Associação Paulista dos Gestores Ambientais - Fundação - 28/11/2009 - Endereço: Rua Heitor Iglésias Cambauva, 38-B - Pq. Edu Chaves - CEP 02234-050 - CNPJ e ESTATUTO. A disposição dos GESTORES AMBIENTAIS: Bacharéis, Tecnólogos, Técnicos em Meio Ambiente e Acadêmicos.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
EDITORIAL DO MÊS DE DEZEMBRO 2011.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Universidade Guarulhos promove debate sobre o reconhecimento, a regulamentação e a inserção do Gestor Ambiental no mercado de trabalho.
Ms. Rosana S. Fernandes
Dir. Adj. Tecnologia em Gestão Ambiental
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
1o. Encontro de Gestores Ambientais da Cidade de Guarulhos
A Associação Paulista de Gestores Ambientais (APGAM) e a Universidade Guarulhos (UNG) convidam todos os profissionais da área no município e adjacências para:
1º Encontro de Gestores Ambientais da Cidade de Guarulhos.
Tema: Debater a Minuta de Lei de inserção dos profissionais no mercado de trabalho (Tecnólogo e Bacharel
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Em Minas Gerais instala-se à Associação Mineira de Gestores Ambientais - AMGAM
Nos dias 19 e 20 de novembro do corrente, no Instituto Terra, em Aimorés-MG, ocorreu a I Conferência Mineira de Gestores Ambientais, realizada pela AMGAM – Associação Mineira de Gestores Ambientais, organização não governamental recém-criada que tem por objetivo promover, congregar e representar profissionais de gestão ambiental de todo o Estado. Neste encontro as palestras apresentadas enfocaram o papel do gestor ambiental em suas várias frentes de atuação, demonstrando a todos os presentes a importância do gestor nas questões ambientais, sociais e políticas no cenário mineiro atual. Fomentado pelo grupo de formandos do 4º período de Tecnologia em Gestão Ambiental da UNIPAC Aimorés, a criação da AMGAM e a I conferência Mineira de Gestores Ambientais, contou com a participação de alunos de outras Instituições ensino superior como a UNA, de Belo Horizonte, a UNIPAC de Governador Valadares e o Instituto Federal do Norte de Minas, com sede em Araçuai, além de profissionais do setor, docentes e parceiros. Estes futuros profissionais foram incentivados pela historia de engajamento e luta da APGAM – Associação Paulista de Gestores Ambientais, também presente no evento, que os motivou a se mobilizarem na defesa e no reconhecimento de sua profissão. Apoiados por grandes empresas da região, este encontro reuniu 150 pessoas em um ambiente de troca de idéias e experiências, que fortaleceu ainda mais o desejo de continuar as ações de intercambio entre os diversos pólos de tecnologia em gestão ambiental espalhados por Minas Gerais, o que é o foco da diretoria da AMGAM, eleita em Assembléia em seu vigente mandato. Para o próximo ano já esta prevista a II Conferência Mineira de Gestores Ambientais, que será sediada pela UNA, em Belo Horizonte, em data a ser divulgada no site da AMGAM, www.amgam.org, onde pretende-se avançar mais ainda na participação e na mobilização de cada vez mais gestores para alcançar o fortalecimentos desta e a criação de várias outras organizações de mesma natureza em todo o país.
Ana Maria de Santis Pugliese Yagelovic
Presidente da AMGAM
In Minas Gerais installs to the Mining Association of Environmental Managers - AMGAM
On 19th and November 20th of this month, the Earth Institute in Aimorés-MG, was the First Conference of Mining Environmental Managers, conducted by AMGAM - Mining Association of Environmental Managers, non-governmental organization recently created which aims to promote, gather and represent professional environmental management throughout the state. At this meeting the papers presented focused on the role of environmental manager in its various fronts, demonstrating to the audience the importance of managing the environmental, social and political scenario in mining today. Fostered by the group of trainees in the 4th period of Technology in Environmental Management UNIPAC Aimorés, the creation of AMGAM and I conference Mining Environmental Managers, with the participation of students from other institutions higher education as UNA, Belo Horizonte, the UNIPAC Governador Valadares and the Federal Institute of Northern Mines, based in Araçuaí, and industry professionals, teachers and partners.These professionals have been encouraged by the future history of engagement and struggle of APGAM - São Paulo Association of Environmental Managers also attend the event, which motivated them to mobilize in defense and recognition of their profession.Backed by large companies in the region, this meeting brought together 150 people in an environment of sharing ideas and experiences, which further strengthened the desire to continue the actions of exchange between the various centers of technology in environmental management spread across Minas Gerais, which is the focus of AMGAM board, elected by the Assembly in its current mandate. For the next year is already planned the Second Conference of Mining Environmental Managers, which will be hosted by UNA in Belo Horizonte, on a date to be announced on the website of AMGAM, www.amgam.org, where we intend to proceed further participation and mobilization of more and more managers to achieve the strengthening and creation of several other similar organizations across the country.
Ana Maria de Santis Pugliese Yagelovic
President of AMGAM
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Propostas do Brasil para a RIO+20

1 – A incorporação definitiva da erradicação da pobreza como elemento indispensável à
concretização do desenvolvimento sustentável, acentuando sua dimensão humana.
2 – A plena consideração do conceito de desenvolvimento sustentável na tomada de decisão dos atores dos pilares econômico, social e ambiental, de forma a alcançar maior sinergia, coordenação e integração entre as três dimensões do desenvolvimento sustentável, com vistas a superar a prevalência de visões ainda setoriais, vinte anos após a definição do desenvolvimento sustentável como prioridade mundial.
3 – O fortalecimento do multilateralismo, com a clara mensagem de adequação das estruturas das Nações Unidas e das demais instituições internacionais ao desafio do desenvolvimento sustentável.
4 – O reconhecimento do reordenamento internacional em curso e da mudança de patamar dos países, com seus reflexos na estrutura de governança global. A oportunidade dessa agenda é dada pelo próprio desenrolar do debate sobre desenvolvimento sustentável nas Nações Unidas, desde a publicação do Relatório da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Relatório Brundtland), em 1987, intitulado “Nosso Futuro Comum”, no qual o conceito foi apresentado como o “desenvolvimento que atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem às suas próprias necessidades”. Na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92, o conceito foi aprimorado – e os documentos multilaterais então assinados refletem esse avanço –, passando a enfocar o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico, o bem-estar social e a proteção ambiental, pilares interdependentes do desenvolvimento sustentável. Na Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em 2002 em Joanesburgo, as oportunidades e dificuldades de implementação das decisões da Rio-92 foram identificadas e refletidas no Plano de Implementação de Joanesburgo. Vinte anos depois, o legado da Rio-92, com a Declaração do Rio e seus 27 Princípios, permanece atual, em particular o princípio de “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”, segundo o qual os países desenvolvidos devem tomar a dianteira nos desafios do desenvolvimento sustentável, tendo em vista sua responsabilidade histórica pelo uso insustentável dos recursos naturais globais. Os Princípios do Rio incluem a necessidade de que os países desenvolvidos mantenham oferta adequada de recursos financeiros e de transferência de tecnologia, de modo a auxiliar os países em desenvolvimento a alcançar os objetivos do desenvolvimento sustentável.
desenvolvimento, da conservação e gerenciamento dos recursos naturais, do fortalecimento da
participação da sociedade e dos meios de implementação dos compromissos acordados, estabelecendo diretrizes e caminhos para a aplicação concreta dos princípios da Declaração do Rio. Em seus 40 capítulos, a Agenda 21 permanece atual e mantém seu caráter de referência para os programas de desenvolvimento. No Brasil, a implementação da Agenda 21, por meio da Comissão de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável e Agenda 21 (CPDS), e a construção das Agendas 21 Locais e do Desenvolvimento Local Sustentável são demonstrações da atualidade e da importância desse documento para o enfrentamento dos desafios do desenvolvimento sustentável. É fundamental que, na avaliação das propostas apresentadas na Rio+20, as discussões sejam pautadas pelo princípio da não-regressão, segundo o qual não podem ser admitidos retrocessos de conceitos e de compromissos internacionais previamente assumidos. Tal princípio se reveste de particular importância diante dos desafios enfrentados globalmente, os quais, em lugar de flexibilização ou relativização, convidam a adotar soluções inovadoras e ousadas, que respondam de forma abrangente e equilibrada às necessidades dos três pilares do desenvolvimento sustentável. A Rio+20 deverá, portanto, visar ao futuro e não ao passado, buscando antecipar os temas e os debates das próximas décadas. Confiante na renovação do papel do sistema multilateral como foro de solução dos grandes problemas globais, o Brasil almeja que os resultados da Rio+20 sirvam como referência internacional, sinalizando uma inflexão na forma como o mundo é pensado. Os resultados deverão assegurar que todos os países se sintam capazes de implementar as decisões adotadas no Rio, a partir da criação de condições adequadas – os necessários recursos financeiros, tecnológicos e de capacitação – para implementá-los, construindo, assim, uma visão compartilhada de sustentabilidade válida para as próximas décadas. A Rio+20 é uma Conferência sobre desenvolvimento sustentável e não apenas sobre meio ambiente. O desafio da sustentabilidade constitui oportunidade excepcional para a mudança de um modelo de desenvolvimento econômico que ainda tem dificuldades de incluir plenamente preocupações com o desenvolvimento social e a proteção ambiental. A expansão da fronteira social com a criação de mercados consumidores de massa e a diversificação da matriz energética mundial com maior uso de fontes sustentáveis constituem elementos-chave na direção desse novo modelo. A “nova economia” – de que o mundo carece em particular neste momento de crise – é a economia da sustentabilidade e da inclusão. A sustentabilidade hoje não é mais uma questão de idealismo, mas de realismo. É necessário mudar o padrão de desenvolvimento e dar respostas à altura do desafio global. Para o êxito da mudança, é essencial a mobilização de todos os atores: governos nacionais e locais, cientistas, acadêmicos, empresários, trabalhadores, organizações nãogovernamentais, movimentos sociais, jovens, povos indígenas e comunidades tradicionais. Texto: Site Oficial MMA - Foto: historiadorio.com.br
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Governo estuda privatizar serviços turísticos de Parques Nacionais

Os ministérios do Meio Ambiente e do Planejamento, juntamente com o Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio) firmaram acordo no dia 20/10/11 para a criação de um grupo de estudos que analisará a viabilidade de privatizar os serviços turísticos existentes nos parques nacionais do Brasil. O documento de cooperação, assinado por Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, e Miriam Belchior, da pasta de Planejamento, vai avaliar modelos de parcerias público-privadas (PPPs) para melhorar, em um primeiro momento, a gestão de dez parques e expandir a receita destes lugares. Serão analisadas propostas para os parques de Fernando de Noronha (PE), Chapada dos Guimarães (MT), Jericoacoara e Ubajara (CE), Sete Cidades e Serra das Confusões (PI), Lençóis Maranhenses (MA), além da Serra dos Órgãos, e os parques do Itatiaia e da Tijuca (RJ). A previsão é que o estudo seja concluído até o fim do segundo trimestre de 2012. Segundo Rômullo Neto, presidente do Instituto Chico Mendes, o foco será na modernização da forma de conservação ambiental e atendimento ao turista. “Vamos trabalhar em cima das unidades como potencial de negócios. Na avaliação do ministério do Meio Ambiente, os 67 parques nacionais têm potencial de gerar anualmente cerca de R$ 500 milhões, que seriam revertidos em melhorias de infraestrutura e aplicação de medidas de proteção ambiental”, disse.Melhor administração ambiental – Para ele, privatizar os serviços de gestão turística, como já acontece há dez anos no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, na forma de concessão integral, é uma maneira de aumentar os trabalhos de conservação no país. “Assim, técnicos, biólogos e outros funcionários do ICMBio podem se dedicar às atividades voltadas ao plano de manejo das unidades de conservação ou à legalização fundiária das áreas”, explica Neto. Em maio, estudo divulgado pelo governo federal em parceria com o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), apontava que o Brasil possuía sérias deficiências na gestão de unidades de conservação (UCs). De acordo com o documento, as UCs funcionam atualmente com número reduzido de mão de obra, além de baixo orçamento para investimentos em infraestrutura. O estudo revelava ainda que, apesar de o país agregar a quarta maior área do mundo coberta por unidades de conservação (1.278.190 km²), ficava atrás de nações mais pobres e menores quando quesitos como funcionários e orçamento por hectare eram comparados. Texto completo - Noticias/Opiniões dos Gestores ambientais
Texto: Eduardo Carvalho/Globo Natureza - Foto: infoescola
Government is considering privatizing national parks tourist services
CLIPPING
Ministries of Environment and Planning, along with the Chico Mendes Institute for Biodiversity and Conservation (ICMBio) signed an agreement on 20/10/11 to create a study group to examine the feasibility of privatizing services in existing tourist Brazil's national parks. The cooperation document signed by Izabella Teixeira, Environment, and Miriam Belchior, pulp and Planning, will evaluate models of public-private partnerships (PPPs) to improve, at first, the management of ten parks and expand revenue from these places. Proposals will be analyzed for the parks of Fernando de Noronha (PE), Chapada dos Guimarães (MT), and Ubajara Jericoacoara (CE), and Sierra Seven Cities of Confusion (PI), Maranhenses Sheets (MA), and of the Organ Mountains, Itatiaia and parks and Tijuca (RJ). It is expected that the study is completed by the end of the second quarter of 2012. According Rômullo Neto, President of the Chico Mendes, the focus will be to modernize the way of environmental conservation and tourist service. "Let's work on the units as a potential business. In assessing the Ministry of the Environment, the 67 national parks have the potential to generate annually about $ 500 million, which reverted to infrastructure improvements and implementation of measures for environmental protection, "he said.Better environmental management - for him, privatize services, tourism management, as is already ten years ago in the Parque Nacional do Iguaçu, Paraná, in the form of granting full, is a way to increase conservation work in the country. "So, technicians, biologists and other staff ICMBio can devote to activities targeting the management plan of protected areas or areas of land legalization," said Neto. In May, a study released by the federal government in partnership with UNEP (United Nations Environment), noted that Brazil had serious deficiencies in the management of conservation units (CUs). According to the document, PAs currently work with a small number of labor, and low budget for infrastructure investments. The study revealed that although the country's fourth largest aggregate area of the world covered by protected areas (1,278,190 km ²), was behind the poorest nations and lower when issues such as staff and budgets per hectare were compared
Full Text: Link: Noticias / Opinião dos Gestores Ambientais
Photo: infoescola
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Brasil e China vão ampliar parceria na área ambiental

Brasil e China vão ampliar a parceria de cooperação técnica para troca de experiências na área ambiental. Nesta sexta-feira (21/10), o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, e o vice-ministro do Meio Ambiente da China, Zhag Lijun, discutiram como fortalecer essa parceria para resultar em intercâmbio de experiências e realização de ações conjuntas na área ambiental, proteção da biodiversidade e poluição. Gaetani ressaltou o bom diálogo entre Brasil e China nas conferências internacionais sobre meio ambiente, e que isso deve ser ampliado para o enfrentamento dos grandes problemas ambientais. De acordo com o secretário, um grupo técnico do MMA deverá visitar aquele país ainda este ano, para a troca de experiências sobre energia e clima. Em 2005, os dois países assinaram o Memorando de Entendimento de parcerias na área de proteção ambiental. Mas a parceria ficou em missões, sem cooperação técnica. O vice-ministro chinês sugeriu a criação de um grupo de trabalho entre os dois países para definir uma agenda de visitas e garantir uma cooperação permanente. De acordo com ele, uma delegação chinesa deverá vir ao Brasil ainda este ano para fechar a agenda de visitas entre os países para 2012. Cada país fará sua lista de assuntos que gostaria para intercâmbio. O governo chinês destacou proteção à biodiversidade, prevenção e controle de poluição e supervisão ambiental como temas centrais da cooperação. O secretário de Biodiversidade e Florestas, Bráulio Dias, e a diretora de Qualidade Ambiental, Sérgia Oliveira, apresentaram iniciativas do Ministério do Meio Ambiente.
Texto; José Américo
Foto: Jefferson Rudy
Brazil and China will expand partnership in the environmental area
Brazil and China will expand the partnership of cooperation to exchange experiences in the environmental area. On Friday (21/10), the executive secretary of the Ministry of Environment, Francisco Gaetani, and the Deputy Minister of Environment of China, ZhagLijun, discussed how to strengthen this partnership to result in exchange of experience and achievement of joint actions in environmental protection, biodiversity and pollution.Gaetani said the good dialogue between Brazil and China in international conferences onthe environment, and that this should be extended to cope with major environmental problems. According to the secretary, a technical group of the MMA should visit the country later this year, to exchange experiences on energy and climate. In 2005, the two countries signed the Memorandum of Understanding partnerships in the area of environmental protection. But the partnership was on missions without technical cooperation. The Chinese Vice Minister suggested the creation of a working groupbetween the two countries to set a schedule of visits and ensure continued cooperation.According to him, a Chinese delegation will come to Brazil this year to close the scheduleof visits between the countries for 2012. Each country will make its list of issues he would like to exchange. The Chinese government said biodiversity protection, prevention and control of pollution and environmental stewardship as central themes of cooperation. The Secretary for Biodiversity and Forests, Braulio Dias, director of Environmental Quality andSergi Oliveira, presented initiatives of the Ministry of Environment.
Text, Jose Americo
Photo: Rudy Jefferson
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Consórcio PCJ: 22 anos de história e de transformação em meio a um desenvolvimento sustentável

PCJ Consortium: 22 years of history and transformation in the midst of a sustainable development
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
PAULO TEIXEIRA – DEP. FED/SP MINISTRA PALESTRA NA EACH/USP
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Empresa mantém 'cemitério' de trens em Área de Proteção Ambiental

Pelo menos 32 vagões de trens sucateados da concessionária América Latina Logística (ALL) estão abandonados ao lado da Ferrovia Mairinque-Santos e da antiga Estação Evangelista de Souza, em Engenheiro Marsilac, zona sul de São Paulo. A região é de mananciais e pertence à Área de Proteção Ambiental Municipal (APA) Capivari-Monos. O cenário é de abandono e descaso. Os vagões totalmente deteriorados estão em um recuo da mata, na frente do prédio da antiga estação, e alguns ao longo da via. Pelas condições das composições e por relatos de funcionários, o cemitério de trens existe, em plena área verde, há pelo menos 1 ano. Há muita ferrugem nas composições e a vegetação já cobre o aço de muitos vagões. De acordo com a empresa, esses vagões sofreram avarias e foram concentrados no local por ser considerado 'estratégico' para a operação - há acesso por estrada, ao contrário da estação seguinte, no sentido Santos. A ALL, entretanto, não tem licença ambiental para usar o espaço como pátio de sucata. Quando o Estado esteve no local, funcionários da ALL procuravam no entulho peças que pudessem ser reaproveitadas. Além dos trens retorcidos, há dezenas de eixos de rodas, parafusos, pedaços de trilhos e outros componentes de aço amontoados no chão. Havia ainda tambores com óleo escorrendo para o solo e sacos de lixo e de alimentos. Em um dos trilhos de apoio, dez vagões que tombaram recentemente em outro ponto da via ainda não foram removidos. Danificadas, as composições ainda deixaram restos de soja, que apodreceu sobre a via. Trilho no rio. A estação fica cerca de 3 km depois do centro de Marsilac, o último bairro a sul da capital paulista. A reportagem percorreu um trecho da linha, que chega a Santos e faz parte do corredor ferroviário de exportação, ainda em atividade. Apesar de cruzar área de proteção ambiental, dormentes de concreto e pedaços de aço que se soltaram dos trens estão jogados na beira da mata. Em um braço do Rio Capivari, atravessado por uma ponte, trilhos enferrujados foram jogados no curso da água. A bióloga Claudia Mascagni Prudente, da ONG Capivari-Monos, condena o uso que a empresa faz da área sem licença ambiental adequada. 'O trecho está na área de manancial, onde há produção de água. Há possibilidade de contaminação do solo, por causa de vazamento de materiais lubrificantes ou algum tipo de óleo', diz ela. 'Ainda existe o aspecto de saúde pública, por acumular resíduos.' A estação fica no limite do Parque Estadual da Serra do Mar. A área tem espécies vegetais endêmicas e ameaçadas de extinção. Ainda abriga animais silvestres. Moradora há 27 anos de Marsilac, Maria Lúcia Cirilo afirma que a concessionária deveria ser parceira da vizinhança. 'O trem é um transporte maravilhoso, mas tem de haver respeito da empresa concessionária pela região por onde ele passa. É área de proteção, vizinha do parque, e há uma vila histórica', afirma ela, que é líder de bairro e faz parte do conselho gestor da APA. Em nota, a ALL afirmou que os vagões serão removidos 'nas próximas semanas', mas não deu uma data com precisão. A empresa afirmou que aguardava autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para retirá-los - o que só teria ocorrido na última semana. Sobre os trilhos e dormentes que estão na área, a empresa alega que a via passa por manutenção e o material é removido continuadamente.
Clayton / de Souza AE – Foto: ESTADÃO
Company maintains 'graveyard' of trains in the Environmental Protection Area
At least 32 train cars scrapped, the utility America Latina Logistica (ALL) are abandoned by the Railroad Mairinque-Santos and the former Station Evangelista de Souza in Marsilac Engineer, south of Sao Paulo. The region's underground water and belongs to the Municipal Environmental Protection Area (APA) Capivari-Monos. The scenario is of abandonment and neglect. The cars are completely deteriorate in a retreat of the forest in front of the building of the old station, and some along the track.Given the conditions of the compositions and reports of officials, the cemetery of trains there, in full green area for at least 1 year. There are a lot of rust on the composition and vegetation now covers many of the steel wagons. According to the company, these cars were damaged and were concentrated at the site to be considered 'strategic' for the operation - access road, unlike the next station towards Santos. The ALL, however, has no environmental license to use the space as a scrap yard. When the state was in place, officers searched the rubble of ALL parts that could be reused. Besides the twisted trains, there are dozens of wheel axles, screws, pieces of rails and other steel components stacked on the floor. There was still dripping with oil drums into the soil and trash bags and food. In one of the support rails, ten wagons fell recently elsewhere in the pathway have not yet been removed. Damaged, the compositions still left traces of soy, which rotted on the road. River Trail. The station is about 3 km after the center Marsilac, the last neighborhood south of the capital city. The report went through a stretch of line, which comes to Saints and is part of the rail corridor export, still active. While crossing the area of environmental protection, concrete sleepers and pieces of steel that fell off the trains are played on the edge of the forest. In one arm of Capivari River, crossed by a bridge, rusty rails were thrown into the water course. Mascagni biologist Claudia Wise, NGO Capivari-Monos, condemns the use that the company makes the area without adequate environmental license. 'The passage is in the area of wealth, where there is water production. There is the possibility of soil contamination because of leakage of material or some kind of lubricant oil, "she says. 'There is still the aspect of public health, waste to accumulate. " The station lies on the edge of the Parque Estadual da Serra do Mar. The area has numerous endemic species and endangered species. Still harbors wildlife. Resident for 27 years Marsilac, Maria Lucia Cyril says that the concessionaire should be a partner in the neighborhood. 'The train carriage is wonderful, but there has to be about the utility company in the region through which it passes. It's protected area, neighboring the park, and there is a historical village, "she says, which is a neighborhood leader and part of the management council of the APA. In a statement, said that ALL the cars will be removed 'in the coming weeks,' but did not give a precise date. The company said it was awaiting authorization from the National Transportation Agency (ANTT) to remove them - which only would have occurred last week. On the rails and sleepers are in the area, the company claims that the route goes through maintenance and material is removed continuously.
Clayton / de Souza AE - Foto: ESTADÃO