numa comunidade carente do bairro Jardim Julieta (próximo do parque Edu Chaves), onde crianças e jovens da região não têm opção de cultura, lazer, esporte e educação. Neste centro cultural são oferecidas aulas gratuitas de inglês; capoeira; teatro e bateria; oficinas de compostagem e plantio; educação ambiental; exibição de vídeos; entre outros. Existe até uma parceria com o VAI – Valorização de Iniciativas Culturais, da Secretaria de Cultura. Atualmente, a subprefeitura da região pretende derrubar o galpão, dizendo que isso faz parte do projeto de revitalização da praça onde o mesmo encontra-se inserido.
Posso dizer que hoje minha luta dentro da Gestão Ambiental tem duas vertentes, uma na empresa onde atuo, tendo que demonstrar diariamente a importância de um profissional que concilia o social, o econômico e o ambiental, e não apenas mais um tecnocrata, que é o que eles pretendiam no começo. Outra é a luta política para manter o CICAS em pé. O centro cultural sintetiza a construção de um processo de desenvolvimento sustentável no sentido mais amplo do termo.

Foto: GA.Marcos Vinicius Moreira Borges - O "Flexa do CICAS"
E-mail: marcos_g.ambiental@globo.com
         GA.Rozima Tenorio (Dir. ADM da APGAM)
         Atividade: Recuperação do solo

Foto: autoria - Luiz Carlos Sendro Jr. (Juninho do CICAS)







É edificante o diálogo a respeito da gestão de recursos hídricos, em particular sobre as questões de controle social nas empresas prestadoras de serviços ambientais. Vem daí a relevância das deliberações dos encontros ambientais já realizados em Campinas, tais como as Conferências Municipais de Saneamento Ambiental de 1999, 2001 e 2003.

Essas conferências debateram assuntos de interesse da cidade, dentre os quais o uso e ocupação do solo, gestão dos recursos hídricos, racismo ambiental, princípios do ambiente de trabalho, memória ambiental dentro dos aspectos culturais — tendo, por muitas vezes, em sua centralidade, o tema dos serviços de saneamento básico (o abastecimento e coleta de água e o esgotamento sanitário) de nosso município, sua importância para os munícipes assim como, para os “trabalhadores”, a garantia dos postos de serviços.

Em relação ao controle social, as conferências municipais demonstraram seu valor em documentação intitulado Carta de Campinas, apontando a necessidade e criação de instrumentos que viabilizem diálogos entre governo e sociedade, sobre as prioridades dos serviços ambientais e seus recursos.

Tais conferências foram realizadas com apoio e participação das universidades Unicamp e PUC-Campinas, Assemae, FNU, Sindicatos, escolas técnicas e da sociedade civil, comprometidas com a questão ambiental e sua universalização.

Hoje contamos com a lei federal 11.445/2007, instrumento pelo qual está previsto que até o dia 31 de dezembro de 2010 as concessionárias e autarquias prestadoras dos serviços, sistemas de abastecimento de água e coleta de esgoto dos municípios terão de ter uma agência reguladora dos serviços. Através dessa lei, definem-se normas como controle social, integração das infraestruturas, os serviços com gestão eficiente dos recursos hídricos, segurança e transparência nas ações do governo.

Com a criação da agência reguladora, estarão as empresas públicas municipais se credenciando a tomarem empréstimos federais para futuros investimentos em melhoria na coleta de água e tratamento de esgoto sanitário em seus municípios.

A Lei Orgânica do município de Campinas, em seu capítulo da Educação, artigo 222º, segue o já estabelecido pelo artigo 225º da Constituição Federal, que descreve: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.

Dessa forma, a lei orgânica trata a questão com base nos princípios da democracia, da liberdade de expressão, da solidariedade, do respeito aos direitos de desenvolvimento da capacidade de elaboração e de reflexão crítica da realidade. Além disso sua implantação deve ocorrer de forma gradativa, de acordo com as demandas sociais.

Ainda falando sobre a influência da lei federal 11.445/2007, que trata da questão no artigo 47, o controle social dos serviços públicos do saneamento básico poderá incluir a participação de órgãos colegiados de caráter consultivo, estaduais, do distrito federal e municipal assegurando as representações.

A respeito da universalização dos serviços, trata a referida lei da ampliação progressiva do acesso à água e ao esgotamento sanitário para todos os domicílios ocupados nos municípios, uma ação de dignidade social, embasada no trato preventivo da saúde, e responsabilidade pública municipal. Também está prevista a garantia do controle social, no conjunto de seus artigos, prevendo mecanismos e procedimentos que possibilitem à sociedade informações que garantam as representações técnicas, sociais e sua participação nos processos de formulação de políticas públicas, como, planejamento, as tarifárias em suas etapas de avaliação e implantação, relacionadas aos serviços públicos de saneamento ambiental da cidade.

Gervásio José Antonio é presidente da Associação dos Profissionais Técnicos e Tecnólogos em Serviços de Saneamento em Gestão Ambiental da Região Metropolitana de Campinas (ATGA-RMC). 1º Secretario da APGAM
fotos de João Zinclar - Campinas/SP
06/11/2009 FONTE- JORNAL CORREIO POPULAR- CAMPINAS/SP.



SACOLAS PLASTICAS, DA EXTINÇÃO ANUNCIADA, OU, UM FUTURO LIXÃO SOBRE O PASSEIO PUBLICO. COMO ORGANIZAR?

Como será disponibilizado ao serviço público, o lixo doméstico, nas calçadas ou passeios públicos, nos bairros mais populosos e de baixa renda? Uma pergunta que merece atenção, afinal a cultura do famoso saquinho plástico, existe nesta suposta organização do lixo, para atender o recolhimento do serviço publico municipal. Dentro dos conceitos de sustentabilidade temos o tripé: ambiental, social, econômico, e avaliando estes princípios, perguntamos; Atende aos interesses propostos de sustentabilidade? Podemos imaginar este cenário prático, desta futura logística de recolhimento, e eventuais complicadores? Voltaremos para as latas de lixo nas calçadas? O que estabelece a legislação ambiental com relação a descartes, e disposição de resíduos de quaisquer espécie em áreas publicas? E quem vai pagar esta conta? Como ficariam as questões, e os impactos na Saúde Ambiental? Quais seriam os conceitos que os Gestores Ambientais poderiam contribuir? Somando-se as informações do texto da jornalista do IG. - Isis Nóbile Diniz -

A luta contra a sacolinha
Incentivadas pelo governo, redes de supermercado brasileiras encorajam a substituição das sacolas de plástico
Os supermercados brasileiros estão em guerra contra as sacolinhas. As três redes líderes em faturamento distribuíram 372,9 milhões de sacos plásticos a menos no ano passado. Uma delas quer eliminar para sempre o uso das sacolinhas até 2014. E é melhor o consumidor se acostumar: caixas de papelão e sacolas retornáveis, as chamadas ecobags, prometem ser a norma em breve. Ao total, todos os supermercados brasileiros consomem em média 12 bilhões de sacolas plásticas tradicionais anualmente. Os Estados Unidos, em comparação, consome 10 bilhões de sacos de papel - os americanos usam o material no lugar das sacolas plásticas.

"A questão das sacolas plásticas é debatida desde 2007", explica o presidente da Abras, Sussumu Honda. "Agora, com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos pela Câmara dos Deputados, cada empresa tem se posicionado com sua estratégia para seu público", afirma. Com a nova legislação, todos os setores - produtor, comerciante, consumidor final e serviço de limpeza urbana - serão responsáveis pelos materiais. Aliás, quem contratar serviço de reciclagem terá incentivos fiscais. A lei ainda precisa da aprovação do Senado.

O uso de sacolas de plástico disparou na década de 1980, quando os grandes supermercados se popularizaram. Atualmente, a produção de plástico é 20 vezes maior do que há 50 anos, sendo que 80% do lixo plástico é composto por embalagens utilizadas uma única vez. A ONG Iniciativa Verde afirma que colocar em duas sacolas de supermercado o que poderia ser levado em três reduz em 20% sua emissão de CO2 - gás que causa o aquecimento global.
Disputa para ser mais ecoeficiente
O Grupo Pão de Açúcar - Extra, CompreBem, Sendas, ABC CompreBem e Assai - disse que reduziu em 30% (91 milhões de unidades) sua distribuição de sacolas plásticas. Ele possui um programa no qual clientes que usem sacolas retornáveis ganham vale-compras. No ano passado, os clientes da classe C, do CompreBem, foram os que mais adquiriram as sacolas retornáveis - ou "ecobags".
O Walmart Brasil anunciou que estenderá para todas as lojas um programa que devolve ao consumidor o valor de R$ 0,03 de cada sacola não utilizada. O preço é calculado no caixa por cada cinco itens adquiridos - quantidade média de produtos embalados em uma sacola, de acordo com o Instituto Akatu. Assim, em uma compra de 200 itens, o cliente receberá R$ 1,20. Segundo a empresa, o programa já tirou do meio ambiente 22,8 milhões de sacolas plásticas e concedeu R$ 686 mil. Até 2013, o Walmart espera reduzir o uso de sacolas plásticas em 50%. No ano passado, conseguiram diminuir 10% (138,9 milhões).

Isis Nóbile Diniz, especial para o iG | 06/05/2010 12:38

Foto: GA.Ramos - Central de Reciclagem - Capela do Alto/SP