domingo, 19 de janeiro de 2025

Profa Marina Silva - Ministerio do Meio Ambiente - Brasil - 5ª. Conferencia de Meio Ambiente – Município de São Paulo.

 

Quero cumprimentar a secretária Arq. Tamires Oliveira, Secretária Municipal do Verde e Meio Ambiente do município de São Paulo, muito obrigada pelo trabalho, pelo esforço, pelo trabalho que a equipe fez para que a gente tivesse essa conferência municipal. Esse é um trabalho a muitas mãos. Quero cumprimentar também a Ângela, Secretária Municipal de Relações Internacionais, muito obrigada pela parceria, a Eunice, que é a Eunice Aparecida, Secretária Municipal de Justiça. Cumprimentar a minha querida Ver. Marina Bragante, nossa apoiadora que está representando o Ver. Ricardo Teixeira (Presidente da Câmara Municipal- SP).  Cumprimento o Deputado Federal Nilton Tatto e que faz parte da bancada Sustentabilista; o ex-vereador Gilberto Natalinni

E agradecer ao Porf. Cristiano Gomes representante do Reitor Prof. Dr. Eduardo Storopolis (UNINOV-SP) em disponibilizar um espaço tão generoso. E com certeza vamos ter aqui uma bancada sustentabilista muito importante somando pessoas de diferentes partidos; porque esta é uma agenda que envolve a todos nós.                                                                              

                                                                                                 Arq.Tamires Oliveira - Representando SVMA - SP


Ainda cumprimento o nosso querido Jose Gustavo, da Fundação Rede Brasil Sustentável, que tem ajudado tanto no espaço de coordenação, junto com outras fundações de outros partidos, quero também fazer um agradecimento muito especial a Larissa Barbosa, nossa Coordenadora Executiva do Congresso Nacional de Meio Ambiente, que em um trabalho rápido, envolvendo todos os municípios, todos os estados,   diferentes                    parceiros, e não poderia deixar de dizer para vocês que esse é um momento de celebração, apesar do contexto, de tudo que a gente está vivendo. Por que é que celebração, em tivesse contexto, que as nossas secretárias e os demais já disseram também, nós já estamos se vendo, de fato, sobre os efeitos da Mudança do Clima, hoje, tudo está acontecendo no mundo, nos Estados Unidos, na Europa, na África, no Brasil, em todas as regiões do mundo, uma hora é chuva de mais,   outra hora é chuva de menos, uma hora é frio, extrema, outra hora é calor extremo, e isso tem agravado situações que já eram difíceis, como é o caso dos incêndios. Só que essas situações difíceis, elas agora estão cada vez mais frequentes, cada vez mais intensas, e infelizmente, nós não nos preparamos como humanidade para esse momento, porque uma meta foi dada há 33 anos atrás, na Rio 92, foi dito, ou se toma providência, ou está acontecendo agora, foram os conflitos de guerra que dificultam muito as parcerias,   seja em relação à visão política, visões políticas, que não consideram a realidade objetiva e que preferem fazer a agenda negacionista. Então, a mudança do clima é uma realidade que precisa ser enfrentada, enfrentada apenas pelos governos, pelos governos principalmente, governo federal, governo Estadual, governo municipal, no Brasil e no mundo, mas também pelas empresas e também pelos diferentes setores da sociedade, sendo que aqueles que podem mais, devem fazer mais. Quem tem maior oportunidade de existir e crescer como agente psicológico. O Estado não contribui dentro da academia, com suas populações, ajudando nas tecnologias, só que ciência e tecnologia não fazem mágica.  Ou a gente faz o dever de casa, ou não tem tecnologia que dê conta do ponto que a gente vai chegar, o que os cientistas chamam de ponto de não retorno. Se eu inclinar a um ponto, a um caminho exagerado, tem um momento que eu quero voltar para trás, mas não tem jeito, isso é ponto de não retorno. Então a humanidade está no linear do ponto de não retorno e em algumas situações nós já chegamos a ele, nós já chegamos a ele em várias situações do mundo e alguns deles, temporariamente, eu espero que o aumento da temperatura, se a gente fizer o dever de casa, a gente já consiga voltar para trás. Por isso que a conferência colocou a questão da emergência climática no contexto da transformação ecológica do planeta e do Brasil. Por que emergência? Porque nós estamos no estado de emergência. São Paulo é de longe o estado mais rico da nossa federação, o município mais rico da nossa federação, mas mesmo assim paga um preço alto com os eventos climáticos extremos. Uma hora são as chuvas, outra hora são as estações secas e ondas de calor, com incêndios que são perdidos. Nós tivemos ali um dos maiores incêndios que em poucos dias e até mesmo em poucas horas foi avassalador. De longe é o estado com a maior infraestrutura, foi capaz de mobilizar quase 7 mil brigadistas em menos de dois dias. Mesmo assim, isso não fazia frente a algo que estava acontecendo. Você imagina que vários municípios queimaram ao mesmo tempo dentro de um canavial, alguém já viu ali o que viajou dentro de um canavial, era o avassalador. Então, não é só uma questão de tecnologia. O governo apresentou o programa de mudanças climáticas do presidente Lula, imediatamente acionou a ministra e a Secretaria Nacional de Mudanças Climáticas em Atividades, acionou também o ministro da Defesa; e imediatamente, deu um avião ao ministério da Defesa trazendo o CAC, que é o avião mais adequado no transporte de água,  e outros equipamentos, para nos somarmos aos esforços do Estado. E a Secretaria Ana Toni que está buscando reuniões com os governadores. E aí eu faço questão de trazer esse caso porque existem dois temas, dois temas:  Se a gente não for negacionista, independente de política, ideologia, a gente vai trabalhar juntos. Saúde e Mudança do clima. Se começar um incêndio por questões meteorológicas a gente ficar dando volta ali, nós não vamos perguntar se a pessoa está rede, se a pessoa é do PSB, do PCdoB, do PP.

Nós vamos dizer para os mais fortinhos, há de uma volta. Depois disso, atual partido dele, porque em primeiro lugar é a política pública. Se não for negacionista, saúde e clima têm que ser enfrentados juntos. Alguém conserva que não é possível ter um conflito xenófobo se da China aos Estados Unidos, que são potências mundiais, com uma oferta de auto políticos inimaginável, não tivessem trabalhado juntos, a gente não teria feito frente à questão da Covid-19. No clima, é um desafio culturalmente maior, até porque são 196 países trabalhando juntos e há três décadas a gente ainda não recebeu esse caso. Agora a gente vai criar uma nova pesquisa, a gente colocou o tema da conferência, a gente está mobilizando todos os estados e municípios; e eu quero parabenizar o esforço que teve em preparar três pilastras para o enfrentamento desses problemas. A pilastra da ADAPTAÇÃO, que a secretária Ana Antônia já falou, mas temos que nos adaptar, já está acontecendo, já aconteceu, agora a gente vai se adaptar para poder diminuir os impactos da pandemia no clima. A agenda da MITIGAÇÃO tem que continuar reduzindo a emissão de carvão, de petróleo, de gás, de desmatamento, por isso que o Brasil apresentou uma medida de redução, uma FDC pousada de redução de 57% até 2035 e estamos trabalhando para que outros países também tenham FDCs igualmente ambiciosos, o Reino Unido apresentou hoje a Azul,   os Emirados Árabes do Rio, o Azerbaijão, os Estados Unidos, o Uruguai antes de sair apresentou a FDC americana, mas os cientistas já estão dizendo que infelizmente parece que não vai ser suficiente e se não for suficiente vai ter que se ajustar novamente e o mais rápido possível, pode ficar a justiça frente a cada cinco anos e uma parte de nós tem decidido que a partir de agora não vamos mais precisar de cinco anos, tem que ser o mais rápido possível, porque senão a gente não vai fazer frente a esse esforço. Então, trabalhar para transformar é a outra pilastra, por isso que o ministro da Fazenda – Dr. Fernando Hadad trabalhou o plano de transformação ecológica do Brasil, ele é baseado em seis eixos estratégicos, a questão de tecnologias inovadoras, de função tecnológica, infraestrutura resiliente, a questão de transição energética, bioeconomia, economia circular e são seis eixos estratégicos e é o plano de transformação ecológica.

 O plano da União Internacional, ele é uma referência para o plano de transformação ecológica de São Paulo, é o Estado de São Paulo que vai fazer ouvir os trabalhadores, as mulheres, os jovens políticos, as pessoas dos diferentes setores, os empresários, porque é o Estado mais rico em engenharia, em tecnologia, em capacidade, eu concordo,   acho que foi você que falou, ele tem que puxar essa discussão, esse debate, liderando pelo exemplo, inclusive ajudando outros Estados, ao princípio que é o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, no âmbito das compreensões, países ricos fazem mais, países pobres vão fazendo o que é possível nas sociedades, isso é um princípio que deve ser aplicado também internamente,   quem pode mais faz mais e quem pode menos é ajudado, os Estados da Amazônia, nesse momento eles têm uma grande contribuição, ainda que não sejam os mais ricos, ainda que não tenham a maior quantidade de tecnologia, porque a maior emissão do Brasil vem de desmatamento na Amazônia, nesses dois anos nós conseguimos reduzir o desmatamento em 45%,   graças a Deus, o Cerrado estava fora de controle, conseguimos uma redução de 48%, graças a um pacto de lei com o setor de negócios, com os governadores de diferentes partidos liderados pelo plano de desmatamento do Cerrado, e no Pantanal, que no ano passado, a maior seca em 73 anos, fez os piores incêndios, graças ao trabalho conjunto,   o governador Eduardo Hitler, que foi um grande parceiro e justamente foi investigação da Polícia Federal, agora tivemos o dado do DT, redução de desmatamento de 70% lá no Pantanal. Então, tem que ter determinação, eu digo que às vezes tem políticas que é como se fosse o queixado, alguém sabe o que é que é o queixado (Porco do Mato), a pergunta é muito curta. E ele marca o mundo para onde é que vai algumas vezes, é uma quantidade de até 2 mil corpos. Meu pai me ensinou, se você ouve um chão na floresta, você suba na primeira arvore que tiver, é porque eles vão passar por cima de quem tiver na frente. E o queixada, ele marca o mundo, se ele resolver o que ele vai passar no meio do povo, o mundo está perdido, porque ele vai seguindo, né, a sorte é que ele, às vezes, faz os desafios dele. Então, tem determinadas políticas que são políticas de longo prazo, no nosso curto prazo político. É uma corrida de quarto por quarto, saúde, meio ambiente, educação, algumas políticas estratégicas, você tem que persistir, independente de quem é o governo. Então, nesse sentido, desde 2004, quando fizemos os primeiros planos em 2003, lá atrás, ninguém sabia se ia dar certo. Três ministérios trabalhando juntos, ordenados pela Casa Civil. Então, o pessoal nem a entenderia. Então, aí, amiga, você é a ministra da Amazônia, como é que vai ser? Você sempre vai ordenar alguma coisa. Eu digo, quem tem potência de convocação do presidente da República. Eu faço a coordenação executiva. Trabalhamos três ministérios juntos, reduzindo desmatamento em 83%, com quase uma década. Evitamos lançar na atmosfera 5 bilhões de toneladas de celulose. A maior contribuição gerada num país do mundo. Então, eu só quero dizer que a transformação tem que ser na China, tem que ser na Índia, tem que ser no Brasil, tem que ser em toda parte.

 E uma transformação, concluindo que, considerando o princípio da justiça climática, os mais vulneráveis, as mulheres, o povo preto, o povo indígena, as populações, a indústria, tem que ser muito transformada. Mas a agenda climática, a agenda ambiental, a agenda de negócios, se todos nós estivermos juntos, não vai fechar com um. Por isso que eu digo que, antigamente, todos nós, a maior parte, eu não reconsidero que eu fosse, éramos desenvolvimentistas. A esquerda tinha uma visão de desenvolvimentista, a direita desenvolvimentista, os socialistas desenvolvimentistas, os capitalistas desenvolvimentistas, achando que o desenvolvimento era lineal, que a gente podia fazer o que quisesse com a natureza.  Hoje, a crise está nos dizendo que se você não é negacionista, eles querem que o planeta vá para o espaço, já está no espaço. Se você não é negacionista, você tem que ser sustentabilista. Uns vão ser conservadores, outros vão ser progressistas, mas todos terão que ser sustentabilistas. É por isso que, para reverter a nossa palavra de luz, vamos estar todos juntos,

Trazendo saudades, saudades, e um grande abraço à nossa República, e a democracia,  maior capital do mundo.

Transcrição Google -  Ga.Jose Ramos de Carvalho -  Diretoria da APGAM

                       Associação Paulista dos Gestores Ambientais -  APGAM

 

 

 

 

 

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